sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Salto Quântico


Pela notação astrológica






O salto quântico é quando o elétron desaparece de uma órbita e aparece em outra sem transitar entre as duas. É um salto de consciência. Um insight. Um salto evolutivo instantâneo depois de muita preparação.

Hélio Couto

O termo “quântico” é um termo do vocabulário da Física, mais especificamente da Mecânica Quântica. Esta área da ciência estuda os sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica e de outras partículas subatômicas.

A mecânica quântica recebe esse nome por prever um fenômeno bastante conhecido dos físicos: a quantização. As grandezas físicas são ditas quantizadas quando entre um valor que ela pode assumir e outro, existem valores “proibidos”. Ou seja, salta-se de um valor para outro sem valores intermediários. Um gráfico as representaria como em “dentes ou serrilhas” e não em curvas.


Exemplo de grandeza contínua, não quantizada: a fervura da água ou seu congelamento. Ou exemplo: a passagem de período, ou série, para outro período nos estudos escolares.
Exemplo didático de grandeza quantizada: as passagens dos estudantes entre o estudo fundamental e o médio, do médio para o superior, do superior para a pós.

Ou seja, o conceito de “quanta” ou quantização traz consigo a ideia de algo não fluido, natural ou esperado. É diferente do que se espera da conta “1 + 1”.
Para que isso ocorra, a quantização de algo, é necessário que exista uma força ou energia extra e diferente afetando o objeto. Por exemplo, para um elétron mudar de órbita em um átomo é necessário que ocorre fortíssima pressão, associada com alta temperatura ou então um forte campo magnético. Então seu movimento se acelera muito e o faz saltar para outra órbita atômica. Isso é o que ocorre no processo de fusão nuclear em que átomos de trítio ou o deutério no sol se transformam em átomos de hélio. Mas, essa transformação não é estável e ao voltar às suas condições iniciais os elétrons liberam a energia usada para sua transformação na forma de fóton, luz.


Ou seja, a quantização de algo ocorre pela forte presença de uma força estranha à realidade do objeto, que sem ela continuaria estável em seu processo natural. A quantização não é algo natural. É como a passagem da condição de uma pessoa de solteira para a de casada.
Em esoterismo isso se chama “iniciação”.


Então, o salto quântico, também chamado transição eletrônica atômica, é, em física e química, a mudança de um elétron de um estado quântico para outro dentro de um átomo.
Quanto mais longos os saltos de elétrons, menor o comprimento de onda do fóton emitido, ou seja, eles emitem cores diferentes com base em quão longos são os seus saltos. Os elétrons das últimas camadas necessitam de pouca energia para saltar para as camadas mais externas, e seu retorno cria ondas mais longas, vibrando na cor vermelha; enquanto isso, os elétrons mais próximos do núcleo necessitam de maiores energias, e seus fótons saem criando ondas mais curtas, aproximando-se da luz violeta, ultravioleta (imperceptível aos olhos humanos), raios X, raios gama, etc.

A razão dos elétrons mais próximos do núcleo necessitarem de mais energia (e vice-versa) acontece devido à atração entre a parte positiva do átomo (prótons do núcleo) e a parte negativa (elétrons da nuvem eletrônica). Quanto mais próximo o elétron esteja do próton, mais ele é atraído pelo núcleo, criando um efeito de blindagem contra os saltos quânticos, e assim exigindo mais energia para que os saltos sejam realizados e para que o elétron se afaste do núcleo.


Uma curiosidade: Em uma temperatura de 1.000 °C, os elétrons abandonam suas órbitas, em número sempre crescente; e se essa temperatura atingir 100.000 °C, todos os elétrons se desprendem do núcleo; este não resiste à repulsão entre suas partículas formadoras e explode em entrechoques de altíssimas temperaturas. Para se ter uma ideia, Eddington descobriu que a temperatura no centro do sol deveria ser de aproximadamente 15.000.000ºC.

Para se procurar entender como pode acontecer essa interação entre as forças naturais de um objeto e outras forças “não naturais”, talvez o conceito matemático dos números complexos nos seja útil.

Em matemática existem os números reais: O conjunto dos números reais é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais. Porém, na evolução da matemática Scipione del Ferro e Tartaglia conceberam o conceito dos números complexos para com isso conseguir resolver questões que sem ele não seria possível.


Então, para a teoria dos Números Complexos há que se considerar, sempre, que uma realidade ou objeto é composto por uma parte real e outra imaginária. Mas, a despeito que possamos supor que estes conceitos numéricos sejam opostos, não o são de fato. E é aí que se encontra o “pulo do gato” que revoluciona nossa mente e conceitos dicotômicos ou dualistas.
Conforme a teoria dos números complexos, tudo que existe tem seu componente real e também seu componente imaginário que são ortogônicos. Ou seja, não são opostos, mas fazem entre si um ângulo de 90 graus.

Estamos habituados com conceitos maniqueístas de opostos como: bem e mal, certo e errado, direita e esquerda, homem e mulher, Deus e o diabo etc. Mas, à luz da teoria dos Números complexos podemos perceber o quão equivocados esses conceitos maniqueístas estão.

Um exemplo bem prático da suposta oposição é entre açúcar e sal, doce e salgado. Se fossem de fato antagônicos, uma comida com excesso de sal poderia ter seu sabor “equilibrado” colocando-se açúcar, e vice-versa. Mas, não é isso que se percebe, caso façamos um teste.


Conforme a teoria dos números complexos, a interação inevitável entre a parte real com a parte imaginária de um número resulta em um “vetor” complexo. Assim também podemos compreender que ocorra na vida em todos os sentidos e nos supostos antes considerados “opostos”. Importante salientar esse “mistério” que infalivelmente une em um vetor duas realidades ortogonais. Esotericamente falando, podemos afirmar que esse poder supremo e infalível tem um nome muito conhecido: amor, o divino e verdadeiro amor que a tudo une e integra.

Consideremos agora outro conceito da Física que é a eletricidade. Na verdade a eletricidade nunca se afasta de seu “co-irmão”, o magnetismo. Da mesma forma como os números complexos, eletricidade e magnetismo coexistem em eixos ortogônicos e não opostos. Sendo assim, um fio pelo qual “passa” a energia elétrica cria em volta de si um campo magnético.


Vejamos agora o interessante conceito de Nicola Tesla da transmissão de energia sem fio. Estamos habituados a relacionar energia elétrica com fio de cobre e parece inconcebível se transmitir essa energia que não por esse meio, imagina então “pelo ar”.


Pois bem, Tesla simplesmente usou o conceito de eletromagnetismo para conseguir isso da seguinte forma: enrola-se um fio de cobre de forma a se potencializar o campo magnético que se irá criar nele assim que se passar uma corrente elétrica. Assim feito, ao se passar então corrente elétrica nesse rolo de fio, que é chamado de bobina, tem-se como resultado um campo magnético, certo? Muito bem, então imagina-se outro rolo de fio, ou bobina, do outro lado, a certa distância, não muita. O que irá acontecer? Quando o campo magnético gerado pela eletricidade da primeira bobina atinge ou envolve a segunda bobina, esse campo acaba por gerar ou ocasionar uma corrente elétrica pelo fio que compõe a segunda bobina. Então, a energia foi transferida “pelo ar” de uma bobina para a outra.


Isso não é algo tão extraordinário assim, pois isso ocorre de fato em todos os transformadores e motores da atualidade. Essa interação entre eletricidade e magnetismo é utilizada há muito tempo pela humanidade, o que pode parecer inédito é o conceito de transmissão de energia sem fio, essa aplicação em especial.


Podemos entender que essa mudança da energia de elétrica para magnética e vice versa assemelha-se muito do chamado Salto Quântico? Parece que sim, apesar de saber que em estritos termos de Física ou Matemática podem ser coisas muito distintas.

Mas, percebamos quanto esses conceitos científicos por ora apresentados se complementam e ajudam a construir uma ideia mais clara e objetiva de como pode acontecer o chamado Salto Quântico.

Como se sabe pelo esoterismo, as Leis Cósmicas Universais partem do mais elevado e incognoscível divino e vêm descendo os planos da Criação até o mais denso de todos. Sendo assim, essas Leis Cósmicas são os desígnios ou a vontade de Deus e estão em tudo e em todos. Ou seja, as mesmas leis que se aplicam à Física e à Matemática, também se aplicam em outros campos, planos e realidades, inclusive nas ciências orgânicas e nas ciências humanas.


Na área da Psicologia Revolucionária (da expansão da consciência) podemos correlacionar estes eixos ortogonais com o TER e o ESTAR, sendo então que o vetor para o Salto Quântico relacionamos com o SER. Ou seja, se o foco é Ter ou então Estar não ocorrerá o Salto Quântico, de forma alguma. O Salto ocorre quando se está, mas não se envolve, quando se tem, mas não se é preso daquilo que se tem.


Assim, pode-se extrapolar o campo das ciências naturais, que nos ajudam por demais com sua exatidão e racionalidade, para também compreendermos melhor outros campos nem tanto evidentes e lógicos.

Agora, adentrando o mundo da Ciência Estelar, popularmente conhecido como “Astrologia”, aproveitemos dos recursos desta ciência antiga para buscar compreender um pouco mais de como “funciona” ou pode acontecer o Salto Quântico.


Esotericamente estuda-se que tradicional e milenarmente são sete os planetas que representam as Leis Cósmicas em ação para nós. Além destes sete existem outros três planetas que auxiliam na evolução do sistema solar: Uranos, Netuno e Plutão. Cabalisticamente estes três planetas representam a Coroa Sefirótica da Criação para nós.

Então, consideremos estes três planetas na correlação com os números complexos, o eletromagnetismo e o Salto Quântico.

Uranos é um planeta tipicamente “elétrico”, agitado, nervoso e tecnológico. Podemos correlacioná-lo, sem medo de engano, com a eletricidade ou os números reais.

Netuno é um planeta tipicamente do “imaginário”, das sensações, do poderoso e influente subjetivo. Também podemos correlacioná-lo sem medo com o magnetismo.

Plutão é o planeta da força inexorável de Deus. É Plutão que nos torna deuses, mesmo que nos tenhamos esquecido disso. Ele é o senhor da vida e da morte, da alquimia e da transformação. Também podemos relacioná-lo com o “poder” que gera então o chamado Salto Quântico.



Uranos é o planeta do amor fraterno, a capacidade que temos de sermos felizes somente se todos os nossos fraternos também estão felizes. É um planeta de envolvimento em ideais coletivos e de abnegação absoluta do diferencial individual, da ação em prol do grupo, sem egoísmo de forma alguma.

Netuno é o planeta do amor passivo, da aceitação absoluta de ser amado, de saber que se é amado e que o melhor amor do mundo sempre lhe será oferecido, seja da forma que for. Por isso é o planeta da fé absoluta e da entrega a esse amor incondicional.

Plutão é o planeta do amor à verdade, à justiça, a Deus, acima de qualquer coisa ou pessoa. É a morte do indivíduo para que seja o Tudo e ao mesmo tempo também ser o Nada.

O Salto Quântico pessoal, sendo assim, não pode acontecer com quem tenha vaidade, queira se diferenciar ou estar em um patamar acima dos demais; não pode acontecer quem não aceita ser ajudado, quem não confia cegamente e se entrega sem restrições ao divino; não pode acontecer à pessoa que quer se impor, que resiste à chamada “morte mística”, que não guarda um louvor absoluto ao “deus” que habita em seu interior, sua chispa ou chama divina particular. É importante salientar também que Plutão, para concorrer ao Salto Quântico, exigirá que a pessoa não tema ou evite acessar seu poder divino interno, que não é bom nem mau.


Astrologicamente, considerando apenas os sete planetas esotéricos, podemos correlacionar os eixos ortogonais com o grande delimitador, Saturno.

Saturno rege o tempo e o espaço. Esse conceito de regência pode parecer complexo e de difícil compreensão, levando à pergunta: o que o tempo tem a ver com o espaço? A resposta é simples: ambos são delimitadores, um da eternidade e outro do infinito. Há quem afirme que esotericamente Saturno represente o limite espiritual da vida de nosso sistema solar, que para além de Saturno, física ou espiritualmente, o Universo é muito diferente do que nos parece daqui de “dentro” destes limites. Então, o chamado “Salto Quântico” seria conseguir ir consciencialmente além de Saturno.

Nossa consciência pode estar focada no passado ou no futuro e assim o vetor ortogonal conteria muito pouco do “espaço”. Se nossa consciência se foca em coisas, pessoas ou lugares, então o eixo do “tempo” vai literalmente para o espaço. A resultante dos eixos ortogonais tempo e espaço é que é a verdadeira “realidade” e os extremos de foco da consciência são a “ilusão” em que a maioria esmagadora das pessoas se encontra imersa.

Bem, isso nos dá uma dica muito fácil de se entender e praticar então. Fiquemos atentos ao foco de nossa consciência, no que estamos pensando? Se estamos pensando em algo que não seja a realidade do aqui e agora estamos na ilusão. Se pensamos no passado ou no futuro, estamos na ilusão. Se pensamos em coisas (físicas ou não) ou lugares, estamos também na ilusão.

Tanto o tempo quanto o espaço nos parecem, dentro de nossa consciência limitada, infinitos. Porém, Einstein já ensinava que “o universo é infinito, porém limitado”. Se pegarmos uma esfera obviamente perceberemos seus limites, por maior que seja. Mas, se formos caminhar por sua superfície, à semelhança de uma consciência superficial, ela nos parecerá infinita!


O Salto Quântico Pessoal então seria focar a consciência no aqui e agora, naquilo que está imediatamente à nossa frente e em nada mais, como sempre nos ensinaram os grandes mestres espirituais. 



Esses conceitos são corroborados pelos ensinamentos da Alta Cabala que ensina que “para um ato mágico de fato acontecer em todos os planos é essencial que estejam presentes, em harmonia e no mesmo foco tanto a emoção quanto o pensamento, que esse ato seja resultado tanto de um desejo quanto de um estudo ou preparo”.


Para que uma lâmpada acenda, é necessário o concurso dos polos positivo e negativo de energia. Para que exista uma órbita planetária é essencial que existam em harmonia tanto a força centrífuga quanto a centrípeta. É da união entre o homem e a mulher que o casal se torna Deus e consegue gerar uma nova vida, distinta e ao mesmo tempo oriunda dele.


Juarez de Fausto Prestupa

quarta-feira, 31 de julho de 2019

O Encontro entre o Céu e a Terra



"Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados." 
Albert Einstein


   Uma crescente onda de afeto ao planeta se espalha, dentro de cada cidadão que vibra dentro da consciência de justiça e de amor.
A Era do expurgo chegou! O planeta não aguenta mais a hostilidade e a inconsciência de seus habitantes. Para tudo no universo existe uma troca, é a lei da troca equivalente, mas ao que podemos perceber, nem todos vibram na troca do amor e da compaixão. Apesar da onda crescente de consciência ambiental que vem surgindo podemos observar as notícias: De um lado vulcões, tsunamis, terremotos, furacões, guerras, matanças e hostilidade. De outro a crescente onda para “reciclar o planeta”. Vemos ações globais acontecendo, educação ambiental e sustentabilidade, usinas e reciclagem para lixo, plantio de árvores, proibições de plásticos e poluentes, manifestações por todo o globo, leis para animais, desafios ambientais nas redes sociais, palestras sobre vários temas ambientais, empresas com impostos descontados em troca de ajudar nas ações de meio ambiente.


De um lado desmata, de outro planta-se árvores. Está chegando o tempo de escolher quem vai ficar no planeta. Quem iria ficar com a Terra?
Os justos, nobres de coração e alma, que amam o Planeta. Aqueles que terão uma consciência de luz maior em relação a maioria da massa habitante. Vendo isto mais ao modo simples; ativistas do meio ambiente por toda a Terra, Cuidadores, Médicos, Guardiões, não importa o nome que represente, são a luz.

A humanidade necessita com urgência acordar suas mentes adormecidas e perceber que tudo vem da Terra e a ela devemos agradecer nosso sustento e nossa sobrevivência. Seria muito triste ver um planeta paradisíaco ser sucumbido pelo caos. Não preciso explicar aqui o caos, se quiser ver ligue a televisão.

A onda de amor é uma palavra amiga, um animal resgatado, o plantio de uma árvore, um sorriso, um abraço, pode vir de muitas formas, inclusive com amor e a atenção ao meio ambiente como os simples gestos diários de educação ambiental.
Estamos na Era da Educação ambiental para obtermos a sustentabilidade e a permanência da vida humana e animal nos próximos séculos.
Muitas notícias de empreendimentos, projetos e salvação, agora precisamos ver que nós salvaremos a Terra, coletivamente.  Não espere um salvador, seja a própria salvação!

A justiça será feita pela própria Terra e meio ambiente. Apenas os justos poderão entender. Os ímpios não estarão aptos a sobreviver nesse solo.
Justo: Quem age ou vive seguindo as normas da justiça e da moral, honesto.
Ímpio: desumano, desnaturado, insensível, intolerável, pratica barbaridades, age cruelmente e tortura.

Projetos de leis, interdição aos ímpios, educação ambiental, desafios ambientais nas redes sociais, reciclagem, palestras em escolas, produtos biodegradáveis, limpeza nas praias, multas, descontaminação da água, preservação de nascentes, captações de água da chuva, uso consciente dos recursos naturais, plantio de florestas, ações de cidadania, de consciência e pensamento. Cada pequeno gesto a favor da terra e de si mesmo preparará a permanência do amor. Vibrar pela onda do amor, fazer, plantar e frutificar nessa Terra, seja o tipo de fruto que for.

O Caminho da consciência humana é transcender para a evolução, cada gesto, cada prática, cada entendimento gera a fonte de energia consciencial. Ao usar a capacidade mental nessa fonte, o ser humano se alinha a uma outra dimensão. A união ou encontro do céu com a terra. A Terra passará para a nova consciência, assim sutilmente sentiremos uma dimensão acima do que vivemos hoje. Uma dimensão que começa com a consciência. O princípio da consciência se manifesta na sensibilização ao meio ambiente e amor pela Terra. Para habitar um determinado local é necessário estar harmonizado, equilibrado na mesma vibração amplificadora.

Algumas ações simples do cotidiano são necessárias para a nova Terra sustentável. Se reparar, entre as notícias ruins e catastróficas onde a natureza foi mudada pelo homem, existem diversas ações humanas e da própria natureza apontando uma esperança de um futuro sustentável, onde homem, tecnologia e natureza vivem em paz. Tudo que temos hoje circulando pelo mundo, podemos reciclar, não é necessário tirar mais nada da natureza, se assim vivermos no equilíbrio e não na ganância.  
A palavra agora é “consciência” para seguir na ação, caso contrário viveremos no caos e dentro de um planeta lixeira que nós mesmos criamos ao longo dos tempos.

E você já fez alguma ação consciencial? O que você faz para melhorar a estada no planeta e das futuras civilizações? Pense nisso! Vamos fazer nossa parte antes que seja tarde, um simples gesto se for coletivo pode mudar o mundo. Seja a salvação, seja um salvador! Seja luz no mundo! Preserve a natureza o máximo que puder, nela tem para todos em abundância, é necessário o ser humano chegar a essa conclusão.

Se uma árvore der frutos, esses frutos alimentam o ser humano com fartura, os pássaros e animais, aduba a terra e ainda produz sementes para mais árvores. Pode-se vender, doar ou se alimentar. Na natureza não tem ganância, apenas na alma daquilo que deveria ser “humano”.

Faça esse momento ser a data limite. Limite de tudo que não presta. A partir de agora vamos reciclar, cuidar e amar esse planeta tão lindo antes que percamos nosso único bem; a vida.
Onde há água pura há vida!

Academia Ciência Estelar
Letícia de Castro 


domingo, 12 de agosto de 2018

Releitura esotérica do mito de Adão, Eva e Lilith ou o Mito da Criação


Releitura esotérica do mito de Adão, Eva e Lilith ou o Mito da Criação

Os antigos mitos da Criação guardam mistérios insuspeitos que à luz da consciência esotérica revela conhecimentos muito importantes e interessantes

Segundo a Bíblia, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso porque Eva induziu Adão a comer do “fruto proibido” oferecido por Lilith. No texto bíblico não se fala explicitamente em Lilith, nessa passagem, mas somente em “serpente”.



Em Gênesis 1:27 diz: "Deus, portanto, criou os seres humanos à sua imagem, à imagem de Deus os criou: macho e fêmea os criou." Aqui fala-se da criação de Adão e Lilith, ambos de igual condição, essência e origem. No segundo capítulo versículo 18: O Senhor Deus disse: 'Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada, e é apenas no versículo 22 do segundo capítulo que Eva é criada: “E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.” Observa-se que existe um hiato entre a criação de Adão e Lilith e a criação de Eva.

O fato é que o mito conta que no início Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó, soprando-lhes a vida. Entretanto, Lilith não aceitava a condição de ser submissa a Adão, até porque eram feitos da mesma matéria: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual". Adão então retrucou: “Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior”. Lilith respondeu: “Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra”. Mas eles não deram ouvidos um ao outro. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o “Nome Inefável” e voou para o ar. Adão então solitário e muito triste, suplicou a Deus por uma companhia. Foi quando Deus fez outra mulher para Adão, dessa vez de sua costela, para não correr o risco de que essa também se rebelasse. Em Gênesis 2:23, está escrito "E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada." Uma evidente referência de que Lilith, ou a companheira anterior, não era carne de sua carne ou extensão de si mesmo.



Lilith está presenta em várias culturas e sua história é muito conhecida no meio hermético judaico. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos. Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria prima de Adão, porém ela recusava-se a "ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais".



Lilith, ou a “serpente”, depois tentou a Adão o fazendo cometer adultério, em tese traindo Eva com ela, Lilith. Desde então o homem teria sido expulso do Paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo tendo abandonado seu marido ela não aceitava a segunda companheira. Porém, o mito bíblico não fala de Adão envolvido com Lilith, mas sim que a “serpente” levou Eva a comer a maçã e oferecê-la também a Adão. Essa “maçã” seria a representação do “fruto do conhecimento”, ou da Árvore do Conhecimento”. Ou seja, se Lilith deu conhecimento à Adão e Eva ela lhes conferiu consciência. Mas, consciência de quê? Da realidade, pois após experimentarem a consciência perceberam que estavam nus e então se cobriram. Então a consciência é algo abominado, que não se deve almejar, algo proibido ou pecaminoso? Seria então melhor viver na ilusão, no sonho, fora da realidade? Esse foi o “pecado”?


Lilith representa a liberdade sexual feminina, tão comum nos dias de hoje. Sua associação com a imagem de serpente alude à simbologia do inconsciente coletivo relativo à Tiamat, uma deusa das mitologias sumérica e babilônica associada ao oceano (que também está associado ao nome de “Maria” e de onde surgiu a vida, inclusive para a ciência acadêmica atual). Na maioria das vezes, Tiamat é descrita como uma serpente marinha ou um dragão (figura tão comum na espiritualidade oriental). Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas várias faces, Tiamat era adorada como a mãe dos elementos. Tiamat foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos. Tiamat possuía as “Tábuas do Destino” e em uma importante batalha ela as deu a Kingu, o qual era seu filho e líder dos exércitos de Tiamat. Nessa batalha os deuses mataram Tiamat e Kingu foi posteriormente capturado e depois assassinado, e seu sangue vermelho foi misturado com a terra vermelha criada do corpo de Tiamat, para então formar o corpo da humanidade.

Ou seja, tanto no mito bíblico quanto no mesopotâmico Lilith se encontra relaciona diretamente com a Criação da humanidade.

O chamado “Livro de Enoque” existe a alusão de que o “pecado” da humanidade pelo qual seríamos todos culpados eternamente de fato foi que “deuses” ou anjos violaram uma determinação divina ao se deitarem e procriarem com mulheres humanas, ou seja, por misturarem seu sangue, ou DNA, divino com os humanos da Terra. Isso equivaleria à zoofilia hoje, o homem fazer sexo com os animais. Pior porque como seres mais evoluídos esses “deuses” ou anjos acabaram gerando progênie, uma nova ordem de espécies.

Existe uma vertente que explica que esse foi um processo científico extraterrestre visando acrescentar um pouco de consciência e inteligência aos humanoides aqui residentes no planeta naquele tempo, com o intuito de transformarem estes em força de trabalho desenvolvendo habilidades e aprendendo tarefas. Mas, esse tema não é o escopo desse artigo.

O fato é que se olhando esses mitos fica claro e evidente a existência de duas grandes culturas: a celeste e a da Terra. Uma é oriunda diretamente de Deus e a outra é relativa à matéria, à Obra de Deus, à natureza. E, principalmente, que o “problema” seria a relação íntima entre essas duas culturas, pois à cultura celeste caberia única e apenas a obrigação de orientar a cultura da Terra. Quando seres celestes se envolvem com os terrenos eles abdicam de sua condição celeste e se assemelham aos seres da natureza. Esse processo pode ser identificado na mitologia grega em Homero que em sua Odisseia escreve sobre a deusa Circe e seu poder de mostrar a realidade dos homens que são transformados em animais por causa de sua submissão aos desejos mais baixos.


Ocorre que o mundo da matéria ou da natureza é inebriante, sedutor, envolvente e fortemente atrativo. Os seres celestiais não tinham conhecimento e experiência quanto a isso e sucumbiram à sedução da criatura deixando-se deleitar com prazeres nunca antes conhecidos. Conhecendo então as maravilhas da Criação e da criatura, foram perdendo a consciência de sua condição de divindade, acreditando-se igual aos terrenos. A estes é que possivelmente Jesus se dirigiu ao dizer: “Vós sois deuses, mas tendes se esquecido disso”.

Por outro lado, esses seres celestiais, divinos ou extraterrestres, em sua essência e alma, anseiam por se completarem com outros seres de igual linhagem e origem e essência. Deleitam-se fisicamente com os terrenos, mas esses não satisfazem plenamente suas almas. Então, simbolicamente estabelece-se o triângulo amoroso entre o ser celestial, sua companhia celestial e sua fonte de prazer física terrestre.

É sabido que o amor é celestial (que é desapegado por essência) e que o plano denso da matéria em nosso planeta proporciona a paixão ou o apego. Retomando o mito bíblico, Lilith então representaria o amor celestial, a condição de complemento divino, e Eva é que representa a paixão pelas fontes de prazer existentes nesse plano e nesse planeta, o verdadeiro “Jardim do Éden” ou “Paraíso”.

Lilith então representa o feminino consciente de si e de seu poder ou direitos, que é objetivo e transparente, verdadeiro, justo e desapegado. Eva, ao contrário, representa a sedução, o comportamento evasivo, os subterfúgios, o apego. Se Lilith é a consciência espiritual, Eva é o inconsciente.

Mas, à essa altura, talvez toda a humanidade já tenha em seu DNA traços tanto de Adão quanto de Eva, tanto de origem celeste quanto terrestre. O que ocorre é que existe uma diferença de “quantidade” dessas características em nós, ou, melhor, qual delas alimentamos mais, por qual delas nos embasamos para tomar decisões, para decidir nossos futuros e realidade presente.

Somos seres celestes vivendo uma experiência terrestre, uma experiência única em termos de evolução nesse momento em nosso sistema solar. Os “deuses” (anjos ou extraterrestres) assistem surpresos, atentos e interessados ao desenrolar dos fatos daqui e somos o foco das atenções de outras culturas e mundos. Nosso futuro está em aberto, seguiremos usando conscientemente os poderosos e magnéticos recursos materiais ou ao contrário, usaremos conhecimentos e poder de forma egoísta e apaixonada? No futuro seremos deuses vivos vivendo conscientemente e felizes na face da Terra ou bestas poderosas se digladiando pelo controle das fontes de prazer e satisfação em uma guerra infinita?



Juarez de Fausto Prestupa

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A Paixão e o Amor - O mistério da esfinge


A Paixão e o Amor

O mistério da esfinge

“Muitos confundem a paixão com o amor; talvez tais sentimentos não sejam possíveis de serem traduzidos, porque vem da alma e tudo que gera misteriosamente a alma é quase que inexplicável”.
Letícia de Castro, “O Arquétipo do Amor e da Alma”, Ed. Madras



A paixão e o amor são muitas vezes confundidos e geralmente não compreendidos, mas são extremamente opostos. A compreensão desses dois conceitos nos ajuda a compreender muitos fatos de nossa vida e transcendem os limites do relacionamento à dois.

Apesar de normalmente esses conceitos se confundirem, essa confusão não resiste à uma rápida e simples reflexão. A paixão nubla o raciocínio e o julgamento lúcido, o amor contribui com sabedoria para um julgamento mais sensato e equilibrado.
A paixão tem sua força no que há de mais abissal e sombrio de nossas almas, enquanto o amor tem sua força no que há de mais elevado, lúcido e divino em nós.

Apesar de parecerem tão antagônicos à luz dessa rápida análise, esses conceitos, vamos assim denomina-los, são como o dia e a noite, os dois lados da moeda, as energias elétrica e magnética: são impossíveis de serem separados. Mas, por que isso? Simples, porque em essência são a mesma e única coisa.

A questão é que a paixão é como um ímã que atrai tudo para si e que tem a si como centro de tudo, tal qual a cruz swástica. Ela então exerce força egocêntrica no ambiente gerando fragmentação e divisão por onde passa.


O amor é como um ímã que irradia para tudo e para todos o que tem em si, tal qual a cruz sowástica. Ele então exerce força semelhante à centrípeta no ambiente, gerando irradiação e expansão por onde passa.

O fato é que esse “ímã” tem seus dois polos, um positivo e um negativo, um que irradia e outro que atrai, sendo em si uma só realidade.

A paixão nada mais é do que o amor por si mesmo, a suprema necessidade de satisfação própria, de seus apetites, interesses, necessidades, vontades, etc., é se prender e se apegar às fontes dessas satisfações. O amor é a paixão pelo todo, é colocar o outro acima de si mesmo, se desprender e se desapegar. Ou seja, na paixão o centro de gravidade se encontra dentro da pessoa e no amor esse centro de gravidade, ou razão de existência se encontra fora de si, no outro.


Essa força que confere razão de existência manifesta-se então de duas formas, como paixão e como amor. Uma tem por característica a natureza e suas sensações e a outra tem por característica o transcendental. Uma é material e a outra abstrata, uma sensorial e a outra extra-sensorial, uma é feminina e a outra é masculina. Uma é escura e a outra clara, como o pavimento mosaico, como o dia se alterna com a noite, como o verão se alterna com o inverno, em uma eterna dança da vida eterna.

O feminino, por ser passional, busca seu equilíbrio no objetivo masculino e vice-versa. A órbita dos planetas é estável, dinamicamente falando, porque equilibram-se as forças centrífugas (força que impele o corpo para fora da órbita) e centrípetas (força que por causa da Lei da Atração em que massa atrai massa faz com que os corpos se atraiam um ao outro, tanto o que está no centro quanto o que está orbitando).

A “Fonte”, popularmente conhecida como “Deus”, manifestou-se como matéria ou natureza através da Criação, no famoso “Fiat Lux” a partir do qual tudo é matéria, mesmo que muitíssimo mais sutil do que como a conhecemos. Mas, essa mesma Fonte também permanece Imanifesta. Isso nos conduz ao conceito dos “Números Complexos” da Matemática no qual não existe somente números naturais, mas sempre existirá um componente “imaginário”, pois assim é a realidade mais absoluta da Matemática.


Na vida devemo-nos equilibrar em duas pernas para poder caminhar, na feminina ou lunar e também na masculina ou solar. Andar com uma só perna cansa mais, dificulta a caminhada e até mesmo pode inviabilizá-la. A eternidade da existência ocorre na alternância entre luz e trevas, entre verão e inverno, entre o masculino e o feminino.


A natureza passional do feminino, que é pedra de tropeço do masculino pelo desconhecimento desse quanto a esse quesito, não só é um saudável refresco ao rigoroso e frio masculino como também lhe é saudável. Já a rígida e fria lógica do amor masculino abençoa o feminino com direção, ordem e foco.


Há quem afirme que o planeta Terra ou mesmo o plano físico, ou da natureza, o aspecto Feminino da Fonte, seja um “vale de lágrimas” ou o verdadeiro “inferno de dor e sofrimento”. Porém, é aqui que podemos sentir com todas as suas delícias e nuances, todo tipo de prazer, seja na forma de aromas, sons, toques, sabores ou mesmo sensações sexuais. Isso não existe com tal intensidade e força em outros planos, somente aqui. Então, podemos dizer que esse plano e planeta na verdade é o “país das delícias”, ou o verdadeiro Paraíso. Para compreender isso é só nos lembrarmos de algum sonho durante o qual comemos algo ou mesmo fazemos sexo. Foi tão prazeroso como no plano físico?

Costuma-se, espiritualmente, supervalorizar os planos sutis e mais elevados, porém se aqui não fosse bom, bonito e do bem, porque então a Fonte teria criado essa realidade. E, se essa realidade, a Natureza ou Feminino Universal, é a manifestação da Fonte então porque não a reconhecer como tal e reverenciá-la? E, principalmente, porque não desfrutar do que ela tem de melhor?


Na Idade Média (e até hoje) religiões culpavam o Feminino pela “perda do Paraíso” e pela fraqueza do Masculino, julgavam-no demoníaco esquecendo-se que é do Feminino que nasce a vida, que é da alternância de dia e noite que a vida se sustenta, que é à noite que se podem ver as estrelas.

A deusa hindu Maya, a deusa da ilusão, cumpre sua missão de testar a determinação, a convicção e o nível de consciência do iniciado. Esse teste fortalece o verdadeiro iniciado, distinguindo-o dos demais “espiritualistas de shopping” que acreditam que “o hábito faz o monge”.

Letícia de Castro em seu livro “”O Caminho do Mestre” ensina que a deusa grega Circe, filha do Sol, representa a missão do Feminino ao evidenciar o que há de imaturo e despreparado no Masculino em evolução indicando de forma inequívoca o que precisa ser trabalhado, melhorado e evoluído. Essa mesma autora, em seu outro livro, “O Arquétipo do Amor e da Alma”, nos ensina que para se chegar ao estágio mais puro do relacionamento, o amor, ela deve sentir paixão antes e que a paixão é como se fosse um teste para o amor, ou ela morre ou se transforma.


O “problema” tanto da paixão quanto do amor é o extremismo. É daí que surgem o ditador egóico e também o místico alienado, o matar o objeto de paixão para que não seja de outro e também o sacrifício do objeto de amor em prol do todo. Nem tanto ao mar, nem tanto às estrelas. A vida se desenvolve na superfície da terra.

Em uma relação entre duas pessoas, a paixão é responsável pelo prazer físico, pela necessidade de estar junto com a outra pessoa fonte de nossa satisfação, com seus cheiros, formas e atitudes que nos agradam. O amor, no caso, é o respeito por sua liberdade, por sua originalidade, pela sua felicidade, por suas escolhas e forma especial e original de ser. O verdadeiro amante quer que o motivo de seu amor, o outro, seja feliz junto ou não a si. Já o apaixonado que ser, ele mesmo, satisfeito, custe o que custar ao objeto de sua paixão.


Uma relação à dois sem paixão carece de desejo sexual e as duas pessoas se tornam ou desinteressados um pelo outro ou são como irmãos. Mas, a característica da paixão é como a natureza que incessantemente se renova. Por isso a paixão tem seus ciclos, pois um fruto nasce, se desenvolve, cresce, gera novos frutos e perece. Ou seja, a paixão precisa se reinventar, como os ciclos da natureza, ou está destinada a fenecer.

O amor, é o que confere razão para a manutenção do casal, são os objetivos em comum, é a alegria de ver o outro feliz e bem, é considerar suas diferenças e contribuir para que sejam de alguma forma livres para se manifestar e também serem satisfeitas. Uma relação sem amor não é uma relação, mas sim um negócio egoísta (de ambas as partes) de interesse circunstancial que pode terminar de forma fria e brusca a qualquer momento quando pelo menos uma das partes atingir seus objetivos ou ver que a outra já não tem mais nada a contribuir com suas metas.


Astrologicamente a paixão está diretamente regida e relacionada com o eixo Touro-Escorpião, o eixo da manutenção da vida em todos os sentidos, desde a libido, os instintos de conservação até mesmo a questão financeira que é a sobrevivência social. O amor por sua vez está relacionado com o eixo Leão-Aquários, o eixo do amor, tanto individual quanto coletivo, tanto pessoal quanto fraternal, tanto voltado para uma pessoa quanto para um grupo de pessoas. Esses eixos são ortogonais, ou seja, fazem noventa graus entre si, ou, formam uma cruz entre si. É exatamente essa cruz formada por esses dois eixos que os esoteristas relacionam com a famosa Esfinge egípcia e sua misteriosa frase “Decifra-me ou devoro-te”.


Os signos dessa cruz são os signos “fixos” em Astrologia, ou Tamásicos, os mais diretamente relacionados com a vida material e concreta, com a estabilidade, manutenção ou conservação da vida, seja no âmbito individual, seja no âmbito coletivo. Faz sentido então considerarmos que a paixão e o amor serem o centro da vida e que esses mistérios devam ser decifrados ou então estamos sujeitos a sucumbir sob eles. Afinal, porque vivemos, na maioria das vezes? Porque queremos um bom emprego, ganhar dinheiro, ter bens que nos orgulhamos senão para agradar à uma pessoa especial em particular ou então agradar a um grupo de pessoas.

A forma como lidamos com a paixão e com o amor em nossa vida pessoal acaba por influenciar como lidamos com questões de natureza social e também espiritual.
Se em nossas vidas pessoais somos passionais assim também o seremos no convívio social. Se em nossas vidas pessoais somos abnegados e altruístas, também seremos da mesma forma no grupo de relacionamentos dos quais participemos.

Se somos egoístas e apaixonados por nós mesmos e nossas necessidades tendemos a não abrir a mente para compreender as necessidades alheias. Uma pessoa assim tende a viver mais, pois apega-se à vida material com unhas e dentes, mas vive mal, cheia de dores, rancores, sofrimentos e lutas.

Se somos abnegados e amorosos conosco mesmo tendemos a estarmos muito abertos para a vida e para a sociedade em geral. Uma pessoa assim, por seu desapego ao físico, tende a viver menos, mas vive bem, em paz e harmonia consigo mesma e com o mundo.

Da paixão individual surgem o fanatismo, seja por uma religião, por um time de futebol ou por um partido político. A mente se fecha, fica obtusa e não se busca a verdade de forma alguma, mas somente argumentos para se comprovar as ideias já existentes.


Via de regra a paixão conduz ao apego pelo poder, seja em que nível for, seja o poder sobre o cônjuge, desconsiderando ele como pessoa autônoma, livre e diferente, seja sobre outras pessoas antagonistas. Aqui a ilusão ou equívoco é a ideia de se “possuir” algo, pois com o tempo o objeto ou pessoa “possuída” acaba fenecendo, morrendo. Há que se ter espaço para “respirar”, para que o outro se mantenha vivo. Isso ocorre tanto nas relações amorosas quanto no plano social ou mesmo econômico. O capitalismo é um exemplo de paixão pelo bem, pela posse, pela concentração de recursos. A filantropia e o altruísmo são seus opostos e complementares e vêm equilibrar a Cruz Fixa Astrológica formada por Touro-Escorpião + Leão-Aquários, que a Esfinge egípcia representa.


No plano econômico por exemplo, se alguém atingisse o ideal da paixão pelo dinheiro, do capitalismo, que é ter concentrado todo o dinheiro do mundo resultaria no fim do capitalismo porque então ninguém mais teria dinheiro, bens ou posses para trocar comercialmente e tudo o que essa pessoa única tivesse não valeria mais nada. De que valeria ter trilhões de dinheiro se nada mais pudesse ser comprado? Não haveria circulação de dinheiro e aí o dinheiro perderia seu valor.


Por outro lado, vivemos aqui no físico e não podemos desconsiderá-lo. O plano físico é que nos abriga e nos proporciona não somente a satisfação de nossas necessidades básicas, mas também prazeres, alegrias e satisfações. Desconsiderar a importância do físico, do material e do concreto é um grande equívoco, pois é nesse “palco” que ocorre nossa evolução mais importante. Não existe nada mais importante na evolução espiritual que a vida material. Nesse momento da evolução de nossa humanidade o desenvolvimento espiritual se encontra no respeito ao Feminino Universal, à Natureza (tanto interna quanto externa), à matéria, pois é Ela que é o “arcano” ou “arca sagrada” que abriga em seu âmago, seio ou mistério interior, a Verdadeira Luz ou divindade, fagulha da Fonte Original. Em outras palavras, se buscamos Deus é na natureza ou na Deusa que o encontraremos, Ela é o altar de Deus manifesto. Se buscamos o amor, comecemos pela paixão, como bem ensina Letícia de Castro; se buscamos a luz, iniciemos por nossas fecundas sombras; se buscamos a saúde, olhemos para nossas doenças; se buscamos o “Paraíso”, caminhemos rumo ao “Inferno”, como o fez Jesus no Credo católico, antes de se sentar à direita de Deus Pai Todo Poderoso.


Mas, devemos sempre nos lembrar que a estagnação é a verdadeira morte. Vida sempre é movimento. Não nos fixemos apenas no amor ou na paixão, mas os alternemos, assim como o dia se alterna com a noite, o verão com o inverno. Deixemos a Roda do Ano ou da Vida girar! Nessa Roda se alternam os raios ou eixos da paixão e do amor e assim a vida flui perpetuamente.

Juarez de Fausto Prestupa

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Pela notação astrológica O salto quântico é quando o elétron desaparece de uma órbita e aparece em outra sem transitar en...