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quinta-feira, 1 de março de 2012

Poder e Autoridade no Mapa Astral de gestores organizacionais


Grosso modo os conceitos de poder e autoridade parecem andar juntos ou até mesmo serem sinônimos. Mas, este é um grande equívoco, pois os termos têm naturezas bem distintas e isso fica nítido à luz da análise utilizando-se o ferramental astrológico.

Por definição, Poder é o direito de mandar, decidir, agir, de forma arbitrária e unitária. Pode-se entender que “poder” tem um componente tanto autoritário quanto egoísta ou egocêntrico. Astrologicamente entendo que o poder no Mapa Astral poderá decorrer tanto do planeta Marte quanto do planeta Plutão. O poder está diretamente relacionado com a vontade, a determinação e o imediatismo (já viu algum poderoso esperando alguma coisa?). O poder pode coagir, forçar a vontade alheia.

Por definição, autoridade é a habilidade de levar pessoas a fazerem algo de boa vontade por influência pessoal. O conceito de autoridade baseia-se na legitimidade e na obediência incondicional espontânea. Autoridade é a aceitação natural e não forçada de um comando ou direcionamento. A Autoridade não coaduna com a força e a violência (coisas do Poder), mas sim com a compreensão e a simpatia. 

Astrologicamente, podemos relacionar a Autoridade com os planetas Sol e Saturno, um tem a autoridade pelo carisma e simpatia e o outro pelo conhecimento e dedicação.
É interessante observar que conforme a pessoa lidere ou pelo poder, ou pela autoridade, isso deixa claro sua índole e caráter. São importantes indicadores dos valores e princípios que norteiam a vida do líder e consequentemente do estilo de sua liderança.



Outra coisa interessante a notar é que o poder pode ser comprado, vendido, dado ou tomado. Mas, o mesmo não ocorre com a autoridade, pois ela decorre de questões de natureza interna e íntima das pessoas.
Nas organizações, Plutão pode ser relacionado com o dono, proprietário, presidente e razão da existência do negócio. É fácil então entender porque este personagem organizacional tende a gostar de profissionais com o perfil “guerreiro” de conquistas rápidas, objetivas e até sem planejamento (atitudes tipicamente marcianas). Parece que o que importa são os resultados, quanto maiores e mais rápidos melhores.



Mas, os conceitos organizacionais atuais já consideram com grande importância a questão da sustentabilidade, da durabilidade, da fidelização. E, para se conquistar isso se faz necessário uma gestão mais “humana”, que respeite as características das pessoas. Astrologicamente falando, esta é uma necessidade solar. Além disso, o mercado também exige qualidade tecnológica e durabilidade, características que são emprestadas de Saturno. O Sol contribui para a identificação e a fidelização dos clientes, enquanto que Saturno é o responsável por um planejamento estruturado e estratégico para manter esta fidelização e assim consolidar o negócio e a empresa no mercado.



Mas, o grande conflito aí se instala: enquanto Plutão e Marte querem as coisas no estilo “Lei do Gerson” (levar vantagem sempre) e o mais rápido possível, Sol e Saturno caminham mais para o lado da Responsabilidade Social Empresarial (ISO 26000), de respeito a todos os parceiros do negócio, desde fornecedores e clientes até mesmo os governos e a sociedade em geral.

É conveniente lembrarmos que Plutão é o regente da atividade bancária. Este planeta também é extremamente magnético a ponto de concentrar e controlar as coisas (ao seu redor), algo muito semelhante ao sistema capitalista que ora rege o mercado financeiro internacional. É por isso que existem guerras (Marte) por causa, por exemplo do poder do petróleo (Plutão).



O Sol rege a vida, a saúde, a plenitude, a paz, a harmonia e o amor. Tudo de bom e desejado. Saturno então é o planeta da organização, da estabilidade e da responsabilidade, principalmente para com aquilo que seja coletivo, social. Além disso, este planeta é o regente do futuro das coisas e sua perpetuação.
É interessante então refletirmos se as características capitalistas não são contrárias à manutenção das empresas e estabilidade social. Se sim, nossos homens de negócios enveredaram por um caminho equivocado e em algum momento precisarão rever conceitos e atitudes. A adoção da ISO 26000 por grandes empresas já denota uma forte e poderosa tendência neste sentido. O conceito de que a empresa visa apenas a obtenção do maior lucro possível para seus sócios já não é maioria na mente dos gestores atualizados. Hoje a empresa é considerada uma grande parceira social que produz bens e serviços no interesse da comunidade na qual está inserida.



Uma análise individual do Mapa Astral do gestor, pelo olho clínico do bom profissional de Astrologia, poderá indicar como se encontram distribuídas estas forças em sua vida, como melhor aproveitá-las e se existem indicadores que limitam seu poder e/ou autoridade.
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