Desde a Grécia Antiga a humanidade já se identifica com
extremos de comportamento. Algumas pessoas falam do conflito entre materialismo
x espiritualismo, ou entre ciência x religião. Outras abordam o assunto em termos
de processamento mental pelo hemisfério esquerdo ou direito do cérebro. Existe
uma tendência para estas visões de mundo se aproximem também das chamadas
visões masculina x feminina.
Analisar o comportamento ou pensamento desta forma
dicotômica parece algo reducionista demais e isso é motivo de crítica por parte
de muitos profissionais. Argumentam que a variedade humana é grande e que não
se pode reduzir a multiplicidade da psique humana em apenas duas visões. Sim, a
crítica processe, mas por outro lado, querer estudar o ser humano em toda a sua
complexidade e extensão é algo que nem em curso inteiro de Psicologia, por
exemplo, uma pessoa dá conta. Cada ramo da Psicologia é praticamente infinito
em si mesmo.
Então, utilizarmos didaticamente, para através de um esquema
reducionista sim entender grupos de comportamentos, pensamentos e sentimentos
nos ajudará a entender melhor as pessoas e nós mesmos.
Assim sendo, refaço a pergunta: Você é do grupo de pessoas
que tendem mais para o hedonismo ou para o estoicismo?
O site da Wikipedia assim define hedonismo[1]:
O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou
doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura
fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
O
significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado
original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a
busca egoísta de prazeres materiais. Com esse sentido, "hedonismo" é
usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.
Ora, então por este termo “hedonismo” entende-se o
comportamento de pessoas que só se ocupam em levar vantagem, obter o máximo de
prazer possível e fugir de trabalho e obrigações como se foge da morte. Em
linguagem popular é “aquele que não quer nada com nada”, que tem preguiça de
pensar e não quer se preocupar, que escolhe sempre o caminho mais fácil.
Já sobre o estoicismo [2]o
site Wikipedia assim define:
O estoicismo (do grego: Στωικισμός)
é uma escola de filosofia helenística fundada em Atenas por Zenão de
Cítio, no
início do século III a.C.. Os estóicos ensinavam que as emoções destrutivas
resultavam de erros de julgamento, e que um sábio, ou pessoa com "perfeição
moral e intelectual" não sofreria dessas emoções.[1]
Os
estóicos preocupavam-se com a relação activa entre o determinismo cósmico e a liberdade humana, e com a crença de que é virtuoso manter uma vontade que esteja de acordo com a natureza...
Estóicos
mais tardios, como Séneca e Epicteto, enfatizaram que porque a
"virtude é suficiente para a felicidade", um sábio era imune aos
infortúnios. Esta crença é semelhante ao significado de calma
estóica, apesar de essa expressão não incluir as visões "éticas
radicais" estóicas de que apenas um sábio pode ser verdadeiramente considerado
livre, e que todas as corrupções morais são todas igualmente viciosas.[1]
O
estoicismo foi uma doutrina que sobreviveu todo o período da Grécia Antiga, até ao Império Romano, incluindo a época do imperado Marco Aurélio, até que todas as escolas filosóficas foram
encerradas em 529 por ordem do imperador Justiniano I, que percepcionou as suas características pagãs, contrária à fécristã[2][3]
... O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole
e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas, a filosofia defende
que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão
universal (logos). Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a melhoria da
ética do indivíduo e de seu bem-estar moral.
Percebe-se que pelo conceito estoico o hedonismo prejudica a
razão e consequentemente a compreensão. Isso resulta que com o Hedonismo a
pessoa não entenderá sua vida e então sofrerá as agruras das frustrações,
decepções e confusões naturais disso. Ou seja, exatamente aquilo que os
hedonistas mais detestam. Não é interessante?
O Estoicismo anuncia que o conhecimento liberta, traz paz
interior, plenitude e tranquilidade ao mesmo tempo que o Hedonismo que busca
tudo isso é um caminho equivocado. Podemos também entender que o Hedonismo é o
prazer imediato e transitório e o futuro incerto, enquanto que o Estoicismo é a certeza de um
futuro melhor pelo esforço presente.
Continuaremos com este assunto no próximo artigo.
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