terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Deus criou o homem e este criou o diabo

O homem herdou do Criador uma grande e importante capacidade criativa. Unindo pensamento e emoção focados em um único objetivo somos capazes de criar coisas, ou melhor, lançamos as sementes que podem germinar no futuro.

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, principalmente no que se refere à capacidade criativa. Desde que o homem descobriu o fogo e a roda sua inventividade veio se desenvolvendo de uma forma constante.  A capacidade criativa do homem não reconhece limites e isso ocorre não somente no universo empresarial ou comercial, mas também no social e religioso. Os marginais também estão cada vez mais criativos em seus golpes.

Lá atrás, na época das antigas e primitivas civilizações, não existiam as modernidades de hoje. Não havia televisão, celular, tênis ou carros. Também não existia a figura do diabo. Naquele tempo somente existiam os deuses de todo tipo de coisa (deus da chuva, deus da justiça, deus do amor e muitos outros, até deus da morte), mas não existia a figura do diabo como um ser contrário a Deus.

A imaturidade humana sente necessidade de culpar outro ser por suas mazelas, fracassos, falhas, imperfeições, etc.. Assim, apesar de não ter fundamentação bíblica, no Torah ou no Alcorão, grandes religiões foram evoluindo e adaptando conceitos para formar o conceito e a figura do diabo. Mas, em meados do século VII a.C., na Pérsia, Zoroastro[1] (ou Zaratustra) concebeu o Masdeísmo ou Zoroastrismo que tem a figura de uma divindade maligna que combate em igual condição e poder outra divindade benigna[2]. Esta era uma religião que hoje muitos podem rotular como pagã e não cristã. Ou seja, se o cristianismo, o judaísmo ou o islamismo hoje têm a figura do diabo, estas religiões o adotaram do paganismo, o que combatem feericamente.

Podemos ver hoje religiosos que falam mais do diabo do que de Jesus ou de Deus. Se contarmos às vezes que estas palavras (diabo – ou correlato, Jesus, Deus) saem de suas bocas veremos que estes religiosos são na verdade sacerdotes do diabo, pois o divulgam, enaltecem seu poder, sua força e sua esperteza – estão sintonizados nele e fazem do diabo sua razão de existir e força de trabalho. E, como sabemos, quando mais falamos do diabo, mais força lhe conferimos, mais poder e influência. É nosso poder criativo em ação!

O site da Enciclopédia Aberta chamada Wikipedia traz interessante texto quanto ao assunto:

... A figura de Satã é desnecessária, afinal, Javé é responsável pelo mal. A falta de um dualismo radical entre o bem e o mal explica-se pela exclusividade de Javé.
... Além disso, tanto a Reforma Protestante, quanto a Contra-Reforma Católica utilizaram-se da figura do Diabo de forma crescente para justificar seus esforços de salvar os ameríndios. Deve-se notar as profundas transformações sofridas pelo Diabo no período moderno, pois era o Diabo quem servia o ser humano até o século XV, entretanto, a partir desta data, o papel se inverte e o homem torna-se servo do Diabo.
... Segundo Alfredo dos Santos Oliva, a figura do Diabo é indispensável ao cristianismo por que tem o objetivo de ser um princípio oposto a Cristo. Se a mensagem básica do Novo Testamento é a salvação do homem através de Cristo. Cristo Salva o homem do Diabo, logo, se o Diabo é omitido, marginalizado, a missão salvadora de Cristo perde seu sentido.

Ora, dizer como Alfredo dos Santos Oliva que Jesus precisa do diabo caso contrário perde o sentido é um absurdo de enormes proporções! Dizer isso é dar mais importância ao diabo do que a Jesus!



Nós precisamos crescer, assumir a responsabilidade por nossa vida, realização, saúde, paz e felicidade. Precisamos deixar de procurar terceiros para colocar a culpa de nossa incapacidade e imaturidade. Precisamos fazer isso para que tenhamos lucidez, consciência e condições para vermos a vida como ela realmente é; conceber a verdade e assim decidir e julgar corretamente.
Afinal, você acha justo Deus ter-nos criado, dado uma vida e um magnífico planeta para vivermos, nos oferecer a possibilidade de evoluirmos nos aproximando cada vez mais Dele e nós, como retribuição, criamos uma figura para combatê-lo? Isso é justo? Isso é correto?
Então, você irá continuar acreditando e falando no diabo? Você está colaborando para construir um mundo melhor ou fazendo coro com aqueles que o querem destruir só por sadismo?

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A comodidade de ser dominado

Já sabemos que exercer o domínio através de mentiras, manipulação de emoções, crenças ou moralismo é algo que prejudica a evolução de ambas as partes. Por isso esta prática quando identificada é prontamente execrada pela opinião pública. Mas, e o outro lado? Porque grande número de pessoas aceita este tipo de dominação?
Quando somos dominados se as coisas não derem certo temos a quem culpar. Também não precisamos nos esforçar para entender, formar opinião e assumir a responsabilidade de decisões tomadas. É muito cômoda a posição de ser dominado. Assim temos como viver a vida sem preocupações sobre decisões importantes e responsabilidades a cumprir, principalmente acerca de assuntos muito delicados e complexos.
Um exemplo claro é a análise de notícias que envolvam a economia e a política. Tendemos a preferir noticiários que dão a notícia acompanhada de um comentário. Certamente os comentários oferecidos são feitos por pessoas experientes no assunto. Mas, nos esquecemos de que toda pessoa tem lá suas próprias crenças, valores, tendências, preferências e formação. O que é bom para o outro pode não ser adequado para nós. Então, quando aceitamos a análise, o julgamento e a decisão de outra pessoa nós estamos optando por algo que desconhecemos.
Mais do que confiança, muitas pessoas percebendo que têm um problema muito grave procuram um verdadeiro “salvador da pátria”, uma pessoa que lhe prometa um verdadeiro milagre: resolver seus problemas com o mínimo de custo ou sofrimento de sua parte. Esta situação é mais séria ainda. Afinal, sabemos que não existem “milagres” e que tudo na vida tem um custo. Quanto maior o “milagre” prometido maior o custo a ser pago. No final, o tal “milagre” não acontece, já teremos pago caro e ainda estaremos nas mãos do dito “salvador da pátria”.



Mas, esta dependência de terceiros ocorre por um fenômeno comum: nosso desejo de conforto, segurança, pouco esforço e excesso de confiança. Juntam-se a inocência com a preguiça e está pronta uma pessoa altamente manipulável.
É comum a preguiça de pensar por si mesmo. Isso exige muito esforço, dedicação, estudo e reflexão. Apesar de termos inteligência e capacidade de raciocínio a tendência é de comodismo, de não compromisso com o aprendizado. Isso é fácil observar nas escolas. As crianças repetem seus pais e a grande maioria está na escola ou faculdade apenas para “ter o canudo” exigido pela sociedade. Muitos só querem as notas, detestam o compromisso de ter que ir assistir às aulas, fazer provas, aguentar um professor que dá exercícios e trabalhos. Alguns professores e empresários do ensino percebendo isso se adaptam e “vão na onda” daqueles que só querem pagar para ter uma graduação. Os professores mais comprometidos com sua sagrada profissão são considerados chatos, “caxias” e ultrapassados.
Mas, isso não é por mal. A grande maioria das pessoas não teve exemplo e nem orientação de que precisa crescer, evoluir, se desenvolver. Mais ainda, não aprenderam que crescer e evoluir são coisas individuais e que ninguém pode fazer isso por nós. Nada substitui o esforço próprio. Não é possível comprar consciência, espiritualidade, evolução, amor, sabedoria, paz.
A grande massa tende a se comportar como uma criança de colo, totalmente aberta e dependente de seus pais que a protegem, lhe dão conforto e cuidam de seu futuro. Esta grande massa é formada por pessoas sinceras, frágeis, ingênuas, de conteúdo delicado e na maioria das vezes repletas de boas intensões e sentimentos. Por isso abusar delas é um verdadeiro crime, por isso manipulá-las é algo extremamente errado e prejudicial.
Esta característica ocorre em diversos campos na vida de todos nós. Existem aqueles que são verdadeiras raposas para ganhar dinheiro, mas são cordeiros quando o assunto é espiritual. Outras são espertas no plano afetivo, mas totalmente frágeis no que se refere a dinheiro.
Mas, conscientes disso devemos nos posicionar, devemos tomar uma atitude. Para crescer, evoluir, despertar a consciência e sairmos da condição de massa dominável é preciso que rompamos com a preguiça de pensar, com o medo de assumir posicionamentos e decidirmos por nós mesmos e também com o medo de assumirmos a responsabilidade sobre o nosso futuro. Precisamos sair da zona de conforto, da condição de dependência e ousar viver plenamente por nós mesmos e não mais culpar outros por nossos problemas, decepções, sofrimentos e erros. E, principalmente, devemos saber que quem irá “salvar a nossa pátria” somos nós mesmos.


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

As armas para a manipulação da humanidade

As armas para a manipulação da humanidade


Sabemos que todos nós temos o poder de criar coisas. Mais ainda, que apesar da genialidade ou criatividade estar no plano espiritual ela segue a orientação de nossas almas. Sabemos que quando alguém une pensamento e sentimento em uma só ideia ela então está usando seu poder criativo. Mas, muitas vezes pessoas espertas manipulam nosso poder criativo.

Um exemplo flagrante de manipulação da produção da massa religiosa humana é a figura do Diabo. Se você parar para pensar, mas pensar mesmo, analisando os argumentos com lógica, sem paixão ou dogma, perceberá que o conceito de Diabo vai contra a lógica espiritual pregada por diversas religiões, inclusive a católica e outras evangélicas. O dogma é uma ferramenta de dominação:

Dogma é uma crença ou doutrina estabelecida de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerada um ponto fundamental e indiscutível de uma crença. O termo deriva do grego δόγμα, que significa "aquilo que aparenta; opinião ou crença", por sua vez derivada do verbo δοκέω (dokeo) que significa "pensar, supor, imaginar".

Um dogma é um assunto proibido de ser questionado. Uma crença é algo muito pessoal e que baseia em suposições não fundamentadas, caso contrário seria uma certeza e não crença. Uma doutrina é uma interpretação pessoal ou crença que foi transformada em objeto de ensino a outras pessoas, um convencimento geralmente sem fundamentação ou argumento lógico. Por ideologia se entende visões de uma pessoa ou grupo, ou seja, também é uma ideia subjetiva e passiva de forte influência dos paradigmas e interesses pessoais. Crenças, doutrinas, dogmas, ideologias e religiões muitas vezes são magistralmente manipuladas com o objetivo de dominação e alienação da consciência humana, estes tipos de “ferramentas” podem ser habilmente utilizadas para levar pessoas que humildemente aceitam a opinião alheia sem questionar ou ousar ter a sua própria e assim são facilmente conduzidas ao fanatismo. O mais habitual é que quando é de seu interesse os manipuladores se utilizem de conceitos morais estimulando o emocional das pessoas e sua boa vontade para afastá-las da razão e do senso crítico que a libertaria.

Verificar informações por si mesmo, construir sua própria opinião sobre um determinado assunto é algo que realmente demanda esforço, vontade, determinação e em alguns casos até mesmo exige coragem para mexer em um assunto no qual acreditamos por toda a nossa vida e sobre o qual existem muitos outros conceitos apoiados. Ou seja, se mexer com ele irá mexer em muito mais coisa. Por outro lado, pensar por si mesmo pode ser perigoso no sentido que irá contra o esforço de domínio exercido por aqueles que detêm o poder utilizando o convencimento de massa.



Em nenhuma escritura sagrada primitiva tradicional existe a figura de um ser com poder para ir contra Deus. Acreditar no contrário é o mesmo que admitir que Deus não seja Onipotente. A lógica é bem simples, qualquer raciocínio diferente disso é subterfúgio ou sofisma:

... Então a realização da humanidade perfeita, segundo o ideal dos sofistas, não está na ação ética e ascética, no domínio de si mesmo, na justiça para com os outros, mas no engrandecimento ilimitado da própria personalidade, no prazer e no domínio violento dos homens. Esse domínio violento é necessário para possuir e gozar os bens terrenos, visto estes bens serem limitados e ambicionados por outros homens. É esta, aliás, a única forma de vida social possível num mundo em que estão em jogo unicamente forças brutas, materiais. Seria, portanto, um prejuízo à igualdade moral entre os fortes e os fracos, pois a verdadeira justiça conforme a natureza material exige que o forte, o poderoso, oprima o fraco em seu proveito...

Sofisma é uma mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros, para que possa parecer real; é uma argumentação falsa, com a aparência de verdadeira. Tapeação; burla; falácia; logro; ardil. Sofisma (do grego antigo "fazer raciocínios capciosos") em filosofia é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de infundir uma ilusão de verdade a algo, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

Exemplos de sofismas:

Quando bebemos álcool em excesso ficamos bêbados.
...quando estamos bêbados dormimos..
...enquanto dormimos não cometemos pecados.
...se não cometemos pecados vamos para o céu.
Conclusão: para ir para o céu devemos estar bêbados.

Imagine uma fatia de queijo suíço todo cheio de buracos.
...quanto mais queijo mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar no qual deveria ter queijo
...portanto quanto mais buracos menos queijo.
...Quanto mais queijo, mais buracos e quanto mais buracos menos queijo.
Conclusão: quanto mais queijo menos queijo.


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O poder criativo humano


 “Eu declarei: Vós sois deuses, todos vós sois filhos do Altíssimo” (Salmos, 82:6).


Normalmente não nos temos em alto conceito. Até por educação religiosa crescemos com o conceito de que somos pecadores, imperfeitos, falhos, etc.
É claro que comparados à Perfeição todos carecemos de melhorias, aperfeiçoamento, desenvolvimento, maturação e crescimento. Mas, a despeito disso nascemos com um poder que raríssimas pessoas se apercebem e dão valor. Nascemos todos nós, indistintamente, com o poder de criar coisas.

Esta criação ocorre nos planos psíquicos, mentais (geralmente associados à criatividade dos artistas e gênios inventores, por exemplo). Uma inovação científica, uma nova forma de resolver um problema matemático, uma nova receita de comida ou uma incrível obra de arte sempre surgem no interior das pessoas, em suas mentes ou universo psíquico. Mesmo este texto existiu antes na mente de seu autor para depois ser “traduzido” na forma de letras, palavras e frases formando um enunciado de ideias. A natureza deste universo psíquico é sutil, intangível, imensurável, subjetivo. Ou seja, a genialidade ou criatividade não pertence ao mundo tangível, mensurável, constatável, reprodutível. A genialidade ou criatividade pertence ao plano sutil ou espiritual.



Mas, apesar da genialidade ou criatividade estar no plano espiritual ela segue a orientação de nossas almas. Nas almas residem não somente as experiências, conhecimentos e compreensões já vividas e conquistadas, mas também e principalmente nosso direcionamento ou abordagem perante a vida. Muitas vezes esta realidade interna está mascarada por uma conduta externa que engana até mesmo a própria pessoa. Por exemplo: a pessoa pode frequentar regularmente uma igreja, se dizer e repetir frases prontas “do bem”, mas se ela está sintonizada, se ele se identifica e constantemente pensa, fala e assiste coisas relativas ao lado tido como “do mal”, internamente esta pessoa se direciona para este “lado”.

Quando alguém une pensamento e sentimento em uma só ideia, conceito, vontade ou ação ela então está usando seu poder criativo. Se esta pessoa sente e pensa mal de alguém e ainda fala ou faz algo neste sentido ela está criando e projetando uma energia semelhante para aquela pessoa em particular. Depois não adianta se dizer arrependida ou que “foi sem querer”. Ela já projetou sua energia negativa e está feito, não tem mais volta. O que esta pessoa pode fazer é rever sua posição, direcionamento e conceitos. De nada adianta ir à igreja e em casa ficar assistindo ou ouvindo programas sobre desgraças, brigas familiares e ainda fazer fofoca, calúnia ou julgamentos sobre a vida alheia.

Precisamos ter consciência e responsabilidade sobre tudo que pensamos e sentimos. Precisamos direcionar conscientemente nossa energia criativa para que não colaboremos para criar monstros, demônios ou “acidentes” que sem nossa participação não existiriam ou seriam menos poderosos. Com nossa criatividade podemos construir ou destruir uma imagem de uma pessoa, seja ela um parente ou um desconhecido. E, esta construção ou destruição podem muito bem não estar de acordo com a realidade, com a verdade e, principalmente, com a justiça que todos nós temos direito. Com este poder é possível criar um mito de algo que na verdade é uma mentira e podemos também destruir um ser nobre e elevado disseminando mentiras sobre ele.

Isso é algo muito sério! Mais sério ainda se pensarmos que no futuro seremos julgados por tudo aquilo que fizemos, por como utilizamos os dons recebidos pela vida e por Deus. Nosso poder criativo é um dom divino que todos temos. O que exatamente estamos fazendo dele? Aquele que afirma não saber é porque está “ao sabor da vida” e pode estar sendo usado por outros mais espertos que usam as pessoas inconscientes para que construam para eles algo de seus interesses pessoais e mesquinhos.

Quando um pai ou uma mãe fala com seu filho, com uma grande carga de sentimento e pensamento, este progenitor está construindo um futuro, uma realidade para seu filho. O mesmo acontece entre o casal, ou ainda entre um empresário e seus funcionários. Ou, ainda, quando nos olhamos no espelho, bem fundo de nossos próprios olhos e dizemos coisas para nós mesmos. O que estamos realmente criando? Uma vida melhor? Ou mais dor, sofrimento e tristeza? Como estamos usando o nosso poder divino de criação? No que você está investindo sua energia criativa?

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