quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Sociedade do Futuro

Esotericamente existem quatro ciclos básicos chamados de Eras: Era de Ouro, quando se inicia um período glorioso e fervilham as novas e melhores idéias e conceitos; Era de Prata, já com realizações ou planejamento para cristalização ou formatação das idéias luminosas anteriores; Era de Cobre, quando então a humanidade desfruta plenamente o que de melhor este ciclo de Eras pode oferecer; e, finalmente, a Era de Ferro, quando a humanidade passa a desejar um novo início mais radiante, mais livre, mais justo, mais espiritualizado ainda do que aquele que finda. O final de um ciclo apesar de parecer problemático significa o máximo e melhor que a humanidade conseguiu conceber e realizar e, ainda, prepara o surgimento de um novo ciclo ainda melhor.



A Política futura será conduzida por pessoas com maior nível de consciência, pessoas que assumirão o compromisso espiritual de administrar rumo à evolução e harmonia. Os futuros governantes serão abnegados, dispostos a doar suas vidas pessoais pelo bem comum, ouvindo realmente as necessidades da população. A hierarquia sempre existirá para o bem da organização e distribuição de responsabilidades, mas não será empecilho para a participação popular que será incentivada utilizando-se tecnologia.

A Sociedade do futuro se pautará pela ética.  Os valores sociais caminharão por verdades eternas e comuns a todos os humanos de todos os tempos e todos os lugares. As classes sociais serão distintas por nível de consciência e qualidade de colaboração social. A Cidadania será a bandeira que irá pairar sobre a sociedade, norteando as ações cotidianas mais simples. O altruísmo e o amor fraternal serão uma realidade constante nas relações e realizações sociais.

Na Economia a principal moeda será o bem que se pode fazer aos outros, a alegria proporcionada aos demais, a harmonia que uma ação poderá gerar, o benefício que se pode oferecer. As trocas não serão de dinheiro e bens, mas sim de facilidades, alegrias, prazer, satisfação, simpatia, gentileza, harmonia, saúde. As pessoas terão os bens que necessitarem para viver em paz, nem mais, nem menos. Cada um cuidará que nada falte aos demais.

O Trabalho do futuro visará o bem estar coletivo e o cumprimento do sentido de vida de cada pessoa, a contribuição que cada um deve dar para a sociedade. O que norteará as ações será a missão de cada pessoa para com a sociedade, para com seus semelhantes.

No futuro o ser humano terá certeza que também é um componente da Natureza e que toda ação física no planeta tem conseqüências que devem ser consideradas e direcionadas para a manutenção da vida. Haverá um maior nível de consciência quanto ao consumo de bens industriais, exploração de riquezas naturais, produção e destinação de resíduos, trato com os animais, preservação do meio-ambiente e uso de energias alternativas e ecológicas. A vida em sociedade contemplará maior integração com a natureza. O homem passará a perceber o alimento como promotor de sua saúde e a natureza como fonte de recursos para se recobrar a harmonia orgânica e psíquica.


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quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Amor como fonte do Mal

O amor é pregado por todas as religiões de todos os tempos, mas a humanidade insensata o tornou fonte do mal. Sabe-se que o bem e o mal não existem, assim como não existe um “deus” bonzinho e um “diabo” malzinho, os dois são lados de uma mesma moeda criada pelo homem e não uma verdade cósmica.

Quando se fala em amor só se pensa em atos e feitos agradáveis e benéficos. Mas, já vimos nos noticiários manchetes afirmando que ex-marido matou por amor, matou por ciúmes, ou então que tal religião matou pagão por amor a seu deus, ou, ainda, que tal torcedor matou ou maltratou outro por amor ao seu time preferido.

Nossa sociedade confundiu o amor com a posse e até mesmo com a noção de absolutismo, de que aquilo que “amamos” é a única verdade justa e todos devem forçosamente aceitá-la. Assim surgiram guerras, perseguições, anátemas, tribunais de exceção, execuções, etc.

É Vênus que rege a beleza, a alegria, as festas, o prazer, a mulher, o dinheiro, a satisfação e o conforto. A estrela Vênus era venerada na Antiga Mesopotâmia como Astarte, Lilith ou Ísis. Era a deusa maior inclusive para os egípcios que lhe construíram pirâmides como culto e reverência. 

O desejo de posse humano não assumido transferiu para a figura da mulher, do prazer e do dinheiro a “culpa” por assassinatos, maltratos, perseguições, etc. Desta forma a mulher passou a ser a “culpada” pelo chamado “pecado original”, foi tida e morta como bruxa. Afinal, a mulher concentra em si o que há de mais significativo em termos de Vênus: beleza, alegria, prazer e festividade.



A humanidade patriarcal machista vergonhosamente transformou a venusiana Lilith (ou Astarte, Ísis, Inanna, Ishtar, Madalena), deusa da alegria, das manifestações e representações do amor, em um terrível demônio. Por absoluta falta de hombridade, sinceridade consigo mesma, a humanidade convenientemente transferiu a responsabilidade de seu desejo de posse para os símbolos deste desejo. Foi uma atitude imatura, pensou-se que negando e perseguindo o desejado se extinguia o real problema que é o desejo de posse em si.

O desejo de posse esconde o equívoco de eternização, de buscar manter eternamente o prazer e as chamadas “coisas boas” da vida. O grande erro e fonte de muitos sofrimentos é a falta de compreensão e de maturidade quanto à realidade de constante movimento da vida e dos fatos. Por mais que gostemos do dia a noite é necessária para o devido descanso e revitalização, por mais que gostemos das férias o trabalho é essencial para nosso convívio social, por mais que gostemos do doce o salgado é essencial para nossa saúde, por mais que gostemos do verão é necessário que ocorram as demais estações para a manutenção da vida no planeta, por mais machões que os homens sejam eles precisam ter também um pouco do hormônio feminino em seu metabolismo.

Tudo está em constante movimento, tudo está vivo e é mutável. Não existe algo que seja fixo, morto, imutável, seguro, definitivo. A Criação está em constante desenvolvimento e evolução. Resistir às mudanças é sofrer e fazer outras pessoas sofrerem.


É importante não transferirmos para outros o medo que temos de nossas fraquezas e corrigir de vez o grande erro que foi perpetuado contra as mulheres, contra o prazer, contra o amor, contra Vênus, contra Lilith. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Roda das Emoções e o centro da harmonia

A emoção é algo típico de qualquer ser vivo, mesmo os tidos como não inteligentes. Elas são os estados psíquicos que apresentamos diariamente. Alegria, raiva, tristeza, e frieza são emoções. Devem ser distinguidas dos sentimentos. Sentimentos são estados psíquicos perenes, constantes, que não variam. O amor, a amizade, o ódio ou a melancolia, por exemplo, são sentimentos. Independentemente de você estar alegre ou triste com a pessoa amada, o amor sempre está lá, como “pano de fundo”. O mesmo acontece com a amizade. O ódio é imune a qualquer estímulo positivo, harmônico, ou positivamente afetivo. A diferença entre emoção e sentimento é semelhante à que existe entre moral e ética.
Mas, as emoções jogam nossas almas para cima, para baixo ou para os lados constantemente. Elas não se sustentam ou permanecem por muito tempo. Por isso a alegria é passageira, assim como sua irmã a tristeza. As emoções oscilam, pois esta é sua natureza. Os picos emocionais obrigatoriamente se alternam. É a chamada Lei do Pêndulo conhecida no Hermetismo.
Estas mesmas emoções é que nos ligam à chamada Roda de Sansara, ou Roda das Reencarnações. As reencarnações existem justamente para que aprendamos, para que com as diversas experiências de vida vivamos posições opostas de uma mesma situação e assim possamos compreender a verdade que existe além dos extremos.



Um grande mestre ensinou que devemos ser como a roda da bicicleta que apesar dos pneus estarem em grande movimento seu centro permanece sempre sereno e com um movimento muito menos agitado. Ou seja, ele ensina que não devemos nos deixar levar pela agitação das emoções, mas sim nos centrar no sentimento equilibrante. É importante perceber que devemos sim ter as emoções, pois são elas que nos propiciam os ensinamentos tão essenciais para a evolução de nossas almas. O que não pode ocorrer é deixarmos as emoções determinar nossas ações, julgamentos e conduta.
Quando ocorre a direção de nossas vidas pelas nossas emoções o ciclo de reencarnação permanece inalterado, as experiências voltam e voltam a acontecer até que se perceba a verdade além dos extremos, aquela que nos fala da verdade e da sabedoria da situação em si, independentemente de se ser agente ou sujeito.
É exatamente a compreensão desta verdade ou sabedoria que existe por trás das emoções que nos proporciona luz, consciência. É desta forma que a pessoa vai despertando a consciência lentamente, paulatinamente, experiência por experiência, descobrindo pequenas parcelas de verdade ocultas em suas vivências mais simples e corriqueiras da vida. É assim que também pouco a pouco a pessoa vai se livrando da necessidade da recorrência e com isso da chamada Roda de Sansara ou dos renascimentos.
Uma representação romanceada deste ensinamento é encontrada na renomada obra de Gabriel García Marques intitulada “Cem Anos de Solidão”, considerada a segunda maior obra da literatura latinoamericana, ficando atrás somente de Don Quixote. Outra representação deste importante ensinamento pode ver encontrada no filme “E a Vida Continua”. Estas representações não contém todo o ensinamento em si, mas caminham dentro do tema e ilustram parcialmente o que devemos compreender sobre a razão da vida, dos renascimentos e dos relacionamentos de paixão é ódio.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

O “não” não existe!

O “não” não existe!

É claro que o “não existe”, você acaba de escrevê-lo!, afirmaria qualquer leitor.
Quanto mais resumido o título de uma matéria melhor, mas isso muitas vezes prejudica a comunicação perfeita. O que tentamos dizer é que no universo, tanto físico quanto espiritual, só existe a afirmação, o “sim”. Afirmar que o “não” não existe, ou seja, negar a negativa, é afirmar que só existe o sim.
Não existe um ser oposto a Deus, não existe o zero grau kelvin, não existe uma fonte de frio ou uma fonte de trevas. Até mesmo a mais cética ciência acadêmica só trabalha com afirmações, nela não existe afirmação de que algo não existe (no máximo ela afirmará que o resultado de sua pesquisa não obteve provas da existência de algo, mas jamais poderá afirmar que este algo não existe).
A negação é uma criação humana recente na história. Até mesmo o número zero não existia inicialmente, ele foi “inventado” pelos indianos por volta do ano 200 a.C., mas só foi incluído na Matemática humana há 1.300 anos. Para se ter uma idéia, o número zero só começou a ser utilizado na Europa na Idade Média, quando aquele continente era considerado “o centro do mundo civilizado”.
Esotericamente sabe-se que o universo é afirmativo, positivo e que vibra somente pelo amor, pela verdade e pela justiça. Desta forma, algo criado pelo homem precisa de muita força concentrada para existir e mais força para que se mantenha assim. Ou seja, uma negativa é algo que não é sustentável por si mesma e exige grande esforço, concentração e energia de algum ou alguns humanos para que nasça e se mantenha “viva”. Sendo assim, quem cria e mantém uma negação perde tempo, energia e esforço para sustentar algo que não tem futuro.
A pessoa sábia compreende então que é muito melhor dedicar sua vida com afirmações, apoiando, incentivando e assumindo afirmativas, jamais se envolvendo com negativas. Esta é uma forma simples de começar a se alinhar com as Leis Universais presentes em nossas vidas práticas.
De que adianta lutar contra algo ou alguém? O que se ganha destruindo uma pessoa ou um trabalho? É muito mais construtivo, esperto e vantajoso unir forças a favor de algo ou alguém, pois assim se está construindo algo e não destruindo algo para então depois tentar construir algo. Fora o fato de que é muito difícil se trocar algo por nada.
Acreditar e investir na negação é o caminho da frustração, da desarmonia, do desamor, do sofrimento e do isolamento. A afirmação e o amor une as pessoas magneticamente, como uma verdadeira “cola” ou “cimento”, ao passo que com suas ausências as coisas e pessoas não têm “liga”, se fragmentam facilmente, desmoronando estruturas que podem ter custado muito tempo, esforço e energia de muitos.




Por isso o ideal é não se posicionar contra nada nem ninguém na vida, pelo contrário, abraçar causas positivas, que contribuam para o bem geral e nelas focar esforços, tempo e energia, somando contribuições. Quando um ideal é nobre fica mais fácil conseguir apoios e a manutenção do mesmo. Mas, deve-se lembrar que nada “cai do céu”, tudo na vida exige empenho. Então, para se atingir o objetivo com nossos esforços são necessários o devido conhecimento profundo sobre o assunto ou questão e um planejamento adequado, realizado com calma, paciência, método e disciplina. Assim se garante o sucesso de algo na vida.


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