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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O suposto materialismo

Para as pessoas que se importam com as questões de natureza espiritual ou mística existe uma tendência a se deparem com a ideia do conflito entre o espiritualismo e o materialismo. No materialismo muitas pessoas, talvez a grande maioria, se esquece de considerar as questões espirituais em suas vidas cotidianas para se dedicarem apenas para as ditas questões materiais (dinheiro, bens, prazeres físicos, etc.).



Sem dúvida não dar atenção ou considerar a espiritualidade é algo muito equivocado, visto que se trata de questões que não se corrompem com o tempo ou pela ação do homem, ao passo que as questões ditas materiais são sempre transitórias. O imediatismo prejudica um planejamento de vida voltado para o futuro que desta forma se torna muito incerto, ao sabor da sorte, ou do azar, e depois que as coisas não dão certo a pessoa então se lembra da espiritualidade para questioná-la.

Mas, o fato é que o chamado materialismo é um grande engano. Esotericamente sabe-se que a chamada matéria nada mais é do que o espírito manifesto e que tem neste mesmo espírito sua origem, razão e objetivo de ser. Ou seja, a “matéria” não é um sentido de vida em si, mas uma fração, um sinal do sentido maior. A chamada “matéria” não é má em si e muito menos boa, ela é o que é. Ela também não é “coisa do diabo” como muita gente prega. Não! A matéria nos proporciona coisas importantes para nossa evolução, principalmente o fato de termos um corpo físico e estarmos no plano físico onde se dá o processo evolutivo, coisa que não ocorre em outros planos ou realidades.

O grande problema do suposto “materialismo” não é matéria em si, mas o uso que se faz dela, seu verdadeiro “endeusamento” que a humanidade promoveu.

O dinheiro, grande e talvez maior símbolo do suposto materialismo, não é nada material, pelo contrário sua natureza é absolutamente abstrata, virtual, simbólica. Antigamente uma moeda de ouro valia seu peso em ouro e pronto. Depois o papel moeda (dinheiro) era um “vale” emitido por um banco central que mantinha reservas em ouro relativas ao valor total dos “vales” (dinheiro) emitido. Hoje não existem reservas materiais alguma, o dinheiro é apenas um símbolo de confiança de valor. Se a sociedade de uma hora para outra deixar de “acreditar” (questão de fé) no dólar, por exemplo, seu valor irá despencar. Você já havia imaginado que o símbolo do capitalismo, do materialismo, o dinheiro, tem sua força e poder por causa da fé?

Mas, vamos deixar de lado estas questões esotéricas, místicas e espirituais. Abordemos o materialismo à luz da ciência natural, a chamada “ciência dura”, da qual não fazem parte nem mesmo a Administração, a Medicina, a Psicologia ou a Filosofia. Em última instância a matéria é formada, em Física, de átomos. Os átomos por sua vez são compostos por elétrons, prótons e nêutrons, sendo que a massa (matéria) de um elétron é ínfima e o que podemos conceber de matéria mesmo de um átomo se encontra em seu núcleo que tem próton e nêutron. Mas, a estrutura de um átomo, que é a base de qualquer corpo material, é composta basicamente de seu núcleo e o elétron que gira em torno do núcleo a uma distância muito grande se comparada com as dimensões deste mesmo núcleo. É algo semelhante ao que acontece entre o sol e os planetas que orbitam em torno dele. Então, o “tamanho” do átomo é dado pela órbita do(s) elétron(s) de sua camada externa e não reflete a quantidade de massa ou matéria que tem. Um átomo tem muito mais “espaço vazio” em seu interior do que matéria ou massa. E assim as coisas tangíveis são formadas, por muito, mas muito mesmo, mais espaço vazio do que massa ou matéria. O que nos dá a sensação de solidez é resultado do eletro magnetismo, ou seja, algo nada material e sim energético.

“ ... se o núcleo do átomo de hidrogênio fosse ampliado até o tamanho de uma bola de tênis, o elétron estaria proporcionalmente a uma distância de 2042,9 m, ou o equivalente a 17 campos de futebol ordenados um após o outro pelo lado do comprimento, considerando o comprimento máximo permitido (120 m)!"

Fábio Rodrigues, professor de química do CEFET/MG no campus de Timóteo/MG



“Se imaginarmos o núcleo do átomo como tendo o  tamanho de um feijão, o átomo terá o tamanho de um estádio, e os elétrons vão ser como as pulgas pequenas voando freneticamente em algum lugar ao redor das arquibancadas. Estamos, de fato, envoltos por vácuo, e a proporção de vácuo para a matéria é ditada pela massa dos elétrons.”


Talvez tenha ficado claro que o suposto materialismo é um grande equívoco, que aquilo que se pode tocar não é de fato matéria, mas sim um tipo de energia, como dizia Einstein e muitos místicos espiritualistas. Para mais informações sugerimos os filmes “Ponto de Mutação” e também “Quem somos nós”.

Juarez de Fausto Prestupa


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