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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Político perfeito e o extremismo



Algumas fontes assinalam que a Criação ocorreu sob o manto da Lei Cósmica representada pelo signo de Leão. Foi o “nascimento” da humanidade como a conhecemos hoje. A Grande Era de Leão ocorreu entre 10.302 e 8.142 AC. Nessa época os reis eram deuses na face da Terra que era habitada por uma raça superior até se fascinar pelas paixões e iniciarem a redução de sua consciência, vibração e espiritualidade, mergulhando nas águas turvas emocionais e seguirem para a Grande Era de Câncer.

Hoje nos encontramos às portas da Grande Era representada pelo Signo de Aquários, oposto ao signo de Leão. Vivemos o momento da “Re-revolução dos Anjos”, o momento da adolescência da humanidade. O momento em que a nossa humanidade deve desviar os olhos dos pais e voltá-los para frente e para o futuro, para si mesma e para os demais. É chegado o momento de sair do manto protetor dos pais para assumir responsabilidades sobre a própria vida e o futuro.

Nossa humanidade já não mais é criança que necessita de proteção, orientação e apoio direto do Pai, mas sim que precisa começar a caminhar por seus próprios pés e seguir seu rumo, bem como as consequências de suas opções, decisões e escolhas.



Muitos ainda vivem na consciência da Era de Peixes, no sonho de um “pai”, ou “mãe”, que venha resolver todos os seus problemas e que nada depende deles. Esse é um pensamento fácil e comodista, ao mesmo tempo também é um pensamento muito infantil e inconsequente.

O resultado de se esperar um “pai” ou político perfeito, um “salvador da pátria”, que detém a solução de todos os problemas, que não é maculado pelo “pecado” ou pela imperfeição, o resultado desse pensamento é fatalmente a decepção e a desesperança.
Muitos já se mostram assim, sem esperança, é só ver que nas recentes pesquisas (junho de 2018) de intenção de voto uma porção muito próxima da população diz não saber ou não querer decidir em quem votará na próxima eleição que ocorrerá daqui a três meses. Os grandes decepcionados e desesperançosos de hoje foram os grandes sonhadores ou iludidos de ontem.



Essa desesperança resulta da frustração ou decepção que tiveram ao escolher ou apoiar um político tido como “ideal”, “perfeito” e que detinha a “varinha de condão” que com seu toque “mágico” resolveria todos os problemas da sociedade.
Esse caminho já conhecemos, não adianta buscarmos, exigirmos ou esperarmos um político perfeito. Porque todos os políticos são humanos, como cada um de nós, e perfeição é algo que não existe em nosso plano e realidade, perfeição só em Deus. Esperar, buscar, exigir e contar com um político perfeito é ter como destino certo a frustração, a decepção e a desesperança novamente.



Pior, juntamente com a necessidade de um “pai”, ou “mãe”, que a tudo solucione para nós, vem o extremismo, seja de esquerda, seja de direita. O extremismo também não leva a lugar algum senão ao seu oposto, o extremismo da esquerda certamente conduzirá ao extremismo de direita e vice-versa. O extremismo resulta do “medo” de que algo contrário à proposta original, seja de esquerda ou de direita, seja prejudicada por algo que não lhe seja favorável e assim coloque todo o esforço, expectativa e “sonho” a perder.

Esse é um “filme” ou caminho já conhecido por todos. Então, porquê voltar a cometer o mesmo erro? Porquê esperar, exigir, buscar um político perfeito? Ele não existe, porque nenhum de nós é perfeito e nem melhor do que o outro.

Muitos afirmam que não querem votar, por estarem sem esperança, sem opção, certamente de “perfeição”, para merecer seu voto. Mas, essa atitude de nada mudará o quadro político administrativo, seja de nosso país, estado ou município. A omissão nunca é uma solução, pois ela simplesmente abre espaço para que um grupo menor que não se omite decida os destinos do país, do estado ou município.

É chegada a hora de percebermos que todos somos imperfeitos, parar de esperar um “pai”, ou “mãe”, que resolva plenamente nossos problemas sem que sejamos incomodados. É chegada a hora de crescermos, de abraçar a maturidade e compreender que a vida não é perfeita, que não somos perfeitos, que não existem políticos perfeitos.
Não adianta nos levarmos pela ilusão de uma grande, profunda e definitiva solução dos problemas, seja pela esquerda, seja pela direita. O que existe é a solução pontual e momentânea das coisas. O que é bom hoje pode não o ser amanhã e o que é bom em uma circunstância pode não ser em outra.

A verdade não está na direita e nem na esquerda, ela se encontra na união das duas. Assim como para se acender uma lâmpada se faz necessário o concurso tanto do positivo quanto do negativo, como para as plantas e a vida existirem precisam do dia e da noite, como que para existir a mobilidade é necessário a existência do móvel e do imóvel.

Ou seja, estamos todos sendo chamados à sensatez, ao bom-senso, à coerência e à maturidade. Estamos sendo chamados a crescer, a deixar de pensar como crianças birrentas e agirmos como adultos responsáveis e construtores de um amanhã.




Estamos sendo chamados à sermos construtores de um amanhã, não perfeito, mas sim melhor do que o hoje. Já temos condições para isso, basta decidirmos sair das barras da saia da “mãe” e com coragem nos tornarmos protagonistas de nossas vidas. Assim, não mais haverá condições de se apontar um “culpado” pelo nosso infortúnio que não nós mesmos. É um momento crucial de despertar, de crescimento, de responsabilidade pelo próprio destino e pelo destino das outras pessoas também.



Cabe a nós analisarmos consciente e judicialmente as opções que temos à nossa frente, sem sonhar com um ideal que poderia, mas não está, em nossa frente. Depois de feita a opção, saber que não se trata de uma opção perfeita, nem definitiva, mas que é a melhor para nossa compreensão, realidade, experiência e conhecimento, na oportunidade.


Assim, certamente não haverá decepção quando a imperfeição se apresentar, nem defesa do erro ante sua evidência. Dessa jeito construiremos de forma consciente e menos extremista um futuro melhor para todos.

Então, qual sua decisão agora? 
Você prefere ainda sonhar, exigir e esperar por com um político perfeito que vá resolver todos os seus problemas, tal como uma criança espera dos pais, ou irá resolver ser independente, andar pelos próprios pés e tomar as rédeas de seu destino em suas próprias mãos para não ter que ficar defendendo erros alheios?

Você está vivendo com a sonhadora mentalidade da Era de Peixes ou se alinha com a postura realista e racional da Era de Aquários?




Juarez de Fausto Prestupa
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