terça-feira, 3 de outubro de 2017

A Arte da Dança: Da Raiz ao Contemporâneo


Segundo o Hinduísmo, todas as coisas são parte de um grande processo rítmico de criação e destruição, de morte e renascimento, e a dança de Shiva simboliza esse eterno ritmo de vida e morte que se desdobra em ciclos intermináveis. Na plenitude do tempo, Ele destrói todas as formas pelo fogo e lhes concede novo repouso.


A Dança Cósmica de Shiva (o Rei dos Dançarinos, um antigo Deus indiano), representa a alternância e a complementação entre luz e escuridão, é a dança cíclica do movimento perfeitamente harmônico. Ela representa a criação do mundo. A Dança cósmica é o movimento perfeito que faz a vida sair do coração e conectar a luz do espírito, e depois integrar-se ao universo.

Para ser melhor entendido, vamos materializar o pensamento. No princípio da raça humana, criada através da energia cósmica, a lei natural do gênero, artes foram dadas a Guardiões: Yin, o feminino e Yang, o masculino. Ambos ganharam a arte do corpo. Yin ficou com a dança, ritmo e música e Yang com a força, a honra e a coragem. A arte para Yin é a dança e para o Yang são as artes marciais. A ambos podemos chamar de “dança”. A palavra dança é o mesmo que 'Mahol' em hebraico, sendo esta derivada do verbo 'hul' que significa "fazer movimentos circulares", "voltear". Segundo o Dicionário Aurélio significa “mover o corpo de modo cadenciado; saltar, mover-se, girar; não estar firme; ser volúvel”. A palavra dança tem origem do Francês antigo “dancier”, atual “danser”.


 As Guardiãs do Templo e o Sincretismo

Aqueles que tem a Arte queimando em seu coração são os Guardiões do Templo e as antigas sacerdotisas. No princípio de nossa história nesse planeta existiam (ainda existem) Guardiões dos Templos de Deuses e Deusas. Os índios dançavam para os Deuses, as mulheres do campo aprendiam a Arte da Dança, assim como nos países Asiáticos toda mulher deve saber dançar. Por todo o mundo sempre existiu uma dança local e primitiva e foram se adequando a novas técnicas aperfeiçoadas por outras culturas que foram se comunicando. Formou-se um sincretismo entre as danças dos povos. Daí nasceram as danças mais atuais. Um exemplo disso é o encontro entre a Dança Cigana com Dança do Leste (a Dança do Ventre que conhecemos, trazida pelos Franceses). A Dança do Ventre Ocidentalizada com danças de outras culturas trouxe para nós o ATS (American Tribal Style) que nos trouxe o Tribal Fusion, surgida na década de 90 na Califórnia. Com a Dança Tribal Fusion pode-se dançar todas as culturas e tribos. O Tribal Fusion trouxe a liberdade de criação na Arte da Dança.

Dançarinas do Stúdio de Danças May Zahara - Tribal Fusion - São Thomé das Letras MG

Professora dançarina May Zahara
Tribal Fusion - São Thomé das Letras MG
A Dança do Ventre (já sincretizada com jazz e balé ocidental) como base principal se mistura com o Flamenco e a Dança Clássica Indiana dando Origem a Origem do Tribal (ATS). Hoje se pode dançar de Hip Hop a Celta no Tribal, de Chorinho a Cabaré Burlesco, de Contemporâneo a Tango, de Trance ao estilo Egípcio. O Tribal Fusion trouxe para o mundo a Arte de Recriar, trazer algo da raiz de nossos antepassados até a atualidade. Ela é apresentada como sendo o sincretismo perfeito.  Isso não quer dizer que a raiz pura não exista mais. Existem escolas e famílias que mantem a dança raiz, dançarinos que procuram se apurar no princípio de uma cultura e praticar a dança mais ancestral possível.



Então podemos reparar o sincretismo na dança, bem como nos cultos, religiões, línguas, hábitos, gastronomia e até na cor da pele. Nosso futuro nos parece a volta às raízes com uma nova cara. Hoje muitas pessoas são adeptas a dança, uns para melhorar a saúde, outros para se sentirem belos, outros porque precisam o ritmo. Mas o principal de mais alto nível é o Guardião do Templo contemporâneo que dança com a alma e traduz o movimento da dança cósmica no físico através da música.  A dança traz muitos benefícios ao dançarino como percepção, concentração, ritmo, leveza, suavidade, criatividade, saúde, memorização, auto estima, conhecimento de raízes e tradições e muitos outros inúmeros benefícios.


Arte Marcial ou Arte da Dança? 

Xondaro - Arte Marcial dos índios Guaranis
Capoeira - Arte Marcial com Dança
Talvez possamos ver a Arte Marcial e a Dança ocorrendo juntos, como a Capoeira que é uma coisa só. Tal como a Capoeira é o Maculelê, ambos em sua origem eram uma arte marcial armada, mas atualmente é uma forma de dança que simula uma luta tribal, possui a arte da dança e a arte marcial trazendo traços da miscigenação cultural de um país. O Tai Chi Chuan é um estilo de arte marcial reconhecido também como uma forma de meditação em movimento, ou seja, uma dança. No Japão a Arte da Dança e as Artes Marciais são consideradas uma só. Os povos indígenas e as suas danças de guerra, por exemplo, o Xondaro (arte marcial dos índios Guaranis) pode exercer a função de luta ou de dança conforme as circunstâncias.



Elen Hanna e Steve Santiago professores em Varginha - MG
Atualmente existem escolas que trazem aulas de dança e também de artes marciais em um mesmo espaço. O Yin (água) e o Yang (fogo) juntos. Um exemplo disso, em Varginha MG, é o Espaço de Danças “Elen Hanna” com a Dança Árabe e a Escola Tradicional Shaolin com o Kung Fu. “Eu ensino para ele a ternura e delicadeza da Dança e ele me ensina a força e retidão do Kung Fu. Assim vamos equilibrando nossos corpos e mentes! Nosso Yin e Yang”, diz Elen.


Dança com Candelabro
Segundo Elen Hanna, o elemento fogo (Yang) esteve presente na Dança Oriental através da “Dança com Candelabro”. Seu nome egípcio é “Raks El Shamadan” e sua provável origem é grega ou judaica. É uma dança na qual a bailarina usa um candelabro de 7 a 14 velas sobre a cabeça. É uma dança antiga que fazia e ainda faz parte das celebrações árabes e egípcias de casamento, nascimento e aniversários. A bailarina, juntamente com músicos e outras bailarinas, faz um cortejo à frente dos noivos.  A intenção é iluminar o caminho, trazendo felicidade e celebrando a vida. Tradicionalmente a “Zeffa” (El zaffa, zaffe, zaffet ou zaffah significa algo como “procissão” e também é o nome de um ritmo) acontece à noite. Antigamente, esse cortejo saía da casa da noiva até a casa do noivo, sua nova casa. Hoje, o cortejo é feito no local onde acontece a festa! Músicos, bailarinos e bailarinas dançam e cantam a alegria de uma nova união, vida ou aniversário!

Bruce Lee ensaiando Chá Chá Chá
Foi Bruce Lee quem trouxe a Arte Marcial do Kung Fu para o ocidente na década de 60, ele também era dançarino. O Kung Fu na verdade se chamava “Wushu” e foi criado há pelo menos 4 mil anos, na Mongólia, depois se espalhou pela China. Bruce Lee além das Artes Marciais e o boxe era um ótimo dançarino de Chá-chá-chá, chegou a ganhar o prêmio de vencedor do campeonato de Chá-chá-chá a de Hong Kong de 1958. O Chá-chá-chá é um estilo de música originário de Cuba considerada uma derivação do Mambo. Bruce Lee ficou conhecido como ator e Mestre do Kung Fu no ocidente.
Tanto a dança quanto a arte marcial remetem ao espiritual, o espírito e a matéria juntos em plena harmonia.

Koichi Tohei, 10º graude Aikido e exímio praticante de danças tradicionais japonesas ensina que:
"Tradicionalmente no Japão, dança e artes marciais são consideradas como uma só arte. Os caracteres com que se escrevem as duas palavras são diferentes, mas a pronuncia é a mesma: “budô” (em japonês: 武道 - a versão moderna do antigo bujutsu, em japonês: 武術 , as artes marciais tradicionais). Um mestre de dança ou um ator enche o palco com a presença do seu “Ki” (O Qi, também grafado como ch'i na romanização Wade-Giles ou ki na romanização do japonês - é uma força cósmica que, segundo a cultura tradicional chinesa, criou e permeia todo o universo). Ele não olha para a audiência, pois está completamente ocupado em tornar-se um com a personagem. Totalmente envolvido no seu papel ele esquece o seu eu ordinário e a audiência é cativada. Só se pode fazer isto quando se unifica a mente e o corpo. Quando se estende o Ki é-se fotogênico de qualquer ângulo. É o equivalente visual a não ter abertura para o ataque.
 


Da Era das Cavernas para a Era Tecnológica

A dança é registrada nas paredes de cavernas em forma de desenhos na arte rupestre. No antigo Egito já se realizava as chamadas danças astro-teológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos. Dançava-se em ritos como casamentos e funerais. A dança é a expressão artística mais antiga, lá trás na pré-história dançava-se pela vida, a dança sagrada continha gestos místicos e acompanhavam os rituais. Na Idade Média o governo religioso católico condenou a dança (assim como condenou a expressão feminina) e qualquer arte feminina (Yin) se tornou profana, proibida e pecaminosa. Porém a dança ressurgiu na época do Renascimento junto com o teatro (Itália, século XV). A Dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do Teatro e da Música. A dança está associada às práticas mágicas), mas na maioria das danças hoje, o rito separou-se da dança.


Magia: antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem - arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, valendo-se da intervenção de seres fantásticos e da manipulação de algum princípio oculto supostamente presente na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas.

O século XVII é considerado o grande século do Balé, que dos salões passou a ser apresentado em palcos, dando surgimento aos espetáculos de dança. O Balé é atualmente muito usado em passos da Dança do Ventre ocidental. O Balé Clássico trouxe a Dança Moderna e hoje vemos esse Balé também na Dança Contemporânea (surgindo na década de 60). A Dança Contemporânea traz maiores emoções é uma dança onde as expressões da alma são criadas no palco e materializadas para a plateia. Hoje a dança possui figurinos, expressões e cenários diversos com ajuda tecnológica.


Os Quatro Elementos

Desde épocas imemoriais os sábios da humanidade ensinam que nesse planeta para haver vida é necessário a existência dos Quatro Elementos. A Numerologia ensina que a Unidade é o princípio Criador de tudo. Dessa Unidade partiram as duas emanações divinas complementares, conhecidas como masculino e feminino, Yin e Yang. A dança é Yin e a arte marcial é Yang, sendo assim possui os elementos da vida. Então os complementares se buscam e essa busca ou atração resulta na terceira realidade, pois tudo que está em movimento nesse mundo está vivo. 


Do encontro da dualidade surgem então os quatro elementos vitais: Fogo, Água, Terra e Ar que compõem toda a Criação. A Água cria a vida no útero da Terra com o poder do fogo e a flexibilidade do ar. Através dos quatro elementos podemos entender a arte da dança que contém em si o ar que representa a mensagem, a água que representa a emoção, a terra que representa os sentidos e o fogo que representa o espírito da vida.

As danças no estilo Ar são leves, soltas e harmônicas. As danças no estilo Água são emotivas, expressivas e contagiantes. As danças no estilo Terra são firmes, graciosas e acentuadas. As danças no estilo Fogo remetem à transformação, ao poder e ao fascínio.

A arte de dançar tem sido desenvolvida e sincretizada nos últimos tempos e os milagres que a dança pode trazer para o praticante nos planos físico, metal e espiritual é grandiosíssima. Dança é cura, é beleza, é a conexão com o Divino Primordial, a comunhão com a Totalidade, uma oportunidade para teofania (Teofania é um conceito de cunho teológico que significa a manifestação de Deus em algum lugar, coisa ou pessoa). Para o Hinduísmo nada no universo morre realmente, só há mudança de plano e padrão vibracional. A energia não nasce e nem morre, só é transformada. Assim é uma Dança, a Dança Primordial.



Letícia de Castro - Academia Ciência Estelar






quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O mistério do Cristo Solar

O mistério do Cristo Solar




Desde tempos remotos associa-se o Cristo como representante manifesto da Fonte, ou Deus, com a condição solar. Mas, como isso de fato ocorre? Essa associação é coerente?

No artigo anterior, O Sol Oculto, ficou explicado acerca da relevância espiritual de quatro sóis: 1) a representação solar na face da Terra, o Avatar, na figura de um humano, ou super-humano, relativo ao Mundo da Criatura, Material ou Físico 2) o sol visível no céu em torno do qual giram os planetas e que é a representação evidente da existência divina, relativo ao Mundo da Formação  3) o sol de nossa região galáctica, a estrela Sírius, relativo ao Mundo da Criação e, 4) o Sol Central de nossa galáxia, que é de fato o Sol Oculto, um Buraco Negro na constelação de Sagitário, relativo ao Mundo da Emanação.

O Sol representa sempre o centro a partir do qual emana e se mantém toda a vida e a criação. O Sol é também símbolo eterno de amor, justiça, saúde, vida e da mais elevada espiritualidade.

Podemos considerar o conceito da Fonte, ou “Deus”, como é conhecido, como: 1) Incognoscível, 2) Imanifesto e 3) Manifesto.

A concepção como Incognoscível o próprio nome já o diz, não conseguimos sequer conceber, imaginar, pensar, pois foge de nossa capacidade de compreensão. Poderíamos associar essa concepção com o número zero.

A condição de Imanifesto refere-se à Sua realidade antes de qualquer existência ou manifestação, de sua pré-existência, antes do Big-Bang ou Fiat Lux, na fase em que a Bíblia se refere quando afirma que “"No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas." Gênesis, 1, 1 e 2. Esse é um estágio preparatório da Criação no qual a expressão “o Espírito de Deus” é grafado em hebraico como “Ruach Elohiym” que por sua vez é relacionado pelos estudiosos ao “Ungido”, ou Cristo. No hebraico bíblico “Ruach” significa “vento” e pode ser entendido como “sopro divino” ou “pneuma” ou ainda “respiração”. Poderíamos associar essa concepção com o número um, pois é a Origem ou Princípio.


A condição de Manifesto ocorre na sequencia bíblica: “"Deus disse: "Faça-se a luz!" E a luz foi feita." Gênesis, 1, 3. Em João 1 encontramos que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. João 1:1-4 Essa é a passagem que evidencia o chamado “Fiat Lux” e sua associação com a manifestação da Fonte, ou Deus, e, ainda, com a vida e a luz “principal” para toda a Criação. Poderíamos associar essa concepção com o número dois, visto que a Criação é dual sempre (para que haja luz é necessário a presença, em iguais condições, do positivo e do negativo, para que haja vida é necessária a presença, em iguais condições, do masculino e do feminino, as forças elétrica e magnética são inseparáveis, etc.).

Sabe-se que o mistério central da divindade, e, por conseguinte do Cristo, é o Amor. Essa palavra parece ter perdido seu sentido e valor, principalmente como cerne das mais diversas religiões que chegam a matar, a perseguir, a julgar e aplicar a intolerância e o ódio em nome de uma suposta Fonte ou divindade amorosa.


O amor é a força de coesão, de união, que a tudo integra e harmoniza, que então participa do processo de juntar partículas esparsas até ir resultando em uma forma ou vida distinta. O amor é o fator essencial para a individuação, ou seja, do processo que se origina na massa sem forma e se conclui na diferenciação do ser que se torna imagem e semelhança de sua Origem. O amor é como que o “cimento” confere solidez e que mantém agrupados os elementos do concreto. A construção de uma casa ou edifício seria possível sem o uso do cimento, mas não permaneceria de pé por muito tempo. O que confere durabilidade à construção é o cimento. O que confere eternidade à vida é o amor.

É por isso que se existisse alguma força ou entidade que supostamente pudesse ser o poderoso antagônico da Fonte, ou Deus, na verdade seria a poeira cósmica, nada unificada, personalizada, individualizada ou mesmo poderosa.

As Leis Cósmicas que emanam do Princípio são perfeitas, eternas e transpassam planos chegando até a condição mais densa e material possível. Assim, a Lei Maior que é o Amor também se faz presente no plano físico. O astrólogo, alquimista, filósofo, teólogo e físico Isaac Newton descreveu em sua obra “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica”, publicada em 1687, sua “Lei da Gravitação Universal”. Essa é a versão científica, imperfeita e matemática para o Amor.


Segundo essa Lei a Gravitação Universal é uma força fundamental de atração que age entre todos os objetos por causa de suas massas, isto é, a quantidade de matéria de que são constituídos. A gravitação mantém o universo unido. Por exemplo, ela mantém juntos os gases quentes no sol e faz os planetas permanecerem em suas órbitas. Matematicamente expressa-se assim: “duas partículas quaisquer do Universo se atraem gravitacionalmente por meio de uma força que é diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa”.

Inicialmente então havia somente partículas atômicas, originada com o Fiat Lux, com a explosão do Big Bang que emanou matéria disforme em todos os sentidos. Didática e simplistamente falando, a força de atração do amor ou gravitação fez com que partículas atraíssem outras partículas formando então, ao longo de muito tempo, corpúsculos, asteroides e corpos maiores como planetas (Mundo Físico, Material ou da Criatura).

Em grandes regiões cósmicas de menor densidade, ou seja, são mais sutis e que tem a presença predominante de gases a força da gravidade, ou do amor, faz com que essas moléculas se atraiam umas às outras. A força resultante da pressão resultante da atração de grandes massas gasosas faz a temperatura aumentar fundindo átomos de hidrogênio transformando-os em hélio (processo de fusão nuclear). Nesse processo dois prótons (do hidrogênio) se fundem em uma partícula alfa (um núcleo de hélio), liberando dois pósitrons, dois neutrinos e energia. Os isótopos do hidrogênio são o deutério (D), que tem um próton e um nêutron em seu núcleo, e o trítio (T) que possui um próton e dois nêutrons.

Acontece assim: Inicia-se na fusão de dois prótons, com formação de um núcleo de deutério (dêuteron), um nêutron (responsável pela liberação de energia) e um elétron. Posteriormente, esse dêuteron formado se funde com um próton, originando o hélio-3. Esse hélio-3 realiza uma fusão com outro átomo de hélio-3 e dá origem ao hélio-4 e a dois prótons. E assim sucessivamente, com a formação desses e de outros elementos. Essas são reações em cadeia, ou seja, os produtos formados iniciam novas reações e podem continuar realizando fusões com outros núcleos. Esse processo leva dezenas de milhões de anos terrestres. Assim, a pressão aumenta a temperatura e a alta temperatura de um gás instável faz com que o conjunto entre em combustão. Está formada então uma estrela ou Sol (nosso Sol ou Sírius, Mundo da Criação e Mundo da Formação). O Sol transforma, em seu núcleo, várias centenas de milhões de toneladas de hélio, a cada segundo. Por isso ele é muito mais rico em hidrogênio e hélio do que a Terra.

Até aqui parece evidente a correlação entre o amor e a Lei da Gravitação Universal, pois ambos unem tudo e todos ao ponto de poder resultar na Iluminação física ou espiritual de uma criatura. Ou seja, uma estrela ou sol é a condensação de muita energia, poder e da melhor e mais sutil matéria existente. Um Cristo é o resultado do maior e mais puro e imenso amor que pode existir.

Pode parecer antagônico afirmar que o Buraco Negro seja um sol espiritual visto que um sol emana luz e calor e do Buraco Negro Nada é emanado. Mas, o princípio é o mesmo, a força do amor ou da gravitação universal.

Um Buraco Negro (Mundo da Emanação ou Divino) surge quando as forças de atração interna (amor ou gravitacional) entre seus átomos componentes se desequilibram com as forças de expulsão resultante das explosões (uma atrai e a outra irradia). É interessante observar que quando mais uma estrela explode emanando luz, calor e vida, seu núcleo também recebe o mesmo impulso ou força no sentido contrário (como se você quiser empurrar um carro e ao mesmo tempo estiver usando patins nos pés – Lei Física da ação e reação – Terceira Lei de Newton). Ou seja, quando mais uma estrela doa luz, calor e vida, mais força ela recebe de volta (lembra a famosa frase de São Francisco: “É dando que se recebe”).


Quando então a força de atração interna, somada com a força de reação das explosões são maiores do que a força de expansão e explosão da estrela diz-se que a estrela ou sol se colapsa em si mesma. Então tudo que compõe a estrela ou sol irá se fundir, o que tinha um tamanho imenso se reduz muitíssimo, formando uma massa altamente densa e com uma força gravitacional terrível. Algo como o equivalente a transformar a maior montanha da Terra em uma borboleta, mas mantendo o peso da montanha. Sua força gravitacional então, ou amor, será tanta, que atrairá inclusive partículas subatômicas como o fóton. Ou seja, nem a luz sairá mais desse corpo celeste, ele passa então a ser um poderoso ponto de atração de tudo que possa ser matéria, por mais sutil que seja. Daí o nome de “buraco negro”, pois não se pode ver nada dele.


Interessante observar que conforme a Teoria da Relatividade de Einstein quanto maior a massa de um corpo maior a força de gravidade (ou amor aqui para nós) e isso faz com que haja uma maior deformação do espaço-tempo. Ou seja, quando mais próximos à uma estrela e principalmente de um Buraco Negro menos as nossas conhecidas e triviais leis da Física se aplicam. Esotericamente falando, é o mesmo que transcender Saturno, regente do tempo e do espaço, grandes limites e máximo objetivo espiritual de nossa realidade. Ao mesmo tempo, transcender o tempo e o espaço é o mesmo que atingir a condição de divindade, ou seja, atingir a eternidade e o infinito.

Os buracos negros eram um grande mistério sugerido apenas pelos cálculos físicos mais avançados. Desde que foram teorizados pela primeira vez, em 1916, pelo astrofísico alemão Karl Schwarzschild, os buracos negros fascinam os cientistas. Se não há irradiação de luz como então se detectar um Buraco Negro? Simples, a sucção de matéria e gases que ele realiza deixa uma trilha fora de seu horizonte de evento (limite de sua poderosa força gravitacional). Além disso, os gases atraídos por sua poderosa força gravitacional pela fricção, deixam um rastro que pode ser detectado por câmeras com lentes de raio X, ultravioleta e também de rádio.

No centro de nossa galáxia, a Via Láctea, existe um Buraco Negro, o Sagitarius A (tem cerca de 4 a 5 milhões de vezes a massa do nosso sol), que é muitíssimo grande e supermassivo, mas existem outras centenas de Buracos Negros em nossa própria galáxia e também em outras.

Há uma teoria científica que afirma que um Buraco Negro, ou Sol Oculto, é um grande e poderoso Portal para outro mundo ou dimensão e que do outro lado existe um Quasar.


Descobertos em 1963, os quasares são os maiores emissores de energia do Universo. Um único quasar emite entre 100 e 1000 vezes mais luz que uma galáxia inteira com cem bilhões de estrelas.  Eles estão entre os objetos mais luminosos, poderosos e energéticos no Universo e podem emitir até milhares de vezes a energia emitida pela Via Láctea. Outra teoria afirma que como a luz não pode escapar do buraco negro supermassivo no centro dos quasares, a energia que escapa está sendo gerada do lado de fora do horizonte de eventos pelo estresse gravitacional e intensa fricção no material que está caindo.

Ou seja, um Quasar emana partículas cósmicas das quais pode ocorrer um novo ciclo de formação de corpos celestes, asteroides, planetas, sóis e outros buracos negros.

O que rápida e superficialmente se abordou nesse texto é conhecido cientificamente como “pulsação do universo” e no hinduísmo por “respiração de Brahma”.



Nosso objetivo foi demonstrar como a Lei da Gravitação Universal e a Lei Cósmica do Amor, idealizada na figura do Cristo Cósmico, em sua essência e efeito, são o mesmo mistério ou Força da Criação. E que o Sol Oculto é a origem e fim máximo do conceito de Cristo. 



Juarez de Fausto Prestupa
Academia Ciência Estelar

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O Sol Oculto - O Grande Arquiteto do Universo

O Sol Oculto  - O Grande Arquiteto do Universo




O sol, esotérica e cientificamente, é considerado a principal razão da existência e, consequentemente, da vida como a conhecemos. Ele centraliza ou se destaca em importância dentre os astros e é reverenciado por diversas culturas e tradições. Mas, existe uma grande diferença entre o sol visível e o sol oculto.

Dan Brown, em sua obra “O Símbolo Perdido”, aborda com maestria a importância do símbolo solar, o chamado circumponto (um círculo com um ponto no centro). Apesar do autor concentrar sua trama nos mistérios da antiga Maçonaria e nos brinca com extensa explicação sobre o uso desse símbolo primitivo.

Os mistérios mais secretos de antigas tradições fazem alusão à misteriosa Origem ou Fonte da vida ou da Criação e o símbolo usado, via de regra, é o solar.

O criador do zoroastrismo, Zoroastro, adotou esse nome em uma referência ao Astro Zero ou primevo, Original. Como que em uma tentativa simbólica de antropomorfização (dar forma humana) ao Sol Primordial.

Esse Sol Original, Fonte ou Primordial, também foi antropormofizado com Akenaton (o Filho do Sol). É Ele que então emanou ou Criou todo o Universo e, portanto, também é conhecido como Grande Arquiteto do Universo pelos maçons.


Do Sol emana tanto a vida física e material quanto a espiritual. Mas, nosso sol visível é apenas um pálido reflexo que representa no plano mais denso a Fonte ou Princípio.

Blavatsky afirma em sua obra “Ísis sem Véu” que: “Existe em algum lugar, neste vasto mundo, um livro antigo - tão antigo que os nossos modernos arqueólogos poderiam examinar-lhe as páginas durante um tempo infinito sem, contudo, chegarem a um acordo quanto à natureza do tecido sobre o qual ele foi escrito. É a única cópia original que existe atualmente. O mais antigo documento hebraico sobre a ciência secreta - a Siphra Dzeniouta foi compilada a partir desse livro, e isso numa época em que já o consideravam uma relíquia literária. Uma de suas ilustrações representa a Essência Divina emanada de Adão como um arco luminoso que tende a formar um círculo; depois de atingir o ponto mais alto dessa circunferência. A glória inefável endireita-se novamente, e volta à Terra, trazendo no vórtice um tipo superior de Humanidade. Quanto mais se aproxima de nosso planeta, mais a Emanação se torna sombria, até que, ao tocar o solo, ela é tão negra como a noite”.

Nesse ponto é conveniente se distinguir entre o Sol Oculto e o Sol Negro. A ideia ou concepção de Sol Negro é uma corruptela equivocada, de interpretação incorreta, do que seria o Sol Oculto. O Sol Negro utilizado por nazistas e satanistas busca se legitimar nos conhecimentos teosóficos, mas não podem estar mais distantes da verdade, pois em hipótese alguma o Sol Oculto se refere à uma impossível, incoerente e inexistente fonte máxima do mal, das trevas e da morte e, principalmente, que possa se antepor em termos de poder à Fonte Original normalmente conhecida como Deus.

Para nós que estamos aqui no plano físico, na quarta Ronda e na quarta Cadeia Planetária, o Fonte é “oculta” porque nós é que estamos distantes de Sua compreensão, para nós trata-se de um “mistério” e por isso “oculto”, somente concebido por alguns poucos.

O sol, sendo a Fonte da Criação, se faz presente nos diversos mundos dessa mesma Criação. Assim, o sol físico responde pela criação do mundo físico, mas tem sua fagulha ou origem no mundo anterior.

Nosso sol visível é uma imensa massa de fogo que aquece e ilumina. Para que exista o fogo é necessário que existam o combustível (masculino), o comburente (feminino) e a chama (princípio ou origem do fogo). Sempre uma trindade. A chama é o princípio de tudo e antecede a tudo. A chama representa o princípio espiritual que vem da Origem da Substância Primordial contém em si a essência de tudo, o “Pneuma”.

Na Cabalah estuda-se que existem quatro mundos: o Mundo das Emanações (Atzilut), o Mundo da Criação (Briah), o Mundo da Formação (Yetzirah) e o Mundo Físico, da Criatura ou Material (Assiah). A Árvore da Vida cabalística é composta por três colunas de séfiras, as laterais podem ser consideradas uma positiva, masculina e ativa e a outra feminina, negativa e passiva. A coluna central é a relativa à origem e fim, neutra e local de encontro harmônico das duas laterais. A coluna central contém quatro séfiras, cada qual relativa à um mundo.


Ao Mundo de Assiah, ou Material, temos a séfira Malkut à qual podemos entender que a representação solar cabe à um Homem que representa toda a humanidade, assim sendo o sol planetário.

Ao Mundo de Yetzirah, ou da Formação, temos a séfira Yesod à qual podemos entender que a representação solar cabe ao sol visível e conhecido.

Ao Mundo de Briah, ou da Criação, temos a séfira Tiphereth à qual podemos entender como sendo o centro espiritual de nossa região galáctica, ou seja, a estrela mais brilhante ou sol Sírius.
Uma galáxia é um grande sistema, gravitacionalmente ligado, que consiste de estrelas, remanescentes de estrelas, um meio interestelar de gás e poeira, e um importante, mas insuficientemente conhecido componente apelidado de “matéria escura”.

Ao Mundo de Atzilut, o Mundo das Emanações, temos a séfira Kether à qual podemos entender a representação solar oculta e que fica no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, na direção da constelação de Sagitário. Cientificamente considera-se que o exato centro da galáxia abriga um possível buraco negro denominado “Sagittarius A”. O movimento de nuvens de gases e de estrelas ao seu redor permitiu calcular a sua massa como sendo quatro milhões de vezes superior à massa do Sol, concentrada somente em uma pequena região, o que evidencia se tratar, na verdade, de um buraco negro supermassivo. Estudos indicam que as nuvens moleculares ao redor deste objeto estão sendo atraídas e, a medida que se aproximam do intenso campo gravitacional do buraco negro, passam a formar um disco de acreção e emitem grande quantidade de radiação. Embora não possa ser observado diretamente, observações radioastronômicas levantam ainda mais evidências de sua existência.


De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo partículas que se movem na velocidade da luz, podem escapar. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo, causada após o colapso gravitacional de uma estrela, com uma matéria astronomicamente maciça e, ao mesmo tempo, infinitamente compacta e que, logo depois, desaparecerá dando lugar ao que a Física chama de singularidade, o coração de um buraco negro, onde o tempo para e o espaço deixa de existir.

Kether está relacionada com o planeta astrológico Plutão, que representa a Vontade Inexorável de Deus. Também representa “O Mais Oculto e Poderoso”.


Afirma-se que esta Substância Primordial contém em si a essência de tudo o que contribui para a formação do homem; ela tem não apenas todos os elementos de seu ser físico, mas também o próprio "sopro de vida" num estado latente, pronto para ser despertado. Isto ela recebe da "incubação" do Espírito de Deus sobre a face das águas - o caos; de fato, esta substância é o próprio caos.
... O Sol, que vemos, a estrela central de nosso sistema, é apenas o reflexo, sombra ou casca do verdadeiro Sol Central espiritual. Para o próprio Sistema, o Sol é Buddhi, por ser o reflexo e o veículo do verdadeiro Sol, que é Âtman, invisível neste plano. Nesta reflexão estão todas as forças Foháticas.

"O ocultismo afirma que o Logos Solar é o regente de nosso sistema. Em A Doutrina Secreta, de Helena Blavatsky, está dito que nossas vidas são partes da vida desse Grande Ser e que o Sol é o seu coração, seu centro vital. Seu cérebro, segundo Blavatsky, está oculto por trás do Sol visível. As ondas da essência da vida fluem por meio de artérias e veias invisíveis. Os planetas são os seus membros. Do Sol a energia é irradiada para todos os centros nervosos do Sistema Solar. Ele é o reservatório de energia do nosso pequeno Cosmo." elucida Eduardo Weaver no texto: Ecologia Oculta, para o site da Loja Teosófica Liberdade (http://www.teosofia-liberdade.org.br/)

Podemos encontrar na internet um artigo intitulado “Cosmogênese”, de autoria de Hugo Martins, que dentre outras coisas afirma que:


“A Evolução propriamente dita ocorre no 3.º Trono, que é o Plano Físico ou da materialização do Oitavo Sistema (1.º Trono). Assim, temos o Sol Oculto e os Sete Originais como 1.º Trono, a formação do Sistema Solar no 2.º Trono e a do Sistema Planetário no 3.º Trono”.
... Por conseguinte, um Sistema Planetário é constituído por sete Cadeias que têm como Sol Central um Logos Original representando o Logos Único, e dirigindo cada uma dessas sete Cadeias tem-se um Logos Planetário, também chamado Ishvara ou Dhyan-Choan, que sendo Sete são as expressões manifestadas dos Sete Originais. O leitor poderá perguntar agora: qual é então a diferença entre Logos Solar e Logos Planetário, visto regerem-se pela mesma Lei séptula? Um é a projecção arquetipal do Logos Único no 2.º Trono, e o outro a manifestação do Logos Único (Oitavo Sistema) no 3.º Trono.
... É no 3.º Trono que o Eterno vai demarcando a Evolução geral através dos Ciclos, grandes e pequenos, onde cada Cadeia, Ronda, Raça, Sub-Raça, etc., tem o seu tempo registado no grande Relógio Cósmico. As próprias forças subtis da Natureza, os Tatvas, vibram obedecendo rigorosamente a horários. O mesmo acontece com os movimentos dos corpos celestes em suas órbitas. Também os Iniciados programam sempre determinados Rituais em consonância com o Ritmo Cósmico. E assim mesmo os acontecimentos de grande transcendência, tais como os Julgamentos de Fim de Ciclo, de começo e final de um Trabalho Avatárico, de determinadas Fundações Esotéricas, etc.


Posto tudo, é no 3.º Trono que pontificará o Supremo Arquitecto ou Visvakarman, expressando os valores do Sol Central do 1.º Trono na escala relativa à Terra. Segundo as antigas tradições iniciáticas, Ele é o Logos Activo conhecido como Jehovah, Grande Arquitecto do Universo (G.A.D.U.), etc. É assim designado por estar num Plano genuinamente em construção (posto a Matéria ainda não estar inteiramente formada, faltando realizar os três estados elementais), sendo o 8.º Logos Planetário relativamente aos 7 Espíritos Planetários dirigentes das 7 Rondas de cada Cadeia. Por isso é que os livros mais sagrados, particularmente o Livro de Duat depositado na Biblioteca Central desse Mundo, afirmam que “o Supremo Arquitecto caminha de Sistema em Sistema, de Cadeia em Cadeia levando até ao fim a jornada da Evolução”, por ser a expressão máxima do Logos do Sistema Solar (Para-Ishwara) que, como já vimos, é constituído por 7 Sistemas Planetários. Como sabemos, cada Sistema Planetário é formado por uma série de 7 Cadeias. Cada Cadeia, por sua vez, é dirigida por um Planetário de Cadeia (Ishwara), projecção do Planetário Soberanodo respectivo Sistema Planetário de que a Cadeia faz parte, o qual é o mesmo Ishwara exercendo funções supremas nesse Sistema numeral (no 3.º Sistema foi o 3.º Ishwara que é o mesmo da 3.ª Cadeia, por exemplo). O Planetário da Cadeia tem a coadjuvá-lo 7 Planetários de Rondas (Kumaras). Cada Cadeia é constituída por 7 Globos que são dirigidos pelos 7 Espíritos Planetários de Rondas, os quais são as projecções ou manifestações dos mesmos dos 7 Espíritos Planetários de Cadeias. Esses Kumaras Primordiais projectam-se na Terra como Kumaras Subsidiários ou Dhyanis-Kumaras relacionados à direcção e evolução das sete Raça-Mães; por sua vez, os Dhyanis-Kumaras projectam-se e actuam pelos 7 Dhyanis-Budhas dirigentes das sete Sub-Raças de cada Raça-Mãe. Sendo que cada Dhyani-Budha tem 7 Dharanis em sua volta, associados aos 7 Ramos Raciais de cada Sub-Raça, eles formam um Sistema Geográfico. Daí o número de Dharanis ser 49. Em suma, toda e qualquer modalidade de manifestação é sempre projecção de algo que está acima, agindo num processo numeral de Tulkuismo até chegar ao Logos Único que é a Origem de tudo o que existe manifestado.

Cientificamente sabe-se que o Buraco Negro é um poderoso e imenso portal para outro universo (um lado, um verso) e a “porta” do outro lado é um Buraco Branco ou Quasar também imenso.



Um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source ("fonte de rádio quase estelar") ou quasi-stellar object ("objeto quase estelar") é um objeto astronômico distante e poderosamente energético com um núcleo galáctico ativo, de tamanho maior que o de uma estrela, porém menor do que o mínimo para ser considerado uma galáxia. Quasares foram primeiramente identificados como fontes de energia eletromagnética (incluindo ondas de rádio e luz visível) com alto desvio para o vermelho (redshift), que eram puntiformes e semelhantes a estrelas, em vez de fontes extensas semelhantes a galáxias. Os quasares são os maiores emissores de energia do Universo. Um único quasar emite entre 100 e 1000 vezes mais luz que uma galáxia inteira com cem bilhões de estrelas. Um quasar é uma região compacta com 10 a 10.000 vezes o raio de Schwarzschild do buraco negro supermassivo de uma galáxia, energizada pelo seu disco de acreção.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O Amor como fator de desenvolvimento

O Amor como fator de desenvolvimento


Muito mais do que uma expressão bonita e politicamente correta, o amor é explicado pela Astrologia como um importante processo para a ressignificação psíquica da vida do indivíduo e sua realização

Pode parecer anacrônico se posicionar a favor do amor, em tese um conceito aparentemente falido, que está com seus dias contados. Principalmente se considerarmos que estamos na alvorada da Era de Aquários, rumo à liberdade e à integração de nossos costumes com a prática da “ficância” (me perdoem o neologismo). Nada contra a “ficância”, ou seja, a prática de se unir temporária ou momentaneamente à outra pessoa para um namoro mais íntimo, porém sem compromisso ou vínculo maior. Ao contrário, a meu ver a atual prática adolescente de se “ficar” me parece salutar no sentido da pessoa se permitir experimentar conhecer o outro e a si mesma de forma mais profunda e intensa, mas sem a obrigação de vínculo ou permanência. Afinal, o que é um namoro senão um “teste” de compatibilidade? Por que exigir um juramento eterno de união entre duas pessoas que não se conhecem e nem sabem se de fato serão felizes juntos?


Mas, por “amor” aqui não me refiro ao simulacro, a um simples e vazio jogo de palavras. Amor aqui é a decisão de se unir a outra pessoa porque se quer e se sente uma profunda identificação com o outro, não porque é necessário, porque a família quer, porque é melhor para a sociedade, porque se busca segurança ou realização financeira ou social. Hoje usa-se a palavra amor com um forte egoísmo escondido, buscando-se apenas o próprio prazer ou satisfação. O verdadeiro amor é doação, entrega, é o oposto do que muitos apregoam.

Costumo explicar para as pessoas que para se encontrar o outro é necessário primeiro que se encontrar. Para saber quem ou o que nos dará prazer ou nos fará felizes se faz necessário que descubramos como nós mesmos podemos nos proporcionar prazer e sermos felizes independentemente de com quem estejamos. Só podemos dar o que temos e uma relação a dois deve ser pautada pela troca justa, senão isso é simbiose, um processo patológico sutil de dependência, prisão e estancamento evolutivo para as duas pessoas envolvidas.


Não se pode esperar “um príncipe encantado” se não se é “uma princesa encantada”. Não se pode cobrar ou esperar que o outro adivinhe o que gostamos, o que nos faz feliz, o que nos realiza, o que nos dá prazer. Por outro lado, também não é justo esperar só receber na relação a dois, se faz importante também contribuir efetivamente com o prazer, a alegria, a realização e a felicidade do parceiro.

Na Ciência Estelar conhecida como “Astrologia” podemos compreender como o amor é importante em termos evolutivos. Mas, antes de abordarmos o amor em si é importante que abordemos a descoberta de si mesmo.

É hábito aos afeitos da Astrologia perguntar aos outros “qual é o seu signo”, afinal saber o signo da outra pessoa nos traz muito mais informações sobre ela do que seu nome. Mas, por trás da pergunta “qual é o seu signo” está a pergunta técnica “em seu Mapa Astral em que signo está o planeta Sol”?


Costumo explicar que o Sol em um Mapa Astral é como o motor de um carro, seu verdadeiro “coração”, enquanto o signo Ascendente representaria a lataria do carro, sua aparência externa. Astrologicamente, o Sol em um Mapa Astral representa a energia da pessoa, uma síntese de sua vida e características mais importantes. Mais além, o Sol representa também sua saúde, seu amor, seu brilho pessoal, sua felicidade, sua prosperidade, sua realização e sua verdade mais essencial e vital. Quando o Sol (realização, amor, felicidade, prosperidade) não tem espaço em uma vida atropelada pelas conveniências sociais, dos dogmas, preconceitos, costumes, tradições, ideologias, etc. então ocorre o processo de morte. Essa morte pode ser em vida, com a anulação da pessoa por fatores estranhos a si mesma, e isso ao longo do tempo vai se somatizando na forma de doenças até levar ao óbito.


O Sol principia a brilhar com mais força na fase da adolescência, regida pelo signo de Leão. Nesse período é quando descobrimos o que temos de melhor, olhando para nós mesmos, nos descobrindo enquanto indivíduos originais, autênticos e diferentes dos outros. Então, é quando percebemos que somos bons em alguma coisa, ficamos eufóricos com isso e queremos mostrar (brilhar) para os amigos o que de melhor temos, o que fazemos de melhor, buscando assim nos destacar em nosso grupo. É o processo de amar a si mesmo. Ao passo e à proporção que descobrimos quem somos, o que temos de melhor e então o que nos é mais importante na vida, tendemos a procurar a “nossa turma”, ou seja, pessoas com valores, hábitos, costumes ou habilidades semelhantes às nossas ou que as valoriza e aprova.

Assim, na adolescência, o amor por si mesmo, pelo que nos é essencial, nos leva a também valorizar a essência de outras pessoas semelhantes. Essência é vida e é amor. Se uma pessoa não se ama, não valoriza a sua essência, como pode esperar que outra pessoa vá amá-la ou amar a sua essência? Se uma pessoa não conhece sua essência como esperar a outra vá adivinhar isso? Se uma pessoa não sabe qual a sua essência como irá se aproximar de um grupo semelhante e nele encontrar alguém com maior afinidade íntima? Se não encontra afinidade íntima como pode chegar à realização íntima?


Porém, o Sol no Mapa Astral não representa apenas o indivíduo e sua essência. Ele representa a figura paterna também, como o indivíduo percebeu o pai e essa imagem ficou gravada em sua alma. A relação que a pessoa enquanto criança teve com o pai irá representar também o adulto que ela tende a ser, como ela verá a si mesma, sua vida, o amor e sua possível realização na vida, seja no âmbito social, profissional ou espiritual. A relação com a figura paternal (que pode ser representada por outra figura que não o pai biológico) é determinante para a vida da pessoa. Mais que isso, condicionará sua futura relação com figuras de poder e autoridade, tais como chefes, policiais, juízes, políticos, etc.. O psicanalista Freud abordou em seu trabalho a importância da figura paterna para o desenvolvimento infantil. Existem também livros best-sellers abordando a importância da figura do pai no sucesso dos filhos (como “Pais brilhantes Filhos brilhantes”, de Augusto Cury). Até mesmo um dos mandamentos mosaicos é “honrar pai e mãe” evidenciando que esse é um conhecimento ou verdade atemporal. Ora, quando um jovem tem problemas de relacionamento com o pai, isso é sinal de futuros problemas com autoridades, com a vida e com sua espiritualidade.


Uma importante e nem sempre lembrada simbologia do Sol é que esse astro, na Ciência Estelar, representa também nada menos do que Deus. Por isso, ser pai não é um ato biológico inadvertido. Ser pai é também ser um pouco Deus, dar vida a um ser, não só gerar uma vida biológica, mas também uma vida (equilibrada e brilhante) psíquica de uma pessoa e ser sua referência para a realização existencial. A relação que a pessoa tem com o pai refletirá na relação que ela terá futuramente com o conceito, imagem e referência divina.

A esse ponto imagino que o leitor esteja refletindo sobre como foi ou é sua relação com seu pai. Evidentemente somos todos imperfeitos e repletos de limitações, falhas e imperfeições. Então a pessoa pensa: meu pai não foi o pai ideal, minha relação não foi a ideal, então estou destinado a não me realizar, a não ser feliz no amor, a não merecer o amor de Deus? Costumo explicar que via de regra todo pai tende a buscar dar o que tem de melhor para seus filhos. Por mais imperfeito, ruim ou inadequado que ele seja ou tenha sido, muito provavelmente ele deu a seus filhos mais amor ou amor de melhor qualidade que ele próprio recebeu. Nesse ponto costumo convidar a pessoa a conversar com seu pai ou então com outras pessoas, perguntando sobre o passado dele, a criação que ele teve. Aí então poderá compreender porque ele é como é e o que lhe oferece.

Agora poderá surgir na mente do leitor a importantíssima pergunta “existe uma forma de se mudar ou melhorar a figura paterna ou solar na vida de uma pessoa”? A resposta, felizmente, é SIM, é possível se mudar ou melhorar a figura paterna ou solar na vida de uma pessoa. Mudando-se isso muda-se a vida dela como um todo, suas possibilidades de realização e de felicidade. A pergunta seguinte então é “COMO”?


Igualmente como se faz na Homeopatia em que “semelhante cura semelhante”, é justamente na representação do Sol, do pai, de Deus, que encontraremos a “cura” ou melhora dessa significação. Mais precisamente, é no AMOR, no verdadeiro amor, que podemos encontrar a cura para o desamor. Vale ressaltar aqui que o que comumente as pessoas chamam de “MAL” é na verdade desamor, é uma reação inconsciente atávica, que pode se tornar um hábito ou mesmo parte do caráter de uma pessoa, de um grito desesperado pela atenção, pelo respeito, pelo amor de alguém. Por isso o verdadeiro amor é condescendente, ele percebe que a maldade implora por amor, atenção, carinho, afeto, respeito, apoio.

Por outro lado, o amor é a única força capaz de mudar de fato as coisas, mudando a essência de uma pessoa. Mais do que uma palavra bonita e politicamente correta, o verdadeiro amor deve ser buscado e encontrado em nós mesmos, em nosso próprio Sol. Em todos nós existe uma pequena fagulha divina, uma pequena chispa de Luz, pelo menos um princípio de amor. Se isso não fosse verdade não existiria vida, pois amor é vida e vida é amor, afinal o amor é a força que integra e a falta de amor resulta em desintegração, fragmentação, esfacelamento, entropia. Mesmo na atitude violenta de um pai maldoso talvez seja possível encontrar um pouco de amor dele tentando educar o filho, de forma talvez inadequada, para não fazer algo que ele considere errado, buscando preservar assim seu filho de futuros dissabores como possivelmente ele experimentou amargamente em seu passado.


Lembrando que o Sol é amor e também a vida da pessoa, percebe-se a essa altura que a famosa frase do templo de Delfos não é tão estranha assim: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerá aos deuses e ao universo”. Ao nos colocarmos como foco de estudo, buscando nos conhecer melhor, podemos conhecer nossa porção divina e então conhecer não todos os “deuses”, mas pelo menos alguns deles, podemos assim dizer. Na proporção que temos consciência de nós mesmos, de nossa realidade profunda e essencial, descortina-se para nós a essência da vida semelhante à nossa, existente no universo. É assim que um bom terapeuta, astrólogo, iniciado ou pessoa feliz nasce, com o conhecimento de si mesmo. Quanto a isso, é mais do que enfatizado o fato de que a interpretação do Mapa Astral é a principal ferramenta para o autoconhecimento e esse é essencial para a realização e a evolução da pessoa, principalmente em termos espirituais. Descobrindo o que temos de melhor, nossa pequena porção de divindade, podemos refazer os passos de nossa adolescência, transcendendo os estímulos recebidos pela figura paterna, até porque por melhor que seja pode ter sido equivocada quanto a nós mesmos, era como nosso pai nos via (e apoiava e incentivada ou não) e não necessariamente como somos de fato.


A “saída” para o “beco da vida” se encontra dentro de nós mesmos, em nossa essência, na busca do “QUEM OU O QUÊ SOU EU”. Nessa busca devemos identificar até que ponto reproduzimos estigmas e rótulos que pais, parentes, amigos e sociedade nos impingiram, a despeito do que de fato somos. Quando chegarmos a esse ponto nos cabe não dar tanta atenção a comportamentos, pensamentos ou rótulos que trazemos do passado em nosso interior. Então, precisamos como um novo adolescente nos permitir sermos diferentes, agir de forma diferente, viver de forma diferente, valorizar o que temos de melhor e mais original em nosso interior, nos amarmos mais e melhor. Porém, isso não significa ser egoísta ou egocêntrico, pelo contrário, o verdadeiro amor busca irradiar suas qualidades para quem assim o buscar ou desejar, sem o impor. O verdadeiro amor respeita as essências alheias, principalmente se lhe são diferentes. O verdadeiro amor quer ajudar, contribuir, colaborar para melhorar a vida alheia e com isso se realiza, sente-se cada vez mais feliz. O verdadeiro amor é pura doação, como o Sol que nos banha constantemente com sua luz, calor e vida, independentemente se olhamos para ele, se reconhecemos isso ou mesmo se acreditamos nisso. É como os pais para o filho adolescente. Mas, ninguém dá o que não tem e nem se dá mais ou melhor do que se tem. Quando identificamos nosso brilho pessoal, nossa essência, nossa verdade e a valorizamos estamos alimentando essa luz que paulatinamente, pela constância e perseverança, vai aumentando seu brilho e sua força, ocupando espaço, espantando sombras, medos, inseguranças, traumas, bloqueios, etc. É assim que começamos a mudar para melhor o que recebemos dos pais: valorizando o que somos de fato e aquilo que mais nos torna felizes e realizados.


Mas, o grande salto evolutivo mesmo se dá quando decidimos pela etapa mais decisiva do amor que é a opção pela vida a dois, seja ela formal ou não, com bênção religiosa ou não. O encontro entre duas luzes, dois sóis, duas divindades, é algo mágico e poderosíssimo.


Diz-se que antigamente o Zodíaco tinha dez signos e não doze, como hoje. Mas, com a imaturidade (falta de conhecimento de si mesmo, de suas divindades) da Criatura (homem e mulher simbolizando toda a nossa humanidade) Deus então separou os casais e de um único signo regente e significando da Criatura então se fez dois, Virgem e Escorpião. O signo de Virgem regido pelo Feminino Universal, a Grande Deusa sempre imaculada, pura e jovem, representante da Criação; e o signo de Escorpião regido pelo Masculino Universal, o Grande Deus, poderoso, representante do Criador e forte. Virgem é regido por Lilith e Escorpião é regido por Plutão. Esses deuses representam o que existe de mais interior e profundo, do qual nós estamos distanciados, mas que se acessados nos conferem poder inimaginável, transformador e criador. Porém, a distância significa obscuridade e obscuridade dá medo pelo desconhecimento e isso nos afasta da verdadeira e divina Origem. Então, para ensinar harmonia e convivência colaborativa ao novo Casal Divino, de Gêmeos Espirituais, Deus criou o signo de Libra, o signo do casamento, da empatia, da concordância, da tolerância e do encontro harmônico dos princípios complementares.

Enquanto não se tem uma união estável, duradoura, verdadeira e profunda, é possível nos sintamos perfeitos, com “pequenos defeitos” apenas. Mas, quando por amor nos soltamos, nos abrimos e abraçamos uma relação séria, profunda, verdadeira, baseada no amor e na verdade, então começamos a descobrir nossas falhas, defeitos, imperfeições mais profundas. Mais que isso, descobrimos nossas limitações. E isso nos incomoda demais, principalmente porque queremos ser perfeitos para tornar a vida da pessoa amada perfeita, harmônica, pacífica, prazerosa, saudável. O incômodo com nossa imperfeição, com nossa limitação e dificuldades para poder melhorar a vida da pessoa amada motivada pelo verdadeiro amor realimenta esse amor que temos por nós mesmos e encontramos forças, soluções, ousadia e caminhos para mudarmos essencialmente, mudando assim a nós mesmos, nossas vidas e nossas possibilidades de realização. Por isso o casamento é considerado um sacramento, porque de fato ele é sagrado, não como instituição religiosa ou formal, mas sim por proporcionar o processo de fomento do fogo divino que há em nós a partir do amor que move os amantes.


Através da relação profunda, baseada no verdadeiro amor, entre duas pessoas, então pelo amor e com o amor se consegue RESSIGNIFICAR A FIGURA PATERNA, mudar esse arquétipo interior expandindo-o até os limites de nossa vontade. Então, ao invés de repetir o pai (de forma idêntica ou frontalmente oposta) nos percebemos como uma evolução dele, uma versão mais ampla, melhorada e até mesmo a realização de sua missão espiritual na Terra. E, aqui, é importante lembrar que conforme a Ciência Estelar o planeta Sol, bem como o signo de Leão e a Casa V, também representam os FILHOS. Será que queremos ser pais como nossos pais o foram ou queremos ser algo melhor? Será que queremos ter filhos assim como nós ou queremos filhos melhores, que sofram menos, que saibam mais, que avancem mais, que sejam mais felizes e prósperos? Novamente o amor motivando a evolução que partiu de si mesmo, passou pelo apoio evolutivo mútuo, chegou à família, célula mãe da sociedade e acaba desaguando nessa mesma sociedade para a qual geramos e educamos nossos filhos.


É assim que contribuímos para a formação de uma sociedade melhor, para um futuro melhor, começando por nós mesmos e trabalhando coletivamente. É com atitudes, firme decisão, autoconhecimento e principalmente muito amor é que podemos de fato mudar vidas, tanto as nossas como a de outras pessoas; é assim que podemos de fato mudar nosso futuro e nossa sociedade.


Juarez de Fausto Prestupa
Academia Ciência Estelar

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