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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Espiritualmente precisamos crescer!

Espiritualmente precisamos crescer!

Mensagem do Solstício de Verão de 2016

É chegado o momento de nossa humanidade começar a assumir a responsabilidade por seu futuro, sua realização, sua felicidade ou mesmo o contrário disso tudo.



Aparentemente é muito bonito, incentivado e aprovado fases como: “Entrego nas mãos de Deus” ou “Deus é Fiel”. Mas, será esse comportamento adequado para nossa evolução?
É fácil e muito cômodo “Entregar nas mãos de Deus” alguma coisa, assunto ou problema. Isso é se eximir da responsabilidade de buscar solução, é fugir das consequências. Afinal, se não der certo diz-se “Foi Deus quem quis assim”. Ou seja, é uma atitude de acomodação, de aceitação e de isenção de sua responsabilidade ou compromisso com a própria vida e a solução de seus problemas pessoais.

A frase “Deus é Fiel”, que se encontra estampada em diversos veículos e locais diversos, pressupõe que “Ele não nos falta”, “Ele cuida de nós e nossos problemas”.
Colocar a possível solução de nossos problemas nas “mãos de Deus” é jogar com a sorte, ou o azar, é uma atitude imatura, digna de uma criança que confia nos pais para lhe proteger, amparar, orientar e amar. Sim, porém os pais estão fisicamente ao lado da criança, a obrigação por cuidar dos filhos é garantida em leis e a infância passa.
Nossa humanidade se acostumou demais à condição imatura e infantil de dependência espiritual de um Ser superior para resolver seus problemas. Não que esse Ser não possa existir, mas será que Ele quer que permaneçamos dependentes o resto da vida, que não cresçamos?

É natural uma criança precisar e esperar que seu pais lhe resolvam alguns problemas, mas paulatinamente os pais devem permitir que a criança aprenda a resolver seus próprios problemas. Isso faz parte de qualquer manual de educação. Se os pais fizerem o dever de casa que o professor passa para o filho esse filho nunca irá aprender e não se preparará para a vida social e profissional futura. Então, a criança que não aprende se torna uma dependente do sistema, um parasita que não contribui e que muitas vezes até prejudica a sociedade em que vive.

Encontramo-nos na adolescência da humanidade terrestre, na fase de descoberta de nosso potencial e da tomada de decisão de independência paterna, de autonomia para a vida futura e de ousadia para se aprender, mesmo que errando.
Acreditar que Deus irá resolver nossos problemas ou nos amparar é bom até certo ponto. Confere esperança, acalanto e contribui para o “pensamento positivo”, uma certa fé na conspiração da vida para que tudo siga o seu devido caminho. De fato, isso é importante, existe sim uma lógica ou inteligência superior que a tudo ordena e dirige. Mas, nosso futuro ou destino não está fechado, determinado e é inalterável. Se assim fosse não teríamos o “Livre Arbítrio”, não havia mérito evolutivo e muito menos crescimento ou desenvolvimento espiritual. Seria como uma escola que não tem provas para seus alunos.

Viver é como andar por um túnel, cada pessoa tem o seu túnel individual, com suas regras, leis, características, direção e dimensões específicas. Cada pessoa pode escolher se prefere caminhar por seu túnel pela parte de cima, de baixo, à esquerda, à direita, pelo centro, mais rápido, mais devagar, não andar, etc. Aí reside seu Livre Arbítrio e seu túnel é seu caminho irrefutável. Podemos aprender lições alegremente, ouvindo os mais experientes e sábios, ou aprender sofrendo, ou, ainda, não aprender lição alguma e seguir sofrendo pela vida e imaturamente sempre jogando a culpa ou responsabilidade nos outros.

Aleister Crowley disse ter recebido a instrução do Anjo Aiwass de que o tempo de Osíris havia terminado e que agora é tempo de Hórus. Osíris é o deus egípcio que reina no Mundo dos Mortos e Hórus é seu filho com Isis que vivia entre o seu povo. Hórus era o representante de Osíris no mundo “físico” da mitologia egípcia, enquanto que Osíris era o representante sutil do Deus Imanifesto “Rá” (que por sua vez era o representante do Deus Incognoscível “Aton”).
Ou seja, a mensagem subliminar é de que o “Filho de Deus” é quem deve reinar em seu plano e realidade a partir de agora. É chegado o momento de nos assumirmos como verdadeiros filhos de Deus, assumirmos nossa parcela de divindade e, principalmente, nossa responsabilidade para com o futuro tanto nosso quanto das demais pessoas que nos cercam.

Muitos esoteristas esperam receber a Luz do Pai, que um extraterrestre venha resolver os problemas pessoais ou coletivos da humanidade ou mesmo que um gnomo ou um feitiço ou simpatia façam facilmente o que eles querem. Mas, essa é uma atitude de dependência, de imaturidade e que não contribui com a evolução, tanto individual quanto coletiva.

Vemos regularmente em redes sociais como o Facebook postagens com frases como “diga amém e você verá o que acontece”, “compartilhe e sua vida irá mudar”, “acredite em Jesus que ele resolverá seus problemas”, ou coisas do gênero. Isso é inóquo e esse tipo de postagem só contribui para manter as pessoas iludidas, usando a boa vontade e a fé delas, explorando sua esperança e ao mesmo tempo sua passividade.

Os mestres, ascencionados ou não, não resolverão nossos problemas; os anjos ou orixás, não resolverão nossos problemas; os elementais e elementares não resolverão nossos problemas; a fé, o pensamento positivo ou a confiança em outrem não resolverão nossos problemas.
Precisamos urgentemente mudar esse quadro. Precisamos crescer, assumir nossos destinos em nossas mãos, tornarmo-nos protagonistas de nossas vidas, de nosso sucesso, de nossa realização. Precisamos ampliar nossa consciência sobre nós mesmos, nossa condição humana, nossas capacidades e limites e assim contribuir com a evolução de toda a humanidade.

É chegada a hora do Filho se manifestar em nós, de nossa espiritualidade parar de mendigar proteção, soluções e facilidades e se voltar para nossas missões. E, o “Filho”, não é algo diferente de nós, algo alheio e estranho, mas sim nossa única e verdadeira essência, aquilo que nos torna únicos, originais e com um sentido ou razão peculiar de viver, de estar aqui e agora.

Precisamos acordar para a realidade de que somos divinos sim e ao mesmo tempo humanos, uma característica original em todo o universo conhecido. Se o nosso corpo físico nos limita, nosso espírito nos liberta; se nosso corpo físico nos propicia estremos prazer com as coisas da matéria, nosso espírito nos regozija com experiências divinas e transcendentais.

Nossa humanidade está sendo convidada e esperada para participar consciente e ativamente na comunidade cósmica estelar. Assim como jovens adolescentes que são convidados a sair de suas casas e vizinhança para ir a bailes, a eventos ou viagens distantes, precisamos ousar crescer, assumir riscos e olhar para a frente e para o alto, acreditar em nós mesmos. Somente assim poderemos conhecer novos povos, novas culturas e novas formas de vida e de espiritualidade. Enquanto nos mantivermos nas barras da saia do papai e da mamãe, jamais desfrutaremos das experiências de uma outra realidade.

Ousemos caminhar com os próprios pés, ousemos assumir a responsabilidade de nossa realização e felicidade, deixemos de outorgar a outros a solução de nossos problemas.

Assumamos as nossas vidas e nossas missões!


Cumpramos e façamos cumprir a vontade do Pai aqui nesse plano e planeta, afinal, está na hora de assumirmos Seu legado, nossa Herança Divina.