sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Astrologia funciona sim! - Carta à revista Super Interessante e seus leitores

Astrologia funciona sim!

Carta à revista Super Interessante e seus leitores

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." A. Einstein

Mal Começo – o que existe são pesquisas que não comprovaram suas hipóteses (que possivelmente eram falhas, equivocadas)


A conhecida revista Super Interessante, com conteúdo popular de teoricamente de natureza cientifica em sua edição 336, de agosto de 2014 traz como matéria de capa o título “Astrologia funciona (mas não como você imagina)”. A matéria atrai em razão de um título enganoso que induz o leitor a imaginar que se trata de, finalmente, ser uma abordagem mais séria acerca da Astrologia, mas que na verdade deixa uma evidente conclusão equivocada de que a Astrologia se trata mesmo de um bom e eficaz placebo, nada mais que isso.
Logo na “chamada” deixa claro que não tem compromisso com o tão divinizado “Método Científico” ao afirmar que “A ciência prova: não há relação entre o passeio dos astros e a sua vida”.
Bem, conforme o que existe de mais intrínseco em termos de “academia” hipóteses científicas nunca são “provadas” e sim corroboradas (fortalecidas, confirmadas), ou não – encontram-se ou não evidências que confirmam a hipótese original. Ou seja, o Método Científico é afirmativo sempre e não negativo, ele não pode ser usado para se negar seja lá o que for. Em ciência a falta de “prova” ou confirmação de que algo seja verdade não é prova de que este algo não seja verdadeiro apenas significa que a pesquisa não se confirmou.  O máximo que um verdadeiro e autêntico cientista pode afirmar ao final de uma pesquisa séria é que encontrou ou não fatos que corroboram a hipótese inicial. Por outro lado, em ciência, a verdade é sempre temporária ou provisória. Ou seja, a revista afirmar que a ciência “prova” que algo não existe é uma temeridade, uma afronta ao próprio Método Científico preconizado por muitos como infalível, perfeito e “divino”. A revista “falou” em nome da ciência sem nenhuma autoridade para isso, pode-se dizer que cometeu algo semelhante à falsidade ideológica, pior, expressou conceitos do “senso comum” em nome da ciência. Este início muito se assemelha ao que a chamada “imprensa marrom”, que não tem compromisso com a verdade e sim e apenas com o sensacionalismo e a venda em banca, faz se mostrando irresponsável ante ao seu leitor que possa ter o veículo como fonte de informação séria, madura e segura. Uma atitude semelhante a que algumas religiões de massa fazem, abusando da boa fé das pessoas.

O preconceito evidente

“O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Aristóteles

O senhor Denis Russo Burgierman, em seu editorial, parece orgulhoso ao escrever que não acredita em Astrologia e afirma “não haver lógica atribuir a formação da pessoa à posição dos astros na hora do nascimento” em uma evidente postura nada científica, pois afinal fala do que não conhece ou mesmo pesquisou, cientificamente falando, ele se manifesta em um editorial de uma revista que deveria ser científica com um discurso típico de “senso comum”, sem fundamentação ou argumento válido e comprovado por sua preciosa ciência. Ora, opinião ele pode ter, mas isso não significa que seja ciência. Em seu editorial, na linha 32, ele afirma que sua revista não faz pesquisas para reforçar aquilo que “já acredita”. Mas, isso é contraditório, uma vez que na segunda linha do mesmo editorial ele deixa claro “faz muito tempo que deixei de acreditar em astrologia”, ou seja, já tem seus paradigmas. Isso é uma evidente e total falta absoluta de isenção, algo extremamente contrário à uma pesquisa séria e condizente com o Método Científico.

                        Astrologia não é motivo de fé


Por outro lado, caro sr. Bugierman, aprenda que a Astrologia não é motivo de crença ou fé, pois é ciência. Então, não é necessário acreditar nela para que se possa desfrutar de seus conhecimentos. Uma pessoa pode não acreditar, por exemplo, que o homem foi à Lua, mas sua crença ou não neste fato não muda a realidade do que houve, por mais veementemente que ele assim o afirme ou argumente. Ante à esta posição irredutível e inflexível, o máximo que podemos fazer é dizer: “Se é assim que você pensa, então tá!” Quanto à Astrologia, acredite ou não quem quiser, ela não depende disso; aproveite quem quiser, for esperto e não for preconceituoso.
Caro sr. Bugierman, faça como um bom cientista: submeta-se à Astrologia para confirmar ou não se ela funciona consigo mesmo. Deixe de suposições sem fundamentos e corajosamente parta em busca de sua verdade interior. É para isso que a Astrologia existe, para o autoconhecimento. A chamada “previsão do futuro” é coisa inventada pela imprensa sensacionalista que lamentavelmente seduz muitos astrólogos. Consulte um bom profissional de Astrologia e ele poderá lhe revelar seus mais profundos e obscuros traumas, bloqueios, fantasias sexuais, medos, inseguranças e problemas. É claro que ele também poderá lhe assinalar seu potencial, habilidades e qualidades, além de poder dizer como foi seu nascimento, período de amamentação, primeiros anos na escola, vida familiar, adolescência, etc. Cumpra com sua missão virginiana de trazer realidades sutis para o plano físico, colocando-as ao serviço útil da humanidade. Faça este experimento e então divulgue-o em sua revista, também como matéria de capa. Assim você realmente estará prestando um serviço útil e verdadeiro tanto para seus leitores quanto para a ciência – não para a Astrologia porque ela não precisa deste tipo de coisa, ela é o que foi, é e será, eternamente.

Um pouco de ciência e sua suposta infalibilidade que lhe confere o “direito” de dizer o que é e o que não é verdade

“É um grande erro teorizar antes das provas, já que predispõe à capacidade de julgar.” (Arthur Conan Doyle)



A postura científica correta é de total humildade ante às verdades provisórias por ela estudadas e tanto o editorial quanto a matéria em si, assinada por Karin Hueck, demonstram certo desprezo arrogante e presunçoso contra a eficácia da Astrologia, em uma flagrante postura preconceituosa, intransigente e difamatória.
Antes de assumir tal posicionamento, talvez fosse conveniente os senhores Bugierman, Emiliano Urbin e a sra. Karin Hueck se lembrarem de quando a ciência já se equivocou diversas vezes e teve que se retratar ante à sociedade, tal como o belo conceito científico de que o átomo era indivisível.
A chamada “Revolução Científica” ocorreu como uma reação contra os desmandos, os excessos, as injustiças, os preconceitos e a subjetividade tendenciosa por parte de religiosos inescrupulosos e nada compromissados com a verdade e a isenção. Com valores e propostas de neutralidade, originalmente nasceu a Ciência Acadêmica no século XVI. Naquela época eram chamados de “modernos”, supostamente aptos para dar todas as respostas, emitir a verdade de forma isenta e ser infalível. Hoje percebemos que esta ciência acadêmica “moderna” não é tão moderna assim e nem mesmo infalível.

A antiguidade da ciência acadêmica e da ciência astrológica


Mas, considerando-se a antiguidade, enquanto a ciência moderna surgiu no Século XVI, Tamsyn Barton em seu livro “Ancient Astrology” (1994) afirma que existe um documento sumério do governante de Lagash, Gudea (2122-2102 a.C.) que relata o uso cotidiano da Astrologia em seu tempo. Um antigo texto babilônico, datado de 1800 a.C., traz uma relação de astros utilizados pela Astrologia. O mito de criação babilônico “Enuma Elish”, escrito em cuneiforme acádio e que data de 1.800 anos antes da era cristã também documenta o uso e conhecimento astrológico habitualmente utilizado. Ou seja, enquanto a ciência acadêmica e seus conhecimentos datam de 500 anos, a Astrologia está presente na humanidade pelo menos há mais de quatro mil anos! Ou seja, a Astrologia é oito vezes mais antiga que a Ciência Acadêmica. Como uma ciência tão “recente” se julga capaz de julgar e questionar outra ciência tão antiga e viva com sucesso até os dias presentes?
Mais ainda, no passado quem fazia uso dos conhecimentos astrológicos não eram pessoas simples, sem muito conhecimento e facilmente enganadas ou manobradas. Os reis, imperadores e faraós consultavam seus astrólogos na tomada de importantes decisões que envolviam a política, a economia e a guerra. Além de não serem pessoas despreparadas e inocentes, caso se sentissem enganados simplesmente determinavam a morte daquele que ousou enganá-los, assim a vida de embusteiros era curta. No entanto a Astrologia pujantemente chegou até nossos dias, passando por civilizações, culturas, perseguições, preconceitos e anátemas, religiosos e científicos.
Para quem crê que a Astrologia é uma ciência somente de interesse dos antigos e pessoas menos cultas é importante saber que na terrível guerra do mercado das ações financeiras (Bolsa de Valores) existem muitos profissionais que se utilizam desta ciência para os ajudar nas opções e decisões de compra e venda. São profissionais que lidam com um volume muito elevado de dinheiro, máximo símbolo de poder de nossa sociedade capitalista atual.

Astrologia e a Imprensa

A Super Interessante reincide em sua campanha difamatória da Astrologia, utilizando recursos escandalosos em termos de metodologia e apesar disso fazendo afirmações em nome da ciência. Assim foi com a matéria “Defesas contra a astrologia”, de Andrew Fraknoi, em junho de 1990. Mas, a revista já publicou outras matérias mais maduras e sensatas, sob a batuta de outros editores, como em “Astrologia: escrito nas estrelas”, de Reinaldo José Lopes, em setembro de 2006 (matéria na qual ele escreveu: “embora a ciência hoje seja uma inimiga feroz da astrologia, questionando seus princípios, ela tem uma dívida um bocado grande com a arte de ler os desígnios dos astros”) e também em “Astrologia: Saturno em oposição ao Sol”, de outubro de 1988.
Mas, a Super Interessante não é única revista da editora Abril nesta campanha contínua de perseguições e insistência de que a Astrologia seja apenas uma crendice. A ela se junta a revista Veja - “Guerra nas Estrelas”, edição 2201, de 26 de janeiro de 2011. Porém, outras revistas, de outra editora, apresentaram matérias mais sensatas, tais como a Galileu Especial no 1 – “Astrologia, ciência ou misticismo?” e também a revista Época, ano II, no 96, de 20 de março de 2000 – “Astrologia – a paixão nacional pelo universo dos signos”. A revista História – Biblioteca Nacional, ano 7, no 75, de dezembro de 2011, com matéria de capa “Astrologia, a mania que já foi ciência” talvez tenha sido a que apresentou um texto mais apropriado, neutro e coerente. Mesmo assim incorreu em um grande equívoco: identificou os antigos astrólogos e seus conhecimentos com a astronomia, não dando o devido crédito à Astrologia. Este erro ocorre por todo o universo científico e, em ciência, tomar um conhecimento sem dar o devido crédito tem um nome: PLÁGIO.
É interessante observar que apesar da tendência geral da imprensa ser contra ou no mínimo neutra quanto à Astrologia, o tema “Astrologia” sempre se faz presente em matérias especiais. Praticamente não existe um jornal sem sua coluna de horóscopo e quando surgem Copa do Mundo, eleições e expectativas de catástrofes lá vão os jornalistas céticos à busca de astrólogos. O sensacionalismo criado e sustentado pela imprensa é um desserviço à Astrologia.
A milenar ciência da Astrologia não tem que provar nada a ninguém, muito menos para uma ciência muito mais nova, presunçosa e preconceituosa. Se algum cientista quer provas, ele que as procure e seja feliz quando e se as encontrar.

Erros nas pesquisas sobre a Astrologia


Mas, uma dica: resultados errados ou negativos em relação à Astrologia possivelmente estão relacionados com a elaboração errada da pesquisa em si. Partir de pressupostos errados certamente levará a resultados errados.
Salvo engano de nossa parte, na Academia Científica somente são consideradas “ciências” as ditas “ciências duras ou naturais”, as que estão fora deste seleto clube são olhadas com desdém por físicos, matemáticos, engenheiros, químicos, etc. Mas, o interessante é que o que outorga este poder discricionário da ciência pragmática e cética é justamente o Método Científico. Este método tem sua origem no pensamento de René Descartes. Descartes foi um filósofo, considerado o “pai da Filosofia Moderna”. Ora, então o Método Científico surgiu das reflexões de um filósofo. A Filosofia nada mais é do que a reflexão sobre os problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ou seja, ela está muito mais próxima da espiritualidade do que do ceticismo. E, o mais interessante cientificamente falando, é que utilizando o próprio Método Científico concebido no seio da Filosofia é que as ciências exatas ou naturais não consideram a Filosofia como ciência. Irônico! Se fazem isso com a Filosofia o que se esperar da Astrologia?
Outro grande equívoco é olhar a Astrologia como se ela fosse a Astronomia. Não é. Apesar de quase que homônimas, são muito distintas entre si e não podem ser “medidas” ou analisadas com os mesmos valores, conceitos e instrumentos. Enquanto uma ocupa exclusivamente do aspecto físico e material das estrelas e planetas, a Astrologia tem outra natureza muito distinta. O objeto de estudo da astronomia é a matéria cósmica concreta e tangível e o objeto de estudo da Astrologia é muito adverso disso.
A Astrologia vai muito além e acima do horizonte da astronomia; é muito mais profunda e ampla. Os olhos da astronomia se dirigem apenas para o chão, enquanto que a Astrologia olha para frente, para os lados e também para cima. Enquanto a astronomia é uma ciência dos homens, a Astrologia é uma verdadeira Ciência Estelar.
Quem afirma que os astros influenciam a vida das pessoas possivelmente desconhece a real origem e natureza da Astrologia ou quer abreviar uma explicação complexa. Talvez fosse conveniente pesquisar mais e melhor sobre o assunto para não se confundir e nem confundir terceiros.
Um dos fortes argumentos dos astrônomos contra a Astrologia é que não existe influência física dos planetas sobre os seres vivos. Sim, isso é uma realidade incontestável, sendo a Lua a única que pode realmente exercer certa influência física detectável em razão de sua proximidade, além do calor e luz do Sol. Acreditar que os planetas influenciam as pessoas seria o mesmo que acreditar que se um relógio parar o tempo também irá parar.
Ora, a Astrologia não é, em absoluto, o estudo das “influências dos astros” como a imprensa afirma erroneamente e muito menos seu principal e mais importante foco é fazer prognósticos acerca dos desdobramentos futuros da realidade atual.

Cientificismo sério em relação à Astrologia


Para que uma pesquisa científica possa ser útil deve ser bem elaborada. Antes de tudo é necessário que se estude a fundo a questão, identificando as variáveis e não utilizá-las como sendo “desculpas” ou subterfúgios caso sua pesquisa não tiver obtido resultados satisfatórios. Isso é uma atitude infantil, covarde e nada profissional.
Quando se procura um médico pedindo remédio para uma simples cefaleia, como profissional que é ele certamente não irá prescrever qualquer remédio que seja antes de um exame minucioso, pois podem existir diversas razões para a cefaleia. O mesmo ocorre com o comportamento humano em relação às posições dos astros em um Mapa Astral.
Existem, didaticamente falando, dez astros que podem estar distribuídos em doze signos, e também em doze Casas Astrológicas. Ou seja, existe uma quase infinita probabilidade de combinações de posições planetárias considerando-se planeta a planeta, signos e casas. Além disso, estes astros fazem aspectos entre si de harmonia ou desarmonia, combinando suas características e consequentemente suas manifestações. Mais ainda, astros podem estar em movimento direto ou retrógrado, o que também altera a forma que os sentimos e manifestamos suas características.
Talvez tenha ficado claro para o leitor que um Mapa Astral é tão complexo quanto a personalidade ou a vida humana e que esta não pode ser reduzida apenas a um rótulo de a pessoa ser “virginiana” (Sol no signo de Virgem), por exemplo, como querem fazer crer jornalistas menos compromissados com a verdade (em que Casa? E os demais planetas?). Talvez tenha ficado óbvio que não é possível acreditar que todas as pessoas que tenham um determinado planeta em um determinado signo e casa ajam de forma igual. Isso não existe! Para uma análise séria tem-se que considerar o signo e casa relacionados com cada um dos 10 planetas (inclusive se têm outros planetas nestes signos e casas), os aspectos com outros planetas, decanatos em que se encontram, se estão diretos ou retrógrados, como e onde está o planeta regente do signo em que o astro se encontra (o chamado dispositor), inclusive seus aspectos, etc.
Ou seja, para se considerar a “virginianisse” de algo ou alguém, deve-se saber então que o Sol está no signo de Virgem, mas também é necessário se saber em que decanato? Em quê Casa Astrológica está este Sol em Virgem? Ele recebe ou estabelece aspectos com outros planetas e pontos astrológicos? Onde e como está (em termos de signo, casa e aspecto com outros planetas, direto ou retrógrado?) o planeta Mercúrio que rege ou dispõe de tudo que “acontece” no signo de Virgem? Também é necessário se analisar conjuntamente a Casa VI, analogada por Virgem (qual signo e planetas estão lá) e ainda o signo de Leão (qual cúspide de Casa Astrológica se encontra neste signo e quais planetas estão nele posicionados, considerando-se ainda aspectos dos planetas, movimento retrógrado ou direto, regências, etc.).
Ora, uma pesquisa desta não é algo simples e superficial como querem fazer crer as matérias jornalísticas sensacionalistas e sem compromisso com a verdade ou com o Método Científico por elas mesmas tão divinizado como perfeito. Aquele que se propuser a pesquisar a Astrologia deve dominar antes todos estes assuntos anteriormente (signos, casas astrológicas, planetas, planetas em signos, planetas em casas, aspectos entre os planetas, planetas retrógrados, regências planetárias de signos e casas, dispositores e decanatos) pelo menos isso (existem ainda muitos outros conhecimentos que o astrólogo faz uso para emitir seu prognóstico). Então, aí sim o pesquisador poderá ter uma ideia das variáveis a serem consideradas e só então poder construir sua hipótese em bases mais próximas da realidade e então acreditar que sua pesquisa possa ter algum resultado correto.
Sem o conhecimento e domínio teórico das variáveis não existe hipótese plausível. Além dos elementos citados, é importantíssimo que se compreenda que um Mapa Astral é a realidade integral e complexa de uma pessoa e, portanto, é sistêmico. A visão sistêmica não se dá bem com o Método Científico que segue no caminho inverso: enquanto o Método Científico segmenta, secciona, divide, fragmenta para entender, o Método Sistêmico une, junta, faz um amálgama para compreender. Entender é ver o aspecto de fora, compreender é sentir a realidade interna de algo ou alguém. Enquanto o Método Científico busca a isenção e o distanciamento entre objeto e observador, o Método Sistêmico propõe a integração a participação entre objeto e observador.

A ciência e a Astrologia


Muitos dos cientistas “modernos” eram astrólogos: Copérnico, Tycho-Brahe, Galileu, Kepler e Isaac Newton, por exemplo, mas os cientistas fazem questão de ocultar esta verdade. Da mesma forma, aqueles que acreditam que a Astrologia não condiz com a religião, não sabem que grandes e importantes astrólogos ao longo dos anos foram religiosos. Também temos que Santo Alberto Magno (Alberto de Colônia) considerou a Astrologia como “uma ciência legítima” e São Tomás de Aquino viu na Astrologia “ensinamentos complementares à visão cristã”.
Cientistas já tentaram “colar” o rótulo de pseudociência à Astrologia, mas este argumento apesar de repetidamente ser jogado contra a ciência astrológica, nunca foi aceita e nem o será. Isso ocorre porque se forem aplicados os conceitos científicos de Karl Popper, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend (Círculo de Viena) quanto à sua cientificidade a Astrologia poderia ser considera ciência! Isso nos prova exaustivamente a profa. Dra. Cristina de Amorim Machado (PUC - Rio) em suas pesquisas epistemológicas (a epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento) tanto de graduação em Filosofia quanto na sua dissertação de Mestrado (“A falência dos modelos normativos de filosofia da ciência: a astrologia como um estudo de caso” – Dissertação de Mestrado em Filosofia – abril de 2006). Ela conclui sua dissertação afirmando que: “O resultado dessa análise explicitou a insuficiência dos critérios propostos para excluir a astrologia do conjunto das ciências. Mais do que isso, esse resultado deixou claro que a astrologia ou é ciência, ou, se não é, esses critérios são inócuos”.
Se jornalistas mais afoitos em vender revista escrevendo em nome da ciência sem credenciais para isso passam por cima do Método Científico é provável que nas aulas de epistemologia estivessem jogando truco e tomando cerveja no barzinho da esquina da faculdade e nem saibam “o que é isso” e desconsiderem o valor desta pesquisa.
É uma pena que a redação de uma revista tão conceituada e que pode contribuir com a cultura e o conhecimento caminhe no sentido contrário à esta direção contribuindo para o obscurantismo, o equívoco, a perpetuação de preconceitos e inverdades.
Se não quiser manchar mais sua imagem de revista de ciência popular, a Super Interessante deve fazer o dever de casa, lembrar do banco da faculdade, rever os conceitos e práticas do Método Científico, reformular suas pesquisas e não insistir no que já está provado que resulta em algo insustentável e inverídico.
Até porque, Astrologia funciona sim! E quem afirma isso não é nenhum astrólogo em especial, mas sim mais de 4 mil anos de existência sustentável sem horizonte de evento que possa assinalar sua obsolescência.




Juarez de Fausto Prestupa

4 comentários:

Claudia disse...

Parabéns Mestre, vc sempre na frente!

Anônimo disse...

Nunca vou esquecer do dia em que fui publicamente HUMILHADA em sala de aula na faculdade (numa universidade pública, diga-se de passagem) por um professor que descobriu que eu também estudava astrologia e me viu com vários livros, dentre eles, alguns da Liz Greene e do Stephen Arroyo (adoro astrologia sinástrica/interpessoal) e só esperou uma oportunidade para em sua aula, utilizar a astrologia como "um exemplo de falsa ciência que se perpetua até os dias de hoje, ludibriando as pessoas e lhes tomando dinheiro". Detalhe que isso foi numa aula de ciências humanas. Não me manifestei na hora (apesar de todo mundo saber que aquilo era pra mim) más fiz questão de mandar-lhe um material com tudo o que eu conhecia até então de mais novo pesquisado sobre o assunto, em universidades como Stanford, por exemplo, além do histórico de grande cientistas que eram astrólogos, como os que você citou, que revolucionaram a humanidade e que também praticavam essa arte/ciência. Ele nunca se pronunciou a respeito.
Não sei se foi por esse fato especificamente, más eu só sei que até hoje, passados 3 anos desde o acontecido, os meus estudos astrologicos são praticados quase que em segredo! Me sinto na época da inquisição, como se a qualquer momento me pudessem taxar de maluca e me mandar parar de ler essas "Bobagens". (Até a minha mãe implica comigo por isso, é mole? kkk) É realmente impressionante como em pleno século XXI, a astrologia ainda seja marginalizada como é.... Porque não me digam que ela é popular e coisas do tipo porque desde que o Allan Léo nos fez o DESSERVIÇO de popularizar os malditos signos solares em detrimento dos demais planetas e lua, que a coisa só piora... Se tem uma coisa que eu ODEIO é quando alguém (que tem curiosidade e sabe que eu estudo astrologia) chega pra mim e diz: "Meu signo é tal... me fala como eu sou?" Eu começo a rir e depois tento explicar que o buraco é mais embaixo!...

ENFIM... digam o que quiserem, continuarei estudando e utilizando a astrologia na minha carreira (me formo em relações internacionais ano que vêm) e minhas necessidades pessoais.

PARABÉNS PELO SEU ARTIGO! Não conhecia o blog (andei dando um tempo dos meus estudos devido aos compromissos da facu e atribuições do dia a dia), más a partir de agora o ficarei acompanhando sempre que puder. Até ia comprar a revista (ainda que com os dois pés atrás, eles nunca são sérios mesmos quando o assunto é esse) más depois que li sua crítica nem precisei perder meu tempo.
E não se preocupe porque no que depender de mim (tenho 21 anos) a astrologia está beeem longe de se extinguir ou cair no ostracismo. Pretendo repassa-la aos meus filhos e que eles perpetuem aos seus netos o mais fascinante dos conhecimentos!

P.S - E utilizando um jargão bem popular: LACROUUU kkkkkkkkkk


=)

Um abraço,

Mariana Barreto.

Jaqueline Moura disse...

Excelente matéria! Adorei! Parabéns!

Maaurício Pedrosa disse...

Excelentes considerações. Parabéns, também mandei o meu protesto para a Super depois que vi a carta da Celisa Beranger. Todos os que estudam e trabalham com astrologia deveriam se manifestar diante dos preconceitos que cercam nossa ciência. Novamente, parabéns.

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