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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Salto Quântico


Pela notação astrológica






O salto quântico é quando o elétron desaparece de uma órbita e aparece em outra sem transitar entre as duas. É um salto de consciência. Um insight. Um salto evolutivo instantâneo depois de muita preparação.

Hélio Couto

O termo “quântico” é um termo do vocabulário da Física, mais especificamente da Mecânica Quântica. Esta área da ciência estuda os sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica e de outras partículas subatômicas.

A mecânica quântica recebe esse nome por prever um fenômeno bastante conhecido dos físicos: a quantização. As grandezas físicas são ditas quantizadas quando entre um valor que ela pode assumir e outro, existem valores “proibidos”. Ou seja, salta-se de um valor para outro sem valores intermediários. Um gráfico as representaria como em “dentes ou serrilhas” e não em curvas.


Exemplo de grandeza contínua, não quantizada: a fervura da água ou seu congelamento. Ou exemplo: a passagem de período, ou série, para outro período nos estudos escolares.
Exemplo didático de grandeza quantizada: as passagens dos estudantes entre o estudo fundamental e o médio, do médio para o superior, do superior para a pós.

Ou seja, o conceito de “quanta” ou quantização traz consigo a ideia de algo não fluido, natural ou esperado. É diferente do que se espera da conta “1 + 1”.
Para que isso ocorra, a quantização de algo, é necessário que exista uma força ou energia extra e diferente afetando o objeto. Por exemplo, para um elétron mudar de órbita em um átomo é necessário que ocorre fortíssima pressão, associada com alta temperatura ou então um forte campo magnético. Então seu movimento se acelera muito e o faz saltar para outra órbita atômica. Isso é o que ocorre no processo de fusão nuclear em que átomos de trítio ou o deutério no sol se transformam em átomos de hélio. Mas, essa transformação não é estável e ao voltar às suas condições iniciais os elétrons liberam a energia usada para sua transformação na forma de fóton, luz.


Ou seja, a quantização de algo ocorre pela forte presença de uma força estranha à realidade do objeto, que sem ela continuaria estável em seu processo natural. A quantização não é algo natural. É como a passagem da condição de uma pessoa de solteira para a de casada.
Em esoterismo isso se chama “iniciação”.


Então, o salto quântico, também chamado transição eletrônica atômica, é, em física e química, a mudança de um elétron de um estado quântico para outro dentro de um átomo.
Quanto mais longos os saltos de elétrons, menor o comprimento de onda do fóton emitido, ou seja, eles emitem cores diferentes com base em quão longos são os seus saltos. Os elétrons das últimas camadas necessitam de pouca energia para saltar para as camadas mais externas, e seu retorno cria ondas mais longas, vibrando na cor vermelha; enquanto isso, os elétrons mais próximos do núcleo necessitam de maiores energias, e seus fótons saem criando ondas mais curtas, aproximando-se da luz violeta, ultravioleta (imperceptível aos olhos humanos), raios X, raios gama, etc.

A razão dos elétrons mais próximos do núcleo necessitarem de mais energia (e vice-versa) acontece devido à atração entre a parte positiva do átomo (prótons do núcleo) e a parte negativa (elétrons da nuvem eletrônica). Quanto mais próximo o elétron esteja do próton, mais ele é atraído pelo núcleo, criando um efeito de blindagem contra os saltos quânticos, e assim exigindo mais energia para que os saltos sejam realizados e para que o elétron se afaste do núcleo.


Uma curiosidade: Em uma temperatura de 1.000 °C, os elétrons abandonam suas órbitas, em número sempre crescente; e se essa temperatura atingir 100.000 °C, todos os elétrons se desprendem do núcleo; este não resiste à repulsão entre suas partículas formadoras e explode em entrechoques de altíssimas temperaturas. Para se ter uma ideia, Eddington descobriu que a temperatura no centro do sol deveria ser de aproximadamente 15.000.000ºC.

Para se procurar entender como pode acontecer essa interação entre as forças naturais de um objeto e outras forças “não naturais”, talvez o conceito matemático dos números complexos nos seja útil.

Em matemática existem os números reais: O conjunto dos números reais é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais. Porém, na evolução da matemática Scipione del Ferro e Tartaglia conceberam o conceito dos números complexos para com isso conseguir resolver questões que sem ele não seria possível.


Então, para a teoria dos Números Complexos há que se considerar, sempre, que uma realidade ou objeto é composto por uma parte real e outra imaginária. Mas, a despeito que possamos supor que estes conceitos numéricos sejam opostos, não o são de fato. E é aí que se encontra o “pulo do gato” que revoluciona nossa mente e conceitos dicotômicos ou dualistas.
Conforme a teoria dos números complexos, tudo que existe tem seu componente real e também seu componente imaginário que são ortogônicos. Ou seja, não são opostos, mas fazem entre si um ângulo de 90 graus.

Estamos habituados com conceitos maniqueístas de opostos como: bem e mal, certo e errado, direita e esquerda, homem e mulher, Deus e o diabo etc. Mas, à luz da teoria dos Números complexos podemos perceber o quão equivocados esses conceitos maniqueístas estão.

Um exemplo bem prático da suposta oposição é entre açúcar e sal, doce e salgado. Se fossem de fato antagônicos, uma comida com excesso de sal poderia ter seu sabor “equilibrado” colocando-se açúcar, e vice-versa. Mas, não é isso que se percebe, caso façamos um teste.


Conforme a teoria dos números complexos, a interação inevitável entre a parte real com a parte imaginária de um número resulta em um “vetor” complexo. Assim também podemos compreender que ocorra na vida em todos os sentidos e nos supostos antes considerados “opostos”. Importante salientar esse “mistério” que infalivelmente une em um vetor duas realidades ortogonais. Esotericamente falando, podemos afirmar que esse poder supremo e infalível tem um nome muito conhecido: amor, o divino e verdadeiro amor que a tudo une e integra.

Consideremos agora outro conceito da Física que é a eletricidade. Na verdade a eletricidade nunca se afasta de seu “co-irmão”, o magnetismo. Da mesma forma como os números complexos, eletricidade e magnetismo coexistem em eixos ortogônicos e não opostos. Sendo assim, um fio pelo qual “passa” a energia elétrica cria em volta de si um campo magnético.


Vejamos agora o interessante conceito de Nicola Tesla da transmissão de energia sem fio. Estamos habituados a relacionar energia elétrica com fio de cobre e parece inconcebível se transmitir essa energia que não por esse meio, imagina então “pelo ar”.


Pois bem, Tesla simplesmente usou o conceito de eletromagnetismo para conseguir isso da seguinte forma: enrola-se um fio de cobre de forma a se potencializar o campo magnético que se irá criar nele assim que se passar uma corrente elétrica. Assim feito, ao se passar então corrente elétrica nesse rolo de fio, que é chamado de bobina, tem-se como resultado um campo magnético, certo? Muito bem, então imagina-se outro rolo de fio, ou bobina, do outro lado, a certa distância, não muita. O que irá acontecer? Quando o campo magnético gerado pela eletricidade da primeira bobina atinge ou envolve a segunda bobina, esse campo acaba por gerar ou ocasionar uma corrente elétrica pelo fio que compõe a segunda bobina. Então, a energia foi transferida “pelo ar” de uma bobina para a outra.


Isso não é algo tão extraordinário assim, pois isso ocorre de fato em todos os transformadores e motores da atualidade. Essa interação entre eletricidade e magnetismo é utilizada há muito tempo pela humanidade, o que pode parecer inédito é o conceito de transmissão de energia sem fio, essa aplicação em especial.


Podemos entender que essa mudança da energia de elétrica para magnética e vice versa assemelha-se muito do chamado Salto Quântico? Parece que sim, apesar de saber que em estritos termos de Física ou Matemática podem ser coisas muito distintas.

Mas, percebamos quanto esses conceitos científicos por ora apresentados se complementam e ajudam a construir uma ideia mais clara e objetiva de como pode acontecer o chamado Salto Quântico.

Como se sabe pelo esoterismo, as Leis Cósmicas Universais partem do mais elevado e incognoscível divino e vêm descendo os planos da Criação até o mais denso de todos. Sendo assim, essas Leis Cósmicas são os desígnios ou a vontade de Deus e estão em tudo e em todos. Ou seja, as mesmas leis que se aplicam à Física e à Matemática, também se aplicam em outros campos, planos e realidades, inclusive nas ciências orgânicas e nas ciências humanas.


Na área da Psicologia Revolucionária (da expansão da consciência) podemos correlacionar estes eixos ortogonais com o TER e o ESTAR, sendo então que o vetor para o Salto Quântico relacionamos com o SER. Ou seja, se o foco é Ter ou então Estar não ocorrerá o Salto Quântico, de forma alguma. O Salto ocorre quando se está, mas não se envolve, quando se tem, mas não se é preso daquilo que se tem.


Assim, pode-se extrapolar o campo das ciências naturais, que nos ajudam por demais com sua exatidão e racionalidade, para também compreendermos melhor outros campos nem tanto evidentes e lógicos.

Agora, adentrando o mundo da Ciência Estelar, popularmente conhecido como “Astrologia”, aproveitemos dos recursos desta ciência antiga para buscar compreender um pouco mais de como “funciona” ou pode acontecer o Salto Quântico.


Esotericamente estuda-se que tradicional e milenarmente são sete os planetas que representam as Leis Cósmicas em ação para nós. Além destes sete existem outros três planetas que auxiliam na evolução do sistema solar: Uranos, Netuno e Plutão. Cabalisticamente estes três planetas representam a Coroa Sefirótica da Criação para nós.

Então, consideremos estes três planetas na correlação com os números complexos, o eletromagnetismo e o Salto Quântico.

Uranos é um planeta tipicamente “elétrico”, agitado, nervoso e tecnológico. Podemos correlacioná-lo, sem medo de engano, com a eletricidade ou os números reais.

Netuno é um planeta tipicamente do “imaginário”, das sensações, do poderoso e influente subjetivo. Também podemos correlacioná-lo sem medo com o magnetismo.

Plutão é o planeta da força inexorável de Deus. É Plutão que nos torna deuses, mesmo que nos tenhamos esquecido disso. Ele é o senhor da vida e da morte, da alquimia e da transformação. Também podemos relacioná-lo com o “poder” que gera então o chamado Salto Quântico.



Uranos é o planeta do amor fraterno, a capacidade que temos de sermos felizes somente se todos os nossos fraternos também estão felizes. É um planeta de envolvimento em ideais coletivos e de abnegação absoluta do diferencial individual, da ação em prol do grupo, sem egoísmo de forma alguma.

Netuno é o planeta do amor passivo, da aceitação absoluta de ser amado, de saber que se é amado e que o melhor amor do mundo sempre lhe será oferecido, seja da forma que for. Por isso é o planeta da fé absoluta e da entrega a esse amor incondicional.

Plutão é o planeta do amor à verdade, à justiça, a Deus, acima de qualquer coisa ou pessoa. É a morte do indivíduo para que seja o Tudo e ao mesmo tempo também ser o Nada.

O Salto Quântico pessoal, sendo assim, não pode acontecer com quem tenha vaidade, queira se diferenciar ou estar em um patamar acima dos demais; não pode acontecer quem não aceita ser ajudado, quem não confia cegamente e se entrega sem restrições ao divino; não pode acontecer à pessoa que quer se impor, que resiste à chamada “morte mística”, que não guarda um louvor absoluto ao “deus” que habita em seu interior, sua chispa ou chama divina particular. É importante salientar também que Plutão, para concorrer ao Salto Quântico, exigirá que a pessoa não tema ou evite acessar seu poder divino interno, que não é bom nem mau.


Astrologicamente, considerando apenas os sete planetas esotéricos, podemos correlacionar os eixos ortogonais com o grande delimitador, Saturno.

Saturno rege o tempo e o espaço. Esse conceito de regência pode parecer complexo e de difícil compreensão, levando à pergunta: o que o tempo tem a ver com o espaço? A resposta é simples: ambos são delimitadores, um da eternidade e outro do infinito. Há quem afirme que esotericamente Saturno represente o limite espiritual da vida de nosso sistema solar, que para além de Saturno, física ou espiritualmente, o Universo é muito diferente do que nos parece daqui de “dentro” destes limites. Então, o chamado “Salto Quântico” seria conseguir ir consciencialmente além de Saturno.

Nossa consciência pode estar focada no passado ou no futuro e assim o vetor ortogonal conteria muito pouco do “espaço”. Se nossa consciência se foca em coisas, pessoas ou lugares, então o eixo do “tempo” vai literalmente para o espaço. A resultante dos eixos ortogonais tempo e espaço é que é a verdadeira “realidade” e os extremos de foco da consciência são a “ilusão” em que a maioria esmagadora das pessoas se encontra imersa.

Bem, isso nos dá uma dica muito fácil de se entender e praticar então. Fiquemos atentos ao foco de nossa consciência, no que estamos pensando? Se estamos pensando em algo que não seja a realidade do aqui e agora estamos na ilusão. Se pensamos no passado ou no futuro, estamos na ilusão. Se pensamos em coisas (físicas ou não) ou lugares, estamos também na ilusão.

Tanto o tempo quanto o espaço nos parecem, dentro de nossa consciência limitada, infinitos. Porém, Einstein já ensinava que “o universo é infinito, porém limitado”. Se pegarmos uma esfera obviamente perceberemos seus limites, por maior que seja. Mas, se formos caminhar por sua superfície, à semelhança de uma consciência superficial, ela nos parecerá infinita!


O Salto Quântico Pessoal então seria focar a consciência no aqui e agora, naquilo que está imediatamente à nossa frente e em nada mais, como sempre nos ensinaram os grandes mestres espirituais. 



Esses conceitos são corroborados pelos ensinamentos da Alta Cabala que ensina que “para um ato mágico de fato acontecer em todos os planos é essencial que estejam presentes, em harmonia e no mesmo foco tanto a emoção quanto o pensamento, que esse ato seja resultado tanto de um desejo quanto de um estudo ou preparo”.


Para que uma lâmpada acenda, é necessário o concurso dos polos positivo e negativo de energia. Para que exista uma órbita planetária é essencial que existam em harmonia tanto a força centrífuga quanto a centrípeta. É da união entre o homem e a mulher que o casal se torna Deus e consegue gerar uma nova vida, distinta e ao mesmo tempo oriunda dele.


Juarez de Fausto Prestupa

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Guerra nas Estrelas" da revista Veja

Em reportagem de capa a revista VEJA publicou matéria intitulada “Guerra nas Estrelas” informando mais um embate que a astronomia faz com a Astrologia. A capa é o resultado do impacto que causou o astrônomo americano Parke Kunkle ao afirmar que está errada a regência astrológica milenar. Diz isso com a autoridade de um astrônomo querendo intervir na Astrologia, embasando-se no movimento de precessão dos equinócios, coisa que ele só descobriu agora, mas que Hiparco já no ano 100 a.C. estudava e calculava. O sr. Kunkle, e outros que pensam da mesma forma, quer inverter a ordem natural das coisas. A astronomia é filha pródiga da Astrologia e nunca o inverso. O fato incontestável é que a astronomia só passou a existir com o advento do modernismo, ou seja, há apenas 400 anos, enquanto a Astrologia já orientava o ser humano há milênios.

Muitos autoproclamados cientistas, das chamadas “ciências duras” que acreditam que somente elas são ciências (descartando inclusive os ramos humanos e biológicos do rótulo ciência), trazem o ranço da rejeição irrefletida e preconceituosa herdada da revolução dos modernos. O que de fato aconteceu na chamada revolução científica? Bem, além daquilo que todos sabem e desfrutam, o que aconteceu foi uma guerra entre duas culturas ou gerações e uma consequente e persistente perseguição por parte de quem ganhou a batalha e quis vingar o que havia sofrido anteriormente. Antes, os sacerdotes basicamente eram quem detinha o poder de acesso e posse do conhecimento, decidiam tudo sobre o conhecimento e julgavam tudo conforme este seu conhecimento. Abusaram demais disso, cometeram injustiças terríveis, guerras, carnificinas, etc. Os antes “ignorantes” se revoltaram, fizeram a revolução e “mataram Deus”. Na queima e negação cega de tudo que era tido como verdade e poder de antes, rotularam os conhecimentos antigos e primitivos de crendices, charlatania, engodos, falsas ciências, etc. E, neste verdadeiro “balaio” também foi colocada a milenar Astrologia. Então, milênios de conhecimentos e experiências da Astrologia foram jogados fora e ela foi substituída pela insipiente Astronomia e a também milenar Alquimia foi substituída pela “moderna” Química, por exemplo. Assim está desde então, os nossos “cientistas” atuais repetem os preconceituosos, revoltados e despeitados “cientistas” medievais e nem se apercebem disso. Recomendo a leitura de dois livros, para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre este assunto (não necessariamente conforme a minha abordagem): “A Estrutura das Revoluções Científicas”, de Thomas Kuhn; e, “A Ciência e a Filosofia dos Modernos”, de Paolo Rossi, Ed. Unesp, 1992.

Muitos dos cientistas modernos eram astrólogos: Copérnico, Tycho-Brahe, Galileu, Kepler e Isaac Newton, por exemplo. Na história da Astrologia, todos aqueles que estudaram a Astrologia para provar que ela não é uma ciência, tornaram-se astrólogos.

Da mesma forma, aqueles que acreditam que a Astrologia não condiz com a religião, não sabem que grandes e importantes astrólogos ao longo dos anos foram religiosos. O Santo Alberto Magno (Alberto de Colônia), por exemplo, considerou a Astrologia como uma ciência legítima; São Tomás de Aquino viu na Astrologia ensinamentos complementares à visão cristã.
Tamsyn Barton em seu livro “Ancient Astrology” (1994) afirma que o filósofo natural Plínio, o velho, em seu grande compêndio sobre os recursos naturais menciona Berossus, o escritor babilônico, que considerava que a Astrologia foi trazida à Grécia da Babilônia. Segundo Berossus, observações astrológicas foram realizadas na Caldéia por 490 mil anos! Barton em seu livro cita também o historiador grego Diodorus Siculus que ficou impressionado com a antiguidade da ciência estelar preditiva dos caldeus colonizadores do Egito e que este conhecimento datava de 473.000 anos! Em seu livro ele diz ainda que outros mais conservadores creditam o registro de 373 eclipses solares e 832 lunares em pelo menos 48.863 anos entre o período pré-dinástico egípcio (paleolítico inferior, de 700 mil a 270 mil a.C.) até Alexandre (Dinastia Macedônica, em 332 a.C.). Neste livro encontramos que a Astrologia Mesopotâmica está registrada no livro “Nos dias de Anu e Enlil”, originalmente Enuma Anu Enlil que tem entre 6.500 a 7.000 estudos astrológicos, celestiais, atmosféricos e fenomenológicos. Conforme Barton, o primeiro horóscopo pessoal babilônico é datado de 13 de janeiro de 410 a.C. Mas, poucos dias após aparece outro horóscopo, este com as posições dos planetas, em 29 de abril de 410 a.C:
... filho de Shumausur, filho de Shuma iddina, descendente de Déké, nasceu. Nessa data a Lua estava abaixo do chifre do Escorpião; Júpiter, em Peixes; Vênus em Touro; Saturno em Câncer; Marte em Gêmeos. Mercúrio, que havia estabelecido [para a última hora], foi [ainda] in [visível]. Mês Nisan...

Este astrônomo da reportagem, o Kunkle, quer reduzir a milenar (no mínimo 2.500 anos!) regência do signo de Escorpião que sempre foi de 30 dias para apenas sete! E, ainda, introduzir Ophiucus (Serpentário) no Zodíaco. Na semana que vem ele irá descobrir então que falhou em suas “brilhantes” análises e que do outro lado do Zodíaco deveria também incluir a constelação da Baleia. O senhor Kunkle ignora que ignora a Astrologia, ele a confunde com a sua astronomia. Apesar de quase que homônimas, são muito distintas entre si e não podem ser “medidas” ou analisadas com os mesmos valores, conceitos e instrumentos. Enquanto a dele se ocupa do corpo das estrelas e planetas, a Astrologia se ocupa da alma e da consciência de tudo que é vivo. O objeto de estudo da astronomia é a matéria cósmica concreta e tangível e o objeto de estudo da Astrologia é a consciência, as leis e as verdades cósmicas, tanto no macro universo como no micro universo, tanto no inconsciente coletivo como no inconsciente individual. Ou seja, muito além e acima do horizonte da astronomia; muito mais profundo e amplo; que não consegue sequer divisar estes horizontes, pois os seus olhos se dirigem apenas para o chão, enquanto que a Astrologia olha para frente, para os lados e também para cima. Enquanto a astronomia é uma ciência humana (criada pelos homens), a Astrologia é uma Ciência Estelar.

O homem concebe, compreende e utiliza os conhecimentos astrológicos de acordo com o seu próprio nível de consciência. Se ele utiliza 3% ou 10% de seu potencial de consciência, como muitos afirmam, é também neste nível que ele compreenderá e verá utilidade para a Astrologia em sua vida. A Astrologia é uma ciência para ser vista com os olhos interiores, com os olhos que vêem a verdade além das aparências.

Quem afirma que os astros influenciam a vida das pessoas ignora a real origem e fundamento da Astrologia. Deveria pesquisar mais e melhor para não se confundir e nem confundir terceiros. Um dos fortes argumentos dos astrônomos é que não existe influência FÍSICA dos planetas sobre os seres vivos. Sim, isso é uma realidade incontestável, sendo a Lua a única que pode realmente exercer certa influência em razão de sua proximidade, bem como o Sol. Mas, os leigos desconhecem que o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung já descortinou há muito a questão astrológica quando em seus estudos arquetípicos e simbólicos redigiu suas obras, mais especificamente uma sobre a Sincronicidade. Acreditar que os planetas influenciam as pessoas seria o mesmo que acreditar que se um relógio parar o tempo também irá parar. Ora, a Astrologia não é o estudo das influências dos astros como muitos afirmam erroneamente.

Equivoca-se também quem, como o psiquiatra Paulo Gaudêncio da reportagem, afirma ser a Astrologia motivo de crença ou fé. Mas, este tipo de análise é esperado por parte de quem não conhece a ciência astrológica, até porque um psiquiatra é muito mais um médico do corpo do que um psicólogo da alma (sua própria formação acadêmica atesta isso). Em meu livro “Tudo o que você queria saber sobre Astrologia e não teve a quem perguntar” abordo esta questão e a explico em poucas palavras.

Cientistas já tentaram “colar” o rótulo de pseudociência à Astrologia, mas este argumento apesar de repetidamente ser jogado contra a ciência astrológica, nunca foi aceita e nem o será. Isso ocorre porque se forem aplicados os conceitos científicos de Karl Popper, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend (Círculo de Viena) quanto à sua cientificidade a Astrologia seria considera ciência! Isso nos prova exaustivamente a profa. Dra. Cristina de Amorim Machado em suas pesquisas epistemológicas (A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento) tanto de graduação em Filosofia quanto na sua dissertação de Mestrado. Ela conclui sua dissertação afirmando que: “O resultado dessa análise explicitou a insuficiência dos critérios propostos para excluir a astrologia do conjunto das ciências. Mais do que isso, esse resultado deixou claro que a astrologia ou é ciência, ou, se não é, esses critérios são inócuos”.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Verdade é simples, mas nossa visão dela é complexa


Após acompanhar muitas discussões e até mesmo participar de algumas delas me ocorreu publicar algumas ponderações pessoais acerca da Verdade.

Mas, porque a Verdade? É que as discussões mais acaloradas ocorrem justamente pela defesa ferrenha de alguma idéia ou posição tida como verdadeira por um irmão, idéia ou posição esta que se contrapõe a outra verdade professada ou defendida por outro (quando ambos bem intencionados e bem fundamentados em suas argumentações).

Também, porque somos Buscadores da Verdade por princípio maçônico, queiramos isso ou não.

Bem, penso que um dos caminhos mais seguros a seguir atualmente é o científico, por mais limitado e preconceituoso que se mostre (este é assunto para outro debate).

Na ciência não existem negativas, somente afirmativas. Uma pesquisa sempre vai afirmar algo, ela é positiva. Não existe forma de se negar que algo não exista, mas somente que algo exista. Por exemplo, não há atualmente ferramental teórico ou técnico para comprar que não existe alma, espírito, pensamento, etc. O que se pode dizer é que o corpo físico é comprovável e uma certeza universal. Mas, mesmo as certezas por vezes preconizadas pela ciência algumas vezes mudam, ou seja, aquilo que parecia verdade deixa de ser para abrir espaço para um conceito mais amplo e completo que o anteior. Isso porém sem garantias de que seja a verdade definitiva e absoluta. Foi o caso do conceito do átomo (última partícula indivisível da matéria, conceito que desmoronou com a Física Quântica). O mesmo ocorreu com a idéia de célula, menor corpo vivo ante ás bactérias e vírus.

Aliás, para os positivistas praticamente só as ciências ditas "duras" são consideradas como ciência mesmo: matemática, física, engenharia, etc. As ciências ditas "humanas" são via de regra muito subjetivas e têm seus objetos não claros e concretos, além de comprovações duvidosas (segundo este conceito). Um absurdo interessante é o fato de que a Metodologia Científica nasceu no seio da Filosofia (que por sua vez se originou dos estudos da Mitologia, Religiões, etc.). Pela análise rígida da Metodologia a Filosofia não pode ser considerada uma Ciência. Pode? Doido, né?

Bem, mas vamos voltar ao nosso assunto, a Verdade. Reproduzo abaixo um breve resumo de parte de meu livro "Astrologia na Maçonaria".

A Verdade é uma busca comum para todos, incluindo os filósofos, os religiosos e os cientistas.
Há quem diga que é impossível ao ser humano chegar à verdade visto que é limitado (imperfeito) e que a verdade reflete a Perfeição.
A verdade nasce do julgamento da mente a respeito das realidades e é justamente aí que pode residir o erro, o equívoco ou a limitação.
A realidade é anterior e posterior à ciência. Extrair a verdade da realidade é obter a razão da vida.

Temos alguns estados da mente em relação à verdade: ignorância, dúvida, opinião e certeza. Mas, podemos ter certeza da verdade?

Nada na Criação está fixo e definitivo. Todo o universo se encontra em expansão, segundo a Física, tanto no macro como no microcosmo. Nada está parado, nem mesmo o interior daquela pedra do calçamento, dentro dela existe movimento e portanto vida.

De acordo com a ciência temos alguns graus de certeza: absoluta, hipotética, metafísica, moral, científica, religiosa e vulgar.

Aqui já podemos perceber pontos de tensão em discussões de nossos grupos. Por exemplo, quanto ao "nascimento" da Maçonaria. Dependendo da linha de raciocínio seguido pelo maçom sua certeza pode ser metafísica ou científica. Uma abordagem não invalida a outra e também não detém a verdade absoluta. Em absoluto!

As evidências constituem as "comprovações" das verdades retiradas da realidade. Mas, de que vale uma evidência filosófica para um pesquisador que busca provas físicas, materiais?

Para encerrar este resumo, quero lembrar aos Irmãos que na Cabala judaica temos quatro "Mundos" da Criação ou formas de manifestação do GADU:

1 - Mundo da Ação (o físico) - onde pedra, por exemplo, é pedra e ponto final. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível dos "profanos";
2 - Mundo da Formação (abstrato, eu associo com as emoções) - onde esta pedra é um conjunto de partículas em movimento e um centro que pode ser energético. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível do "Aprendiz", aquele que vê a vida com outros olhos além das evidências materiais e considera outros fatores mais sutis da vida social;
3 - Mundo da Criação (abstrato, eu associo com as idéias) - onde esta pedra pode ser considerada um ser vivo, complexo. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível do "Companheiro";
4 - Mundo da Emanação (divino, eu associo com o espírito) - onde esta pedra é conceituada apenas como pedra e ponto final, sem especulações ou conceituações, porque ela é tida em seu sentido mais amplo e profundo; conceituar ou especular é querer limitar o ilimitado, definir o indefinível. Por isso este nível é o nível do segredo, do silêncio e da reflexão. Este é o nível do verdadeiro Mestre.


Por isso, penso que devemos respeitar as opiniões alheias, tentar entender de qual ângulo o irmão está olhando a questão e a nossa própria visão. Caso contrário, muitas discussões podem não contribuir para a busca da verdade e se mostrarem perda de tempo, energia e amizade sem sentido.

O Circumponto



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O tão badalado circumponto que Dan Brown explorou em seu último best-seller "O Símbolo Perdido" a meu ver merece realmente toda a atenção e estudo por parte dos maçons.


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O Circumponto é o círculo com um ponto em seu centro e encontra-se representado nos Templos sempre (no REAA pelo menos) ao lado do Trono de Salomão, no Oriente (lado direito do V.´.M.´.).


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O ponto no centro do círculo nos remete à idéia das órbitas (mesmo que estas não sejam circulares em sua maioria) tal como da Lua em torno da Terra ou mesmo dos supostos elétrons em torno do núcleo molecular (supostos porque na verdade os elétrons são nuvens que circundam o núcleo molecular e só se mostram como partícula quando fora da estrutura molecular).
Bem, para que exista órbita é necessário o equilíbrio entre duas outras forças a centrífuga (que "joga" para fora os elementos circundantes) e a centrípeta (que "puxa" para dentro os elementos circundantes, em função da força de atração dos corpos). Vejam, então temos TRÊS forças aí: 1) a centrífuga (poderíamos relacionar com os Aprendizes); 2 - a centrípeta (que poderíamos relacionar com os Companheiros) e a resultante que é a 3 - a orbital (que certamente poderíamos relacionar com os Mestres).

Vejam que maravilha, um simples símbolo pode nos dizer muitas coisas. Não é à toa que nossas Lojas são Simbólicas e que o estudo da simbologia é estimulado nos nossos rituais.

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O Circumponto nos conduz à idéia dos Totens, símbolos fálicos erigidos pelas mais diversas culturas, desde indígenas (de diversos continentes) até mesmo os egípcios. O Djed de Osíris é talvez o mais forte e mais importante símbolo fálico para nós maçons. Apesar de alguns estudiosos afirmarem ser o Djed o símbolo da coluna vertebral de Osíris, na verdade ele simboliza o falo que Ísis não conseguiu encontrar para recompor o corpo do deus egípcio (lembremo-nos que seu corpo foi esquartejado em 14 partes que foram espalhadas por todo o Egito por seu irmão - detalhe: para mim até hoje não está claro se o falo é a 14a parte de seu corpo ou a 15a, penso que a 15a parte faz mais lógica simbólica, visto o que este número significa). Qualquer estudante de Psicologia poderá afirmar que um totem, o Djed de Osíris ou qualquer símbolo ereto é algo notadamente fálico e, como fálico é masculino. Traz consigo a idéia de semeadura, semente, sêmen, de princípio ou origem, ou, por outro lado, de manutenção e perpetuação da vida. O mesmo acontece com todo e qualquer obelisco, por exemplo.

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O circumponto é talvez o maior símbolo da Unidade. Ele representa o Um como princípio, início, começo. Mas, precisamos analisar de qual óptica isso é feito, se olhando com olhos de números Naturais (tal qual um Aprendiz poderia fazê-lo) ou se com a visão dos números Inteiros (tal como um Companheiro poderia fazer. A diferença é enorme: falando-se em termos de números Naturais o Um é um e ponto. Mas, em termos de números Inteiros tem-se que levar em consideração também seu simétrico, ou seja o menos Um (-1). Os números inteiros trazem consigo esta idéia de simetria. Bem, então de acordo com a visão dos números Naturais o Um é único, mas na visão dos números Inteiros existe o Um positivo e também o Um negativo. Ou seja, dois princípios! Então, pensando assim o Um é na verdade Dois, um masculino e um feminino. Mas, e então o princípio único, qual seria? Seria o Zero, o Imanifesto. Isso é lógico visto que a partir da Criação Tudo é Natureza e portanto feminino e portanto Dual, inclusive o Um. Bem, isso é assunto para outro debate também.

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Mas, além da simbologia divina, o Circumponto também traz consigo a idéia de Unificação magnética. O ponto central é o núcleo ao qual tudo é concentrado, atraído, tal qual as hostes angelicais que cantam louvores à Deus, no nível mais elevado da hierarquia espiritual, os Serafins. Ele reúne, integra, reúne, religa ("Religare"), é o fator de união tal como o amor, o cimento das relações (diverso do conceito de processo de entropia universal - desarranjamento das moléculas ou caos na Criação). Este conceito também tem repercussões muito importantes. Vejamos, se quanto mais nos distanciamos da unidade (Deus, amor) mais perdemos Luz e também as moléculas perdem seu poder de coesão, ou seja, passam a se desarrumar, a "esfarelar", perde-se então a unidade como indivíduo ou coisa, seja lá o que for, voltando ao estado natural de átomos soltos livres. Isso nos leva à conclusão que não existe e nem pode existir nada que seja contrário à unidade, à Deus, visto que não teria vida ou existência. Ou seja, a idéia de um Diabo contrário à Deus é um absurdo, pois a idéia de Deus é a personificação (se assim se pode dizer) da unificação ou unidade ou mesmo da individualidade, seu oposto, o suposto Diabo seria algo que "personificaria" a dispersão, o fracionamento, a não vida, a não existência, a não materialidade! Interessante, né? Por outro lado, quanto mais nos aproximamos da unidade, mais indivíduos somos, mais próximos da Verdade e de Deus.

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Esta reunião em torno de uma unidade, reverenciando sua força, poder e benefícios pode receber um nome:Ritual. Por uso, um ritual pode ser a repetição regular de uma liturgia o que se torna um rito. Qual a vantagem ou importância disso? Um ritual geralmente tem a finalidade de representação de uma situação original, primordial, de quando estávamos mais próximos à Unidade Primordial, ou seja, mais próximos de Deus em alguma data ou circunstância. Isso se mostra benéfico no sentido de que a Unidade é sempre equilibradora, saudável, elevada, integradora, iluminada, verdadeira, amorosa. Ou seja, o ritual regular é recomendado para que sempre possamos realizar uma "correção de rumo" caso nos distanciemos da Unidade em razão dos constantes estímulos dispersivos que recebemos diariamente na vida comum. Este assunto é muito bem abordado pelo antropólogo Mircea Eliade em seus livros, os quais recomendo a leitura, principalmente o título "O Sagrado e o Profano".




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Astrologicamente o circumponto é o símbolo do Sol, que por sua vez representa a Vida, a Verdade, a Justiça, o sucesso, a realização, o Amor, a saúde, a lealdade, a sinceridade, a benevolência, Deus, o pai de sangue, os filhos. Para a mulher representa também o marido. Isso é lógico visto que o Sol nos mantém aquecidos e iluminados e por diversas outras razões mantém a vida como ela é, de forma "magnânima", ou seja, aquece e ilumina a tudo que esteja perto, de forma indistinta. É interessante a relação que se pode fazer entre o Sol astrológico com o mandamento de honrar pai e mãe. Veja, honrar o pai é honrar o Sol e honrar o Sol é reverenciar a própria vida da pessoa, seu amor próprio, suas possibilidades de sucesso e realização. Por outro lado, sua relação com seu pai se refletirá em sua vida, em seu modo de amar e de se portar como homem, como marido e como pai. Mais do que isso, sua relação com seu pai repercutirá também na relação que terá com a idéia de Deus, com a Verdade e a Justiça. É claro que sistemicamente analisando isso tudo se refletirá em sua saúde, seja ela orgânica, psíquica, social ou mesmo de natureza espiritual.

Bem, para mim está claro não só a importância do símbolo do Circumponto como também sua presença nos Templos maçônicos e sua singela simbologia de união, divindade, vida, verdade, justiça e paz.

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