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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para onde vai a humanidade?

Na semana passada tivemos a palestra sobre “A Queda dos Anjos” na qual abordamos a questão da possível verdade por trás do mito da perda do Paraíso. Algumas das conclusões que chegamos é que se houve um erro não foi cometido por um humano, a humanidade participa da divindade porque tem nela a sua origem e que nossa evolução depende não só de conhecimentos mentais, mas principalmente de princípios e práticas espirituais.

A evolução deve caminhar sobre “dois pés” ou fundamentos: o sentimento e a ideia, a emoção e o conceito, a prática e a teoria, o amor e a justiça, a solidariedade e o compromisso. De nada adianta um conhecimento técnico muito elevado se não se tem fé, amor no coração, ternura, senso de cidadania, tolerância, compreensão. De nada adiante ter fé, amor, ternura, cidadania, etc. sem conhecimento ou discernimento lúcido.

É com as duas “pernas” do sentimento e do pensamento que caminhamos conscientes rumo a um futuro iluminado. Mas, isso é uma opção, não é algo certo e seguro que aconteça. Depende de nossa decisão e atitude, em cada detalhe de nossas vidas.

Lamentavelmente muitas pessoas falam e exibem orgulhosos frases de efeito de natureza espiritual, mas na prática parecem que desconhecem completamente aquilo que ostentam tão veementemente. É raro encontrar quem admita ser egoísta, preconceituoso, injusto, cruel, frio, e desonesto. Ao mesmo tempo é muito fácil encontrar este tipo de comportamento ou pessoa hoje em dia.

É uma grande incoerência. Estatisticamente existe uma grande maioria de pessoas piedosas e fiéis a Deus, mas temos a mesma proporção de crápulas manipuladores que se fingem de ovelhas. Este é o grande e talvez maior “pecado” que se pode cometer: falsear a verdade que levamos em nosso interior. Ir contra a verdade é ir contra a vida e ir contra a mensagem de Cristo!

É muito fácil perdoar e ter paciência com quem gostamos ou com quem nos agrada de alguma forma, mas a verdadeira prova de paciência é com quem nos magoa, prejudica, incomoda. Se não temos compreensão e paciência com todos, indistintamente, então não temos paciência e compreensão mesmo. Não adianta tentar nos enganarmos. Porque este “engano” não tem sucesso sobre o outro, mas sim boicota a nossa própria evolução.

Quantas pessoas não vão semanalmente na missa, e levam no peito uma medalha religiosa, tendo na parece uma folhinha ou imagem de Jesus ou Maria. Mas, quantas destas mesmas pessoas não podem ser facilmente pegas falando mal de outra pessoa, incitando outras a também pensar ou até mesmo fazer mal a um terceiro? Quantas destas arquitetam verdadeiras armadilhas para prejudicar outras pessoas. Isso é conduta de alguém religioso, de alguém com princípios espirituais reais?

Quantas mortes, traições e guerras foram tramadas sob signos religiosos?

Hoje a solidariedade, a filantropia, o altruísmo, a cidadania, a cooperação, a paciência, a tolerância, o verdadeiro amor, a fraternidade e a compreensão estão em falta no mercado. Ao passo que sobram exemplos de egoísmo, agressividade, intriga, inveja, mentira, violência e injustiça.

Nosso futuro está em aberto, tanto individual quanto coletivo. A humanidade é feita por cada um de nós que influencia os demais com seus atos e palavras. A que grupo vamos nos unir? Ao grupo que constrói uma humanidade futura evoluída ou ao grupo do “quanto pior melhor”?
Para onde vai a humanidade? Para onde vai você?


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