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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sofrimento x Desapego

Vivemos hoje uma cultura do hedonismo pautada pela verdadeira fuga da dor, do sofrimento e das responsabilidades. Perdeu-se a noção de que o aprendizado, o desenvolvimento, a evolução e o progresso caminham juntamente com o esforço, com a dedicação, com o trabalho, com a responsabilidade. Alunos querem nota sem ter que estudar, funcionário quer férias e benefícios sem ter que se dedicar, empresários querem trabalho dedicado sem pagar salário adequado, os namorados exigem de seus pares o ideal sem se disponibilizarem a fazer por merecer, manifestantes exigem paternalismo do governo sem utilizar os caminhos democráticos e por aí vai ...

O fato é que vivemos uma cultura que valoriza as ditas “coisas boas da vida” e seu acúmulo, posse, controle e mesmo exibição.

O Marketing do comércio se aproveita, consciente ou inconscientemente, desta angústia das pessoas para conquistar suas atenções, interesses e disponibilidade para gastar dinheiro em busca do que assinale como segurança, alívio, estabilidade. O mesmo ocorre com algumas religiões que, além disso, ainda colocam “lenha na fogueira” aumentando o conflito ao exaltar o mal dos “pecados”. Como se Deus não quisesse que fôssemos felizes, tivéssemos prazer, alegria. Transformaram a alegria e o prazer em pecado, coisa supostamente condenada por Deus. E as pessoas ficam “entre a cruz e a espada”, compram ou não, se permitem ou não, acumulam ou não?

Nada na vida é fixo, eterno, controlado ou dominado permanentemente por quem quer que seja. Tudo é mutável, instável, inseguro, variável. A ideia de fixidez é equivocada e não se sustenta. Quem vive para se assegurar de que domina, controla ou tem posse definitiva de algo “bom” está fadado ao sofrimento, à dor e à angústia.



A questão central está no apego ao que supostamente é bom, belo e agradável, seja um dia de sol, seja a juventude, seja um amor, seja um carro, seja uma deia ou conceito, seja o que for. O problema não é o objeto desejado em si, mas sim o desejo de posse, controle, domínio e perpetuação daquilo. Aí sim reside o cerne da dor e do sofrimento. É aí que “pecamos”.

Nada na Criação é estável, fixo, definitivo. Lousier já dizia “No mundo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O próprio mistério da Criação é a transformação, a reciclagem, o constante e perpétuo mudar rumo a um estado melhor. O carro roda na superfície do planeta Terra que gira em torno do Sol que por sua vez gira ao redor do centro da galáxia que está em movimento pelo espaço infinito. Todo dia é sucedido por uma noite sempre, até que se altere. O que era bom passou a ser mau e vice-versa. O partido de oposição passou a ser situação e isso se modificará no futuro novamente. O que você pensa que é seu, seja carro, casa ou embarcação, na verdade não é e isso ficará evidente se não pagar seus impostos corretamente. O seu corpo não é seu, Deus o deu a você para que faça bom uso e Ele pode tomá-lo quando bem entender!



Se quisermos não sofrer devemos nos desapegar. Ao passar pelo campo, se vemos uma rosa bonita e por querer tê-la só para nós a cortamos no caule estamos matando esta flor que nasceu na natureza para todos. Ela certamente morrerá muito antes do que se ficasse lá na roseira.

Faça um exercício de imaginação, pense em seus problemas e visualize as situações sem seu desejo de manter as coisas como estão, imagine-se deixando a vida fluir, seguir seu rumo sem você querer decidir para onde ela deve ir. Observe que talvez os “estragos” imaginados não fossem tanto quanto imagina, talvez as mudanças pudessem até trazer coisas “boas” ou novidades interessantes à sua vida. Perceberá que a vida não acaba, pelo contrário poderá continuar de uma forma bem interessante.

O esforço que se faz para sustentar algo insustentável, para se manter posses e bens, desgasta muito nosso organismo gerando estresse, envelhecimento precoce, doenças, etc.. O desapego também é sinônimo de vida longa, prazerosa, alegre, harmonia e paz interior.
Para sermos felizes devemos aprender a deixar a vida fluir e não lutar contra ela. Afinal, Jesus não disse que Ele é o caminho, a verdade e a Vida? Lutar contra a vida é lutar contra o Cristo, contra Deus, contra nossa própria existência. De certa forma, lutar contra a vida é um jeito de suicídio gradativo, silencioso, sutil e “aceitável”, porém extremamente poderoso e eficiente.

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.”

Mateus 6:25-34


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O suposto materialismo

Para as pessoas que se importam com as questões de natureza espiritual ou mística existe uma tendência a se deparem com a ideia do conflito entre o espiritualismo e o materialismo. No materialismo muitas pessoas, talvez a grande maioria, se esquece de considerar as questões espirituais em suas vidas cotidianas para se dedicarem apenas para as ditas questões materiais (dinheiro, bens, prazeres físicos, etc.).



Sem dúvida não dar atenção ou considerar a espiritualidade é algo muito equivocado, visto que se trata de questões que não se corrompem com o tempo ou pela ação do homem, ao passo que as questões ditas materiais são sempre transitórias. O imediatismo prejudica um planejamento de vida voltado para o futuro que desta forma se torna muito incerto, ao sabor da sorte, ou do azar, e depois que as coisas não dão certo a pessoa então se lembra da espiritualidade para questioná-la.

Mas, o fato é que o chamado materialismo é um grande engano. Esotericamente sabe-se que a chamada matéria nada mais é do que o espírito manifesto e que tem neste mesmo espírito sua origem, razão e objetivo de ser. Ou seja, a “matéria” não é um sentido de vida em si, mas uma fração, um sinal do sentido maior. A chamada “matéria” não é má em si e muito menos boa, ela é o que é. Ela também não é “coisa do diabo” como muita gente prega. Não! A matéria nos proporciona coisas importantes para nossa evolução, principalmente o fato de termos um corpo físico e estarmos no plano físico onde se dá o processo evolutivo, coisa que não ocorre em outros planos ou realidades.

O grande problema do suposto “materialismo” não é matéria em si, mas o uso que se faz dela, seu verdadeiro “endeusamento” que a humanidade promoveu.

O dinheiro, grande e talvez maior símbolo do suposto materialismo, não é nada material, pelo contrário sua natureza é absolutamente abstrata, virtual, simbólica. Antigamente uma moeda de ouro valia seu peso em ouro e pronto. Depois o papel moeda (dinheiro) era um “vale” emitido por um banco central que mantinha reservas em ouro relativas ao valor total dos “vales” (dinheiro) emitido. Hoje não existem reservas materiais alguma, o dinheiro é apenas um símbolo de confiança de valor. Se a sociedade de uma hora para outra deixar de “acreditar” (questão de fé) no dólar, por exemplo, seu valor irá despencar. Você já havia imaginado que o símbolo do capitalismo, do materialismo, o dinheiro, tem sua força e poder por causa da fé?

Mas, vamos deixar de lado estas questões esotéricas, místicas e espirituais. Abordemos o materialismo à luz da ciência natural, a chamada “ciência dura”, da qual não fazem parte nem mesmo a Administração, a Medicina, a Psicologia ou a Filosofia. Em última instância a matéria é formada, em Física, de átomos. Os átomos por sua vez são compostos por elétrons, prótons e nêutrons, sendo que a massa (matéria) de um elétron é ínfima e o que podemos conceber de matéria mesmo de um átomo se encontra em seu núcleo que tem próton e nêutron. Mas, a estrutura de um átomo, que é a base de qualquer corpo material, é composta basicamente de seu núcleo e o elétron que gira em torno do núcleo a uma distância muito grande se comparada com as dimensões deste mesmo núcleo. É algo semelhante ao que acontece entre o sol e os planetas que orbitam em torno dele. Então, o “tamanho” do átomo é dado pela órbita do(s) elétron(s) de sua camada externa e não reflete a quantidade de massa ou matéria que tem. Um átomo tem muito mais “espaço vazio” em seu interior do que matéria ou massa. E assim as coisas tangíveis são formadas, por muito, mas muito mesmo, mais espaço vazio do que massa ou matéria. O que nos dá a sensação de solidez é resultado do eletro magnetismo, ou seja, algo nada material e sim energético.

“ ... se o núcleo do átomo de hidrogênio fosse ampliado até o tamanho de uma bola de tênis, o elétron estaria proporcionalmente a uma distância de 2042,9 m, ou o equivalente a 17 campos de futebol ordenados um após o outro pelo lado do comprimento, considerando o comprimento máximo permitido (120 m)!"

Fábio Rodrigues, professor de química do CEFET/MG no campus de Timóteo/MG



“Se imaginarmos o núcleo do átomo como tendo o  tamanho de um feijão, o átomo terá o tamanho de um estádio, e os elétrons vão ser como as pulgas pequenas voando freneticamente em algum lugar ao redor das arquibancadas. Estamos, de fato, envoltos por vácuo, e a proporção de vácuo para a matéria é ditada pela massa dos elétrons.”


Talvez tenha ficado claro que o suposto materialismo é um grande equívoco, que aquilo que se pode tocar não é de fato matéria, mas sim um tipo de energia, como dizia Einstein e muitos místicos espiritualistas. Para mais informações sugerimos os filmes “Ponto de Mutação” e também “Quem somos nós”.

Juarez de Fausto Prestupa


Visite: www.cienciaestelar.org.br

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Homeopatia – “A” Medicina

Sabe aquele “chazinho” que a vovó prepara? Ou então as garrafadas, os emplastros, canjas e semelhantes? Pois é, nós herdamos do conhecimento indígena, tido como “primitivo” e ignorante. Estes “remédios” caseiros se utilizam dos princípios ativos das plantas e por isso são chamados de naturais ou naturopatia. É a natureza (plantas e minerais) curando a própria natureza (a humanidade).

Na Idade Média o conhecimento milenar da Alquimia ganhou destaque e influenciou a Medicina da época, inclusive Paracelso. Na Alquimia existe um processo que se refere à extração do “espírito” das coisas, ou seja, à seleção do elemento vital e ativo com o objetivo de melhor aproveitá-lo. Em 1796 Samuel Hahnemann “cria” um tipo alternativo de Medicina, hoje conhecida por Homeopatia.



A Homeopatia é algo semelhante a uma fusão entre a naturopatia e a Alquimia. Nela se destacam os princípios ativos de suas fontes (plantas, minerais e outras fontes) e além disso se potencializam estes mesmos princípios. Ela “funciona” de forma semelhante às vacinas que inoculam no corpo humano um vírus atenuado ou inativo, “enganando” o corpo e fazendo assim que ele produza anticorpos contra aquele vírus que na verdade não está prejudicando a saúde da pessoa. Igualmente, a homeopatia age pelo princípio “similia similibus curantur” (semelhante pelo semelhante se cura) como proposto por Hipócrates (o “pai” da Medicina), ou seja, o tratamento se dá a partir da diluição e dinamização da mesma substância que produz o sintoma num indivíduo saudável.

Enquanto a alopatia (Medicina mais conhecida no ocidente) atua com “antídotos” (antitérmico, antibiótico, antiinflamatório, antialérgico, etc.) a homeopatia atua com os semelhantes. Enquanto a alopatia atua focando um determinado ponto específico da saúde (princípio da divisão do todo em partes) a Homeopatia atua no todo da pessoa, beneficiando as partes, como Hipócrates já preconizava há 2500 anos (estudar o doente e não a doença).

Muitas vezes um problema de saúde é conseqüência ou resultado de outra desordem anterior. Uma acidez estomacal, por exemplo, pode não ser curada apenas com antiácidos. Talvez esta acidez seja resultado de excesso de estresse, preocupação, nervosismo. E, mais ainda, este nervosismo pode ser resultado de uma educação excessivamente rígida. O antiácido removerá momentaneamente a acidez, mas deixará intactas suas origens. Já a Homeopatia atua tanto no aspecto físico da acidez quanto em suas diversas origens.



Enquanto a alopatia costuma ter suas seqüelas (cura uma coisa, mas pode prejudicar outra) a Homeopatia promove uma escalada constante e segura de saúde e harmonia orgânica, tanto física quanto psíquica. A ação da Homeopatia não depende de fé ou crença; ela não demora para agir, como muita gente pensa; ela não é fraca e sim extremamente potente. O resultado da Homeopatia, assim como na alopatia, depende do correto diagnóstico e correta prescrição. Desta forma, depende muito do terapeuta que irá avaliar a pessoa.

Em razão de anos pesquisando e fazendo uso da Homeopatia e de não ser terapeuta homeopata ouso afirmar que a Homeopatia age harmonizando problemas de saúde que trazemos em nosso DNA (de nossos ancestrais) e até mesmo pode atingir vidas passadas.
Os remédios homeopáticos geralmente são baratos, práticos de se administrar e via de regra são prescritos um de cada vez. As doses medicinais costumam ser apenas algumas gotas debaixo da língua. As crianças são as mais beneficiadas porque além da forma líquida (com álcool) também existe a forma dos remédios em glóbulos de açúcar que elas aceitam facilmente. As alergias dos pequeninos, por exemplo, são tratadas de forma simples e com resultados imediatos.

Hoje a Homeopatia é ensinada a preços acessíveis até mesmo em universidades federais, nos cursos de Medicina alopática, como é o caso da UFSJ - Universidade Federal de São João Del Rey (campus Divinópolis-MG). Para fazer este curso e se formar terapeuta homeopata não é necessário ser médico alopata. O curso todo tem a duração de quatro anos, mas se o objetivo for apenas o conhecimento pessoal podem-se fazer somente os módulos iniciais, o que é muito recomendado a todos.




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Religião do Futuro

Quando se fala em religião estamos habituados a buscar informações para que possamos entender na base das comparações. Então é comum querermos saber qual é o livro sagrado dela, quem é seu líder máximo, se é cristã, como ela chama seu Deus e como Ele é descrito. Outras curiosidades adicionais são acerca de como são os rituais e as práticas religiosas, se ela é monoteísta ou não, se acredita em reencarnação, se é “nova” ou antiga, etc.
Nos acostumamos a pensar nas religiões assim da mesma forma como nossa sociedade é dividida, com suas categorias sociais e econômicas. Existem três grandes ramos religiosos que são o cristianismo, o islamismo e hinduísmo. Consta que o cristianismo tem cerca de 2,21 bilhões de adeptos, o islamismo cerca de 1,63 bilhão e o hinduísmo 1,05 milhões. É interessante destacar que o número aproximado de ateus ou não religiosos é de 1,63 bilhões de pessoas, e o budismo tem cerca de 500 milhões de adeptos.
Mas, sabemos que o futuro de nossa sociedade será diferente considerando-se a atualidade. Este fato também será uma realidade quanto à espiritualidade, principalmente pelo fato de que a sociedade do futuro considerará a espiritualidade em todos os seus ramos de atividade, mais do que isso, será a consciência espiritual que guiará os destinos das pessoas, empresas, países e toda a humanidade.
Se hoje temos perseguições, lutas e confrontos por causa das religiões, se ontem tivemos guerras e carnificinas por diferenças religiosas, isso fará parte do passado triste da humanidade. A espiritualidade do futuro, como já é possível se divisar, será de harmonia, de ecumenismo, de união, compreensão e cooperação.



É possível que em respeito aos costumes, tradições, hábitos e práticas centenárias das variadas religiões, a religião do futuro se apresente de formas um pouco diferentes, adaptadas àquelas outras mais antigas. Mas, uma coisa é certa, se “na ponta” da história passada ela irá respeitar as origens, na “outra ponta” ela irá focar as Leis Cósmicas Universais por serem elas eternas, imutáveis e isentas de erros, equívocos e também não foram concebidas ou interpretadas pelo homem que é falível e imperfeito. A observação da ação destas Leis Universais na Criação, tal como é sugerida no Zen Budismo e diversas parábolas dos mestres, será uma forma para se “aferir” constantemente o nosso conhecimento e alinhamento com elas. O “livro da lei” será a própria Criação.
As Leis Cósmicas Universais podem ser estudadas, compreendidas e vividas didaticamente de uma, três, sete e doze formas principais, da mesma forma que estão distribuídas as letras hebraicas e os elementos astrológicos. A Cabala é uma boa forma de se estudar e conhecer estas Leis, mas a Astrologia nos fornece este conhecimento de forma muito mais acessível, clara, objetiva e prática. Mas, não se trata da Astrologia de “previsão do futuro”, do sensacionalismo e da falta de profundidade. Neste caso, trata-se da Astrologia que nos foi ensinada pelos guias espirituais de outrora, daqueles que vieram dos céus para instruir a humanidade desde os tempos primitivos até os dias de hoje, daquela Astrologia ensinada à Gilgamesh, aos egípcios e outros povos antigos.
Estamos falando da Astrologia iniciática, verdadeiramente esotérica, aquela que reflete as verdades cósmicas desde sua origem na Fonte Divina até a matéria mais densa. Falamos da Astrologia que nos ensina as Leis que regem a existência em todos os planos da Criação, Leis que são extremamente justas, corretas e irreparáveis porque são Perfeitas por serem a Vontade do Senhor.
A religião do futuro será total e absolutamente isenta de dogmas, doutrinas, preconceitos, proibições e julgamentos. Ela será voltada para o respeito ao livre-arbítrio, à orientação sobre a realidade das Leis Cósmicas em todos os planos e níveis e também sobre as conseqüências de não as seguir. Será uma religião de adultos, que respeita a inteligência e a natureza dos indivíduos. Não existirá mais intermediários divinizados, o que existirá serão professores orientadores apenas. O conceito de “pecado” será abolido porque é um equívoco que a humanidade criou. Também deixarão de ser apregoados os conceitos equivocados acerca do diabo, do inferno, do mal, das facilidades do Paraíso, das beneces do bem, da suposta “bondade” de Deus.
A religião do futuro será norteada pela luminosa e radiante Verdade Universal. A moral cederá espaço para a ética; a prática religiosa se estenderá para nossos lares, locais de trabalho, lazer e de convívio social. A vida, o trabalho, a mensagem e a obra de todos os grandes avatares (mestres espirituais) da história da humanidade serão reverenciados e servirão de referência. O que importará não será o conhecimento teórico desta religião, mas sim sua prática e isso ficará evidente na harmonia ou não da pessoa com a natureza, com a sociedade e com o cosmos. Esta religião do futuro na verdade não será uma nova religião, mas sim a humanidade adotará a religião eterna que é o verdadeiro caminho de religar o homem à sua Origem, o caminho de resgate da divindade humana perdida e do seu convívio harmônico com a Confederação dos Mundos. Esta religião caminhará rumo à ciência e a ciência caminhará rumo a esta religião, pois a verdade, a lógica, a ética, o respeito e a harmonia as reunirão. A Religião e a Ciência serão uma só, um só conhecimento e uma vida estelar.