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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os vampiros de nossa sociedade


 

Podemos estabelecer um paralelo entre o ícone dos zumbis ou mortos vivos que tanto está em voga com a conivente omissão das pessoas que não reivindicam seus direitos, não expõem seus pensamentos, não se posicionam explicitamente, não se permitem pensar por si mesmas, não tem objetivos próprios de vida, não questionam costumes e hábitos incoerentes e não se permitem amar e ser amados. Mas, precisamos também analisar o outro lado da mesma moeda, aqueles que geram este estado de existência sem vida própria: os vampiros da modernidade.
O tema “vampiro” também está na moda, arrastando milhares de adolescentes para os cinemas em todo o globo. Mas, este fenômeno tem uma relação com o que acontece em nossa sociedade e talvez por isso mesmo haja tanta identificação ou projeção por parte das pessoas.



A ideia tradicional do vampiro é que se trata de um ser que existe, mas que não tem necessariamente vida. É eterno porque já está morto, tem poderes sobrenaturais e carece de sentimentos.
Este tipo de comportamento é facilmente encontrado em nossa sociedade, em pessoas inescrupulosas para as quais o que importa é sempre a concentração de poder social e econômico. Para estas pessoas a vida se resume em acumular bens e dinheiro à custa da exploração de outros e até mesmo à custa das vidas, emoções, famílias, sentimentos, futuro, expectativas e espiritualidade alheia. Estes vampiros modernos se riem das insipientes reações na forma de lamentos e reclamações que nada conseguem fazer ou atingir.
São estes vampiros sugadores de vidas que geram os zumbis em nossa sociedade. Então, as pessoas ditas “normais” se encontram no meio desta verdadeira guerra que por incrível que pareça os têm como preza. Tanto os vampiros caçam as pessoas normais pensantes para torna-las zumbis, como os zumbis também os caçam para que as pessoas normais também se tornem zumbis manipuláveis, massa de manobra. Certamente os zumbis assim o fazem respondendo ao comando dos vampiros da modernidade.
Este tipo de guerra ou caça acontece diariamente em nossa sociedade, nas ruas, no trabalho, na sociedade, nas religiões. Aqueles que pensam e reivindicam o direito de sentir suas emoções e serem livres são caçados e combatidos tanto por vampiros quanto por zumbis. Comumente são penalizados profissionalmente porque os vampiros costumam assumir postos de comandos nas organizações e terem um séquito de zumbis ao seu comando. O vampiros são aqueles que fazem o chamado “capitalismos selvagem”, desumano, insensível e cruel.
Apesar do poder, os vampiros são o outro lado da moeda dos zumbis. Os dois carecem de vida humana, autonomia, independência, espiritualidade verdadeira e amor. Ambos estão fadados a permanecerem eternamente como estão, sem evolução, sem desenvolvimento, sem divindade, sem vida. Por sorte sair desta condição é possível, mas exige muito esforço, sacrifício e determinação. A saída é começar a pensar por si mesmo, se informar, ter sua própria opinião das coisas e expressá-la.
Qual será o fim para nossa humanidade “normal”? Qual será o fim do vampirismo e dos zumbis? Haverá vencedor nesta guerra?
E você, caro leitor, é uma pessoa normal? É um vampiro? Ou é um zumbi? Já refletiu sobre isso?


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