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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Suicídio em gotas

Talvez o título deste artigo seja um pouco chocante e pareça excessivamente agressivo. Mas, o fato é que devemos encarar a realidade de frente, sem subterfúgios ou justificativas, principalmente quando o que está em foco é a vida, a saúde e o futuro.

Há algum tempo assisti o filme “Nosso Lar” e achei interessante o fato do Dr. André Luiz ter sido diagnosticado como um suicida por aqueles que o acolheram, apesar de em vida ele não ter praticado nenhum ato evidentemente suicida. No filme explicaram a ele que o fato de estar doente e não se tratar já é em si mesmo uma atitude suicida. O mesmo acontece caso a pessoa vá conscientemente se alimentando ou tendo atitudes que prejudiquem sua vida.

Na verdade, nossas vidas e corpos nos foram presenteados por Deus e devemos dar conta a Ele sobre o que fizemos com estes maravilhosos presentes que recebemos. Obviamente o suicídio, consciente ou não, de forma violenta ou não, é uma afronta à dádiva divina que é a vida. É um supremo ato de rebeldia contra a Criação e o Criador.

Além de nossas vidas não nos pertencer, elas ainda são determinantes para vidas de outras pessoas que podem aprender conosco, podem melhorar e crescer segundo os estímulos que lhes enviemos. Ou seja, temos uma missão conosco mesmos e também com aqueles que estão mais próximos de nós também. Um suicídio afeta não somente nossas possibilidades futuras como também as possibilidades futuras das pessoas queridas e próximas.

O suicídio como o realizado por André Luiz em vida é muito mais comum do que se pensa. Quantas pessoas se sentem mal, doentes, e não procuram por uma cura, por recuperar suas saúdes? Desculpas existem diversas: falta de dinheiro, falta de tempo, desconhecimento, etc. Mas, estas desculpas mascaram uma profunda falta de respeito da pessoa para com sua saúde, seu corpo, seu futuro e para com aquilo que poderia fazer para outras pessoas.



Mais grave ainda é o fato de sabermos conscientemente que fumar prejudica a saúde, comer carne vermelha é cancerígeno ao extremo, comer comida gordurosa é terrível para o organismo, se alimentar somente de produtos industrializados é terrível para nossa saúde. Todos já sabemos e constantemente notícias sobre estas questões nos vêm pela TV, pelo jornal, por revistas, pela Internet, pelo depoimento de amigos, etc. Mas, mesmo assim muitas pessoas insistem em persistir no hábito alimentar nefasto e tétrico.

Manter hábitos alimentares prejudiciais à saúde é o mesmo que cometer suicídio aos poucos, o mesmo que tomar veneno em gotas, o mesmo que se matar um pouco todos os dias. Devemos repensar esta atitude e nos perguntar: Porque estou fazendo isso se sei que é prejudicial? Eu quero mesmo morrer ou acelerar minha morte? Não estou vendo sentido em minha vida? Não amo meus familiares? A quem estou querendo prejudicar com esta minha atitude? Estou acabando com minha saúde e minha vida porque quero que alguém fique com remorso?

É muito difícil saber o que espiritualmente é considerado suicídio, mas seguindo este raciocínio é provável que a auto-anulação pessoal também possa se enquadrar como tal. Afinal, cientificamente é sabido que o câncer é uma doença somática. O maior número de casos de câncer ocorre com pessoas que guardaram mágoas e sofrimentos em suas almas, que não as colocaram para fora. Anular vontades, desejos, mágoas, sofrimentos, decepções, angústias, esperanças, etc. é matar algo de si mesmo. Afinal, estes sentimentos,  assim como outros, estão vivos em nosso interior, fazem parte de nossa realidade, da mesma forma que nossos sonhos, amores, ideias.

Será que não devemos repensar nossas vidas após esta rápida reflexão? Será que não envelhecemos mais em razão de constantes anulações, bloqueios, repressões?

Será que não estamos morrendo mais a cada dia porque deixamos que outras pessoas determinem nossas vidas, mesmo que isso não nos pareça adequado ou agradável? Será que não somos responsáveis por isso porque por não nos posicionarmos somos coniventes com tudo isso?


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