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quarta-feira, 27 de março de 2013

A Páscoa esotérica


A Páscoa esotérica


A Páscoa, na tradição católica, significa a “passagem de Deus na vida”, em outra instância refere-se à “morte de Jesus”, o Cristo da Era de Peixes.

O Ano Novo Esotérico

A Páscoa é “calculada” assim: a referência é o Equinócio de Outono aqui no hemisfério sul (ou o Equinócio da Primavera - o Equinócio dos Deuses, no hemisfério norte) - data em que o Sol ingressa no primeiro signo do zodíaco (Áries), iniciando o ano astrológico e esotérico. Então, procura-se a primeira Lua Cheia posterior para se comemorar a Páscoa, mas por conveniência usa-se o domingo seguinte.
Neste ano de 2013 o Sol ingressou em Áries no dia 20 de Março. A próxima Lua Cheia foi dia 27, quarta-feira, mas a Páscoa será comemorada no domingo dia 31.

A Páscoa Esotérica

Esotericamente a Páscoa reflete a tradição iniciática da manifestação do Espírito de Deus entre os homens, uma ocasião sagrada. É uma oportunidade ímpar de festejar com Deus e Suas Hostes. Precisa-se estar com uma ótima vibração espiritual para merecer a presença divina e também suportar a carga vibratória. Caso contrário, não poderemos “usufruir” da oportunidade por não estarmos receptivos, abertos e ressonantes às graças do Senhor.
É interessante observar que a Páscoa é uma celebração religiosa do início do Ano Novo Astrológico que também é o ano mágico, utilizado pelos antigos xamãs, druidas, pagãos, magos e esoteristas de todos os tempos. Na Tradição Esotérica o respeito e a veneração nos Equinócios e Solstícios são marcantes e indica sempre uma aproximação à Verdade, ao verdadeiro Poder, à Sabedoria, à Misericórdia e à Paz.
A Lua cheia ocorre quando a Lua se opõe ao Sol, tendo a Terra no centro. Assim, ela reflete totalmente a luz do Sol. O Sol nas tradições esotéricas simboliza a Vida, a Verdade, Deus; a Lua por sua vez simboliza a Natureza, a criatura, a criação e toda a humanidade.


O Coelho e os Ovos

Se pensarmos bem, veremos que a tradição do coelho de Páscoa e dos ovos nada tem a ver com a religião ou cultura católica (ou mesmo judaica). Estes símbolos pagãos foram absorvidos do paganismo do hemisfério norte. O costume ainda persiste de forma que as pessoas repetem a tradição sem que se questionem sua origem e significado.
A Páscoa então está relacionada com o Ano Novo Esotérico e no hemisfério norte marca o início da Primavera. É na Primavera que a Natureza, o aspecto feminino de Deus, se renova, desperta, renasce para a vida. É quando o coelho sai de sua toca com sua farta ninhada (simbolismo de fertilidade e beleza). Todos sabem que coelho não bota ovo, esta é outra simbologia esotérica adicionada à festa. O ovo também vem de sua simbologia ligada ao princípio da vida, à potencialidade de uma existência. É, simbolicamente, na Primavera que a vida vem à tona. Um ovo é a esperança de uma nova vida que se iniciará em breve.
Antigamente eram ovos de pássaros, pintados à mão, com motivos esotéricos e consumidos ritualisticamente.

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terça-feira, 19 de março de 2013

A nossa fé promove a morte ou vida dos deuses

Desde crianças nos acostumamos a pensar que somos quase que verdadeiras “marionetes” de Deus ou dos deuses. Acreditamos que nada podemos fazer a eles, que são inatingíveis e nós somos extremamente fracos e limitados.



Em artigos anteriores já estudamos sobre o poder humano de criação baseado na união de sua vontade consciente e seu sentimento. 
Existem filmes que retratam uma suposta influência da fé dos humanos sobre a vida dos deuses. Um destes filmes é “Fúria de Titãs”. Nele os deuses da mitologia grega estão morrendo porque as pessoas não os acreditam mais.
Usando seu poder criativo o homem pode alterar a condição espiritual dos deuses. Isso pode soar estranho e até como blasfêmia para alguns. Vejamos.
No Antigo Testamento a descrição de Jeová é a de um deus vingativo, cruel, violento, preconceituoso e genocida. Existe uma frase que representa bem isso: “Samaria será tida por culpada, pois agiu rebeldemente contra o seu Deus. Cairão à espada. Suas próprias crianças serão despedaçadas e as próprias mulheres grávidas deles serão estripadas” (Oséias 13:16)”. 
Hoje o Deus bíblico que nos é descrito é um Deus de amor, união, paz, justiça, misericórdia. Na verdade nos parece que o Deus do Velho Testamento é um e o Deus do Novo Testamento é outro. O que ocorreu é que Jesus influenciou a fé humana alterando o conceito e a prática da divindade. Um deus é algo idealizado, perfeito, reflete aquilo que o homem imagina que seja o melhor possível a se atingir, uma meta, a mais alta aspiração. Assim nos parece que a humanidade antes de Jesus era mais egoísta, violenta, cruel e imediatista, já a humanidade após Jesus se mostra mais benevolente, compreensiva, meditativa e misericordiosa. 
A tendência de nossa sociedade parece ser de não mais acreditar em Deus e seus emissários, é condená-los à morte, assim como Friedrich Nietzsche decretou em sua obra “A Gaia Ciência” (seção 108 e seção 125). 
A criação e a morte de uma divindade também parecem ser possíveis. A figura de Maria, mãe de Jesus no início do cristianismo era de uma mulher comum. Em 1475 o Papa Sixto IV concedia o título de “Imaculada Conceição” à Maria, em sua Bula Praecelsa e o Papa Pio IX a consolidou como dogma de fé em 1854. O “mérito” de Maria parece residir apenas no fato de ter sido mãe de Jesus e, principalmente porque os dirigentes católicos queriam conquistar fiéis dos cultos antigos. A “técnica” utilizada foi se apropriar das características das “deusas” que elegiam como adversárias e incorporar estas características em Maria. O que era incompatível se denegria e execrava. Assim ficou decretado o declínio e quase morte da Deusa Mãe greco-romana, da deusa egípcia Ísis, da deusa Astarte dos fenícios e da deusa Lilith dos antigos babilônios, todas com referências, luz própria e tradições milenares em suas culturas.

terça-feira, 12 de março de 2013

O Cristo Cósmico


O Cristo Cósmico


Para falarmos sobre o Cristo Cósmico se faz necessário definir antes dois conceitos que aparentemente já são de conhecimento geral: o que é o Cristo e também o que é a consciência crística.

Talvez a grande maioria das pessoas confunda Jesus com o Cristo. É importante que fique claro que a pessoa Jesus atingiu a consciência crística e assim se tornou o Cristo. A figura do Cristo existe desde a Criação. Ora, se Ele é o Filho do Pai Eterno, então também é eterno. Mais que isso, Ele também é divino, Onipresente e infinito. Ou seja, o Cristo não pode estar contido apenas no corpo de um homem, não pode ser morto ou sofrer tentações, não pode ter existido apenas em determinado lugar e tempo, para uma única cultura e povo. Jesus é unanimidade no mundo esotérico de que foi o mais exaltado mestre espiritual de todos os tempos e sim atingiu a consciência crística com todos os louvores e direitos.

A palavra “Cristo” vem do grego “Khristós” e significa “ungido”. Esta palavra por sua vez é uma tradução do hebraico (língua e cultura anterior à grega) “Masiah” (messias em português). Conforme nos ensina a Wikipedia, a palavra Cristo é um título[1]. Por sua vez, o conceito judaico do “messias” é de “um descendente do Rei David que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo paz ao mundo”[2].

Observa-se que a ideia central do verdadeiro conceito cristão é de PAZ E HARMONIA PARA O MUNDO (todo). Ou seja, não se localiza e nem se limita a um lugar geográfico, a uma determinada religião e nem mesmo a uma fé ou prática específica.

Compreende-se então que a consciência crística ou cristã não é egoísta, sectária, exclusivista, elitista ou mesmo preconceituosa. Pelo contrário, a verdadeira e original consciência crística é universal, coletiva, abnegada, solidária, fraterna, misericordiosa. Nela não cabem pensamentos, sentimentos ou atitudes de perseguição, julgamentos, preconceitos, anátemas, etc. A verdadeira consciência cristã ou crística é semelhante à de um pai amoroso que sempre compreende a limitação de seu filho, procura perdoar seus erros e orientar rumo ao crescimento e ao desenvolvimento. Este pensamento esteve presente nas mais diversas culturas e tradições do mundo antigo e primitivo. Esta é a mensagem que os “emissários” de Deus ensinaram ao homem desde sua criação.



Se o conceito de Cristo é coletivo, seu suposto contrário seria o isolamento, o sectarismo, o fechamento da alma e a solidão contra tudo e contra todos. Por isso se diz que o sentimento central de Cristo é o amor, que a tudo une, perdoa, orienta e envolve, ao passo que o sentimento supostamente contrário é o medo que nos fecha, nos torna inflexíveis, frios, distantes e extremamente agressivos.

Em última instância, a união que a consciência crística pode nos proporcionar é a união com o próprio Pai Celestial, Deus, princípio e origem de tudo e de todos. Ou seja, a evolução pode levar a criatura a se unir com o Criador, mas com uma diferença: esta criatura que em sua origem era inconsciente ela retorna ao Pai consciente de suas potencialidades e características, ou seja, retorna consciente do quanto tem em si do Pai e então da extensão e propriedades do Pai em todos os sentidos, planos e manifestações.

Como exalta um texto na Internet, nós não devemos nos vestir da consciência crística somente aos domingos ou na Páscoa[3].

Cristo e sua consciência nos levam para o amor incondicional e o compromisso para com a evolução daqueles que precisam de mais consciência. Isso nos conduz à prática da doação, da abnegação, do serviço e da entrega de sua vida a esta missão magnífica.

Cabalisticamente o nível crístico ou o estado de consciência crístico se origina na séfira Hochmah, da Árvore da Vida, no Mundo da Emanação. Nesta região celestial está o Arcanjo Raphael que concede a Glória (Hod). De lá é que vem o Logos Solar. O centro de atuação desta energia no Mundo da Criação é Tiphereth que por sua vez tem a vibração relativa ao planeta Vênus. Conforme os ensinamentos Gnósticos repassados pelo mestre Samael Aun Weor o sacrifício pela humanidade confere ao ser a iniciação venusiana e este é o caminho rumo à luz, este ser então atingiu o “segundo nascimento”. Forçosamente para que a energia ou consciência crística (ou cristã) chegue à Malkut (universo onde vivemos) no Mundo Manifestado tem como passagem Yesod, o Fundamento, no Mundo da Formação.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Entre Deus e o homem

Normalmente a intermediação entre Deus e o homem é confundida com o sacerdócio. Mas, nem sempre o sacerdócio é necessariamente a intermediação espiritual. Isso acontece porque existem religiões que não aceitam esta intermediação, então o sacerdote é na verdade um propagador da religião em si, um divulgador e orientador, um doutrinador.
Em épocas de escolha de novo Papa (católico) esta questão de um homem supostamente “santo”, representante e intermediário entre o homem e Deus vêm à mente. Nesta rápida introdução já se perceberá que não é todo tipo de religião que tem um “papa” ou senhor supremo e autoridade terrena representante de Deus.
Entre Deus e o homem, historicamente se colocam as religiões e os religiosos. O conceito de “pessoa santa” ou intermediário ungido traz consigo a exigência da experimentação da teofania que significa a manifestação de Deus em algum lugar ou pessoa: “É uma revelação ou manifestação sensível da glória de Deus, ou através de um anjo, ou através de fenômenos impressionantes da natureza”[1]. Historicamente pode-se indicar como tendo vivido teofanias: Buda, Moisés, Maomé e outros.  Uma das mais importantes teofanias conhecidas é a manifestação do Senhor a Moisés, quando o exortou a liderar a fuga do povo hebreu do Egito, conforme relatado em Êxodo 3.



Supondo-se que uma religião seja teísta (que acredita em um ou mais deuses), quanto à “característica divina” ela pode ser: monoteísta (acredita na existência de somente um Deus e ponto final, nada mais habita o “céu” junto com Ele), politeísta (acredita na existência de diversos deuses) ou mesmo henoteísta (acredita na existência de diversos deuses, mas com uma liderança suprema).
Quanto à concepção divina, a religião pode ser: panteísta (a natureza e Deus são a mesma coisa, tudo e todos compõem um Deus abrangente e imanente); panenteísta (o universo está contido em Deus ou nos deuses, mas o todo é maior do que as partes); pandeísta (Deus precede o Universo, sendo o seu criador e, ao mesmo tempo, é sua Totalidade); monista (unidade da realidade como um todo - não existem realidades separadas) e, finalmente, deísta (admite a existência de um Deus criador e a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais sem interferência divina).
Observa-se que os deístas acreditam em um Deus que não interfere na vida humana. Estes não reconhecem pessoas ou livros “inspirados” por Deus, dogmas ou tradições. Eles abordam a questão divina com razão e lógica. Para eles Deus se manifesta através das leis da natureza. Sendo assim, para os deístas não existem sacerdotes ou rituais, nem anjos ou demônios, nem castigo nem prêmio. São nomes de destaque no deísmo: Aristóteles, Galileu Galilei, Isaac Newton, Thomas Hobbes, John Locke, Jean Jacques Rousseau e Voltaire.
No século XVI dentre outras reformas religiosas houve a Reforma Protestante, origem das igrejas evangélicas, levada a cabo pelo monge alemão Martinho Lutero. Esta reforma aconteceu em razão dos excessos cometidos pela autoridade católica e seu afastamento das origens. Questões de natureza sexual, financeira, política e de qualificação deixaram grande número de religiosos desgostosos. Lutero condenou o culto às imagens e revogou o celibato. João Calvino, na França, propôs que a salvação da alma ocorreria pelo trabalho justo e honesto e também defendeu a ideia da predestinação (existência do destino).
Como reação ao movimento protestante a Igreja Católica instituiu a catequização dos povos descobertos pelos jesuítas, a retomada da Santa Inquisição e a criação do índice de livros contrários a ela e proibidos de serem lidos.
A síntese das propostas de Lutero pode ser encontrada nas cinco “solas”: Sola Scriptura (a escritura sagrada é a única autoridade espiritual reconhecida) – nega que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação; Solo Christus (a vida e morte de Cristo é o único caminho para a salvação) – nega que esforços pessoais façam diferença; Sola Gratia (a salvação só acontece por graça divina) – o ser humano é um pecador decaído condenado; Sola Fide (fidelidade incondicional à Cristo) – nega qualquer mérito pessoal humano; Soli Deo Gloria (dedicar sua vida à glória de Deus por meio de Sua salvação) – nega a possibilidade de auto realização individual.
Citamos os principais conceitos religiosos conhecidos tanto para conhecimento do leitor quanto para estimular uma profunda reflexão sobre o tema: o quê você concebe existir entre o homem e Deus? Qual dos caminhos assinalados lhe parece mais adequado para você e sua família? E, você acredita que possa existir um único e universal representante de Deus na Terra?


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