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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os Quatro Elementos da Natureza


É comum as pessoas desejar “falar com Deus” ou seus emissários, os anjos. Geralmente são pedidos de toda ordem, desde os mais práticos (como emprego, saúde, etc.) até os mais fúteis (como saber sobre traição, manter namorado, etc.). Mas, o que as pessoas não refletem é que existe uma hierarquia de seres espirituais e os mais elevados são também os mais distantes. Quanto mais elevado, mais distantes estamos nós deles. Então, se a pessoa quer mesmo ser atendida, deveria pensar em buscar ajuda em seres espirituais mais próximos e mais identificados com a realidade do cotidiano humano. Afinal, anjo não sabe nada sobre pagar aluguel, dor de dente, traição amorosa ou ainda emagrecer.
Por outro lado, quando se deseja atingir um ser elevado, é importante que os seres mais próximos nos ajudem e colaborem para que isso possa acontecer. É o mesmo que dizer que se quer falar com o prefeito de uma cidade para resolver um problema em sua rua. Provavelmente falar com um vereador é muito mais fácil e prático. Se este vereador não puder resolver a questão, porém julgá-la importante e procedente, poderá recorrer então a um secretário municipal para fazê-lo. Se ainda assim a coisa não resolver, se depender de uma decisão do prefeito, aí sim o interessado, acompanhado pelo vereador e também pelo secretário agendarão uma audiência com o prefeito para resolver a questão. Se mesmo assim não estiver nas mãos do prefeito, este poderá recorrer a um deputado, por exemplo. De forma semelhante devemos proceder nos pleitos espirituais.
Antes da pessoa querer ser o “Rei do Fogo e dos Trovões”, talvez seja necessário e importante reinar sobre o básico da Criação que são os Quatro Elementos da Natureza que compõem tudo que existe. São como o carbono que está em (quase) tudo que se conhece, como a água ou o sal no preparo dos alimentos.
Esotericamente, tudo que existe é formado pelos quatro elementos da natureza. Eles são: a terra, a água, o ar e o fogo. Mas, não se deve confundir o elemento da natureza com outras denominações com os mesmos nomes. Por exemplo, o elemento água em sua “apresentação” como água é a nossa água que jorra pela torneira. Mas, este mesmo elemento água quando apresentado como terra é o nosso conhecido gelo (parece uma pedra). O elemento água na forma ar é o vapor e como fogo é a água em ebulição.
Cada um destes quatro elementos “rege” um universo próprio. A Terra, por exemplo, rege as coisas materiais, concretas, pesadas, densas, duradouras, escuras, internas. Assim, os seres elementais relacionados com a Terra são os gnomos, seres espirituais que vivem nas minas, cavernas, subterrâneos, etc. Estes seres espirituais são os responsáveis tanto pelos metais e pedras, preciosos ou não, como também por nossas células corporais, órgãos e sistemas. Uma das formas mais utilizadas para nos aproximarmos de forma harmônica e simpática dos elementais dos quatro elementos da natureza é fazendo suas orações. Estas orações são orações a Deus, como eles O veem. Ou seja, a pessoa se coloca na situação e posição do elemental para orar a Deus. Desta forma tende a “ganhar a simpatia” do elemental facilitando sua ajuda naquilo que a pessoa deseja.
Outra coisa importante antes da pessoa se tornar um “Deus do Fogo e dos Trovões” é ela se tornar um deus de si mesma, de seus elementais interiores. A pessoa precisa dominar estes elementos dentro de si mesma.
Como se faz ou se identifica isso? Simples! Existem as “Provas dos Quatro Elementos” que herdamos das antigas e primitivas tradições esotéricas. Mas, para além do círculo fechado do mundo iniciático, também podemos “testar” nosso domínio ou não sobre os elementos internos em atividades corriqueiras. Assim, em um simples balanço de criança ou então em um brinquedo de montanha russa, testamos nosso domínio interior sobre o elemento Ar; em um estacionamento no subsolo, dentro do elevador ou dentro de uma caverna, testamos nosso domínio e conforto em relação ao elemento Terra; dentro de uma piscina, no mar, no lago ou rio testamos nosso domínio e segurança quanto ao elemento Água; e, finalmente, ante a uma fogueira, em locais quentes, um forno, em situações de violência, e ao meio-dia em dias de calor escaldante percebemos nossa relação com o elemento Fogo.
É importante deixar claro que devemos sempre merecer as coisas, nada “cai do céu” gratuitamente e se queremos receber ajuda precisamos ser dignos disso. Então, ninguém evolui fazendo maldades, sem mérito ou mesmo com desequilíbrios psíquicos. Para obtermos a colaboração dos elementais dos quatro reinos precisamos dominá-los, caso contrário esqueça! Retornarei a este assunto em seguida.
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